| Subject: Défice do Estado - Carvalhas contra «burla política» |
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expresso-on-line
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Date Posted: 23/06/05 20:33:14
In reply to:
Jerónimo de Sousa
's message, "Cem dias de governação que espelham bem o conteúdo de classe de uma política..." on 23/06/05 13:00:05
Défice do Estado
Carvalhas contra «burla política»
O ex-secretário geral do PCP, Carlos Carvalhas, comparou, quarta-feira em Coimbra, a surpresa manifestada pelo primeiro-ministro perante o valor do défice público (6,83 por cento) com o «discurso da tanga» de Durão Barroso, em 2002.
Intervindo perante cerca de uma centena de pessoas, numa sessão promovida pelos comunistas de Coimbra, intitulada «A culpa é do défice?», Carlos Carvalhas afirmou que as receitas do actual Governo para combater a situação orçamental são as mesmas do executivo liderado por Durão Barroso.
«A surpresa do défice foi um logro e uma burla política. Podemos afirmar que a surpresa é de Sócrates é a tanga é de Durão Barroso, ou seja, mandar às urtigas as promessas eleitorais» afirmou. O ex-secretário geral comunista lembrou que Durão Barroso «prometeu baixar os impostos e aumentou o IVA». Quanto a José Sócrates, «prometeu não aumentar os impostos e aumentou-os, oferecendo aos portugueses um choque tecnológico com muita retórica e financiamento virtual», disse Carlos Carvalhas.
Diminuir o desemprego foi outra das promessas eleitorais do Partido Socialista, mas segundo Carvalhas «vai aumentar». Frisando que Portugal «corre o risco de entrar de novo em depressão económica e por longo tempo», Carvalhas disse ainda que os portugueses «vêem agora as mesmas receitas, as mesmas políticas de Manuela Ferreira Leite, ex-ministra das Finanças de Durão Barroso». Na opinião de Carvalhas, «pediram sacrifícios aos portugueses em nome de tempos melhores. Afinal é o que se vê? A situação está pior». Considerou, também, que um abrandamento da economia trará mais dificuldades no combate ao défice: «Entrámos num ciclo vicioso» referiu.
O ex-secretário geral do PCP afirmou ainda, convicto, que os objectivos apresentados pelo executivo socialista no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para o período entre 2005 e 2009 «não serão atingidos» já que a situação social e estrutural do país «será pior».
11:49 23 Junho 2005, expresso-on-line
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