| Subject: Editorial 1º parte |
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Avante
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Date Posted: 10/06/05 11:15:06
ONDA DE CALOR
Percebemos perfeitamente o silêncio que o Governo guardou durante tanto tempo antes que anunciasse as medidas mais gravosas que se preparava para tomar, enquanto outros arautos iam tentando incutir nos portugueses a ideia da inevitabilidade dos aumentos - dos preços e dos impostos, claro! - por força de circunstâncias «alheias» ao seu «projecto». Já aqui falámos da preciosa «ajuda» que constituíram as declarações de Vítor Constâncio sobre o défice de quase 7 por cento - num ano que é já da responsabilidade do PS, embora o Orçamento tenha sido aprovado pela direita já com os dois pés fora do Governo mas obedecendo gostosamente à exigência do Presidente da República, que não queria deixar o País sem um OE daqueles. Jorge Sampaio, aliás, foi também outra das ajudas com que o executivo de Sócrates contou para aplanar o caminho e extorquir mais sacrifícios aos trabalhadores.
Percebemos perfeitamente a demora. Porque se tratava de tomar medidas impopulares e, mais do que isso, de faltar à palavra dada, isto é, às promessas eleitorais do PS. A demora, entretanto, iria permitir que o anúncio de tais medidas apanhasse os contribuintes - os trabalhadores, os desempregados, os reformados, os jovens, as mulheres - com Junho à porta. Esperava o Governo, certamente, que a onda de calor perturbasse as mentes ao ponto de não reconhecerem os seus interesses e o logro em que muitos caíram ao votar tão abundantemente no Partido Socialista, esperançados na mudança.
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