| Subject: Educação: Sindicatos de professores ameaçam com greve de quatro dias |
Author:
Lusa
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Date Posted: 7/06/05 16:42:10
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Lusa
's message, "Sesimbra: PCP acusa governo de dar "machadada na pesca artesanal"" on 4/06/05 22:57:50
Educação: Sindicatos de professores ameaçam com greve de quatro dias
Lisboa, 07 Jun (Lusa) - As federações que representam os educadores de infância, professores e trabalhadores não docentes ameaçaram hoje fazer uma greve de quatro dias se o Governo rejeitar a carta reivindicativa que entregam quarta-feira ao primeiro-ministro.
Em conferência de imprensa conjunta hoje em Lisboa, os dirigentes da Federação Nacional de Professores (Fenprof) e da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) revelaram que avançarão com uma greve entre os dias 20 e 23, caso não haja uma resposta positiva por parte do Governo às suas reivindicações.
O documento, que a Fenprof e a FNE vão entregar quarta- feira às 18:30 na residência oficial de José Sócrates, contesta medidas governamentais como o aumento da idade de reforma e o congelamento na progressão das carreiras docentes.
"Os professores estão a ser alvo da fúria obsessiva do Governo, incapaz de planificar medidas que possibilitem um crescimento económico sustentado", afirmou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, na conferência de imprensa.
No dia 20 a paralisação abrangerá professores, educadores de infância e trabalhadores não docentes afectos à Direcção Regional de Educação (DRE) do Centro.
A 21 a paralisação abrangerá a zona da Direcção Regional de Educação de Lisboa, a 22 o Norte e a 23 o Alentejo e Algarve.
A paralisação deverá afectar a realização dos exames nacionais de Matemática e Língua Portuguesa dos alunos do 9º ano, previstos para 20, 21 e 22.
A primeira fase de exames nacionais do ensino secundário, para os alunos do 12º ano, que arranca dia 17, também deverá ser afectada pela greve.
"Isto não é uma greve aos exames. O Governo, ao anunciar as medidas neste tempo, fez com que a resposta dos sindicatos também seja dada nesta altura, afectando a vida dos professores e dos alunos", sublinhou o secretário-geral da Fenprof, Paulo Sucena.
As duas federações sublinharam que só desconvocarão uma eventual greve se tiverem propostas concretas do governo em cima da mesa que respondam à carta reivindicativa que vão entregar a José Sócrates.
Fenprof e FNE criticam "a falta de diálogo do Governo" e contestam medidas que "desrespeitam e atacam os funcionários públicos", como o congelamento da progressão nas carreiras, a perda de tempo de serviço ou o aumento da idade de reforma de 60 para 65 anos.
No caso dos professores, sobre esta última medida Paulo Sucena apelida-a de "economicista" e diz que "irá diminuir a qualidade do ensino".
"Aos 60 anos um professor já está desgastado e não tem a mesma capacidade de ensino que tinha com 30 ou 40 anos", frisou Paulo Sucena.
Além dos educadores de infância e dos professores do ensino básico ao superior, a paralisação abrange os trabalhadores não docentes, que exigem a integração nos quadros da Função Pública.
Na semana passada, o Ministério da Educação anunciou que aqueles trabalhadores vão continuar fora dos quadros da função pública e que terão "contratos individuais de trabalho, permitindo que estes se mantenham ao serviço sem quebra de continuidade".
SS.
Lusa/Fim
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