VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

21/04/26 13:50:05Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 123[4]5678 ]
Subject: Editorial III


Author:
Avante
[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]
Date Posted: 10/06/05 11:19:42
In reply to: Avante 's message, "Editorial II" on 10/06/05 11:16:34







>A onda de calor, porém, parece ter perturbado mais as
>hostes socialistas que os portugueses em geral. E
>escrevemos «parece» porque não é de crer que o Governo
>e os seus indefectíveis tenham perdido o norte, embora
>haja alguns sinais de desnorte em declarações avulsas
>e contraditórias de governantes e afins. Quanto aos
>portugueses em geral, o calor vem-lhes de dentro, da
>indignação de muitos, da frustração de alguns, do
>protesto de quase todos.
>As iniciativas que o PCP promoveu nos últimos dias da



Outras medidas, desta vez anunciadas a conta-gotas e sem as solenidades próprias da Assembleia da República, vieram juntar-se às primeiras e têm vindo a fazer manchete na comunicação social.
A questão dos preços dos medicamentos foi a primeira bola a sair do saco. Baixam mas aumentam, vá-se lá saber porquê. E alguns deles - poucos - que, por serem absolutamente necessários à sobrevivência de doentes crónicos, têm sido gratuitos, vão agora passar a ser parcialmente pagos, o que atinge gravemente as bolsas de muita gente que se vê de repente com a necessidade de fazer face a despesas incomportáveis.
A última - por enquanto - é a do «aumento» dos funcionários públicos, que vai situar-se nos 2 por cento! Aumento? Como assim, se fica abaixo da inflação, portanto nem sequer chega para manter o poder de compra entretanto perdido?
Com a recusa do PS em aumentar o salário mínimo nacional, conforme tinha proposto o PCP, e com a fixação em 2 por cento nos aumentos dos funcionários públicos, o Governo mostra qual a orientação que se propõe seguir - a de alargar a todos os trabalhadores estas medidas salariais restritivas.
A revelação de que o Governo e a sua maioria não pretende fazer alterações significativas ao «Código Laboral» da direita, mostra ainda de que lado está o PS de Sócrates - do lado do capital. Nenhuma medida é tomada, de resto, no sentido de tributar as mais-valias das sociedades financeiras nem se vê que haja a intenção de cortar nas benesses da banca, nos off-shores, nas operações de venda de títulos. O capital é sagrado... E não deixa de acumular lucros fabulosos.

Perante a indignação geral contra a diferença de critérios, Jorge Coelho, em plena campanha eleitoral para as autárquicas, clama em Évora que a banca e as seguradoras devem também contribuir para os sacrifícios, parecendo exigir do Governo que tome medidas nesse sentido. Sócrates, como se viu, dá-lhe toda a liberdade de exigir o que quiser, já que precisa de reduzir ao máximo o prejuízo eleitoral que se avizinha para o PS. Cravinho vem a seguir, a querer «normalizar o regime fiscal da banca». Generoso, o Diário de Notícias titula: «Governo aperta cerco aos bancos e seguradoras». Quem não acredita nisso é o «patrão da banca», João Salgueiro. Ninguém acredita, aliás.
A perturbação parece ter ganho algumas cabeças encaloradas, principalmente no seguimento dos protestos e das derrotas dos referendos ao tratado constitucional europeu. Ao NÃO da França seguiu-se o da Holanda; a Inglaterra anunciou a suspensão do referendo que pretendia realizar; outros governos admitem já o adiamento. Freitas do Amaral também o admite em entrevista «pessoal», mas vai à estranja afirmar que tudo continua como dantes, como Sócrates manda. E o Presidente da República, diz que lá por Portugal ser pequeno não é razão para abandonar o referendo. A onda de calor parece ter começado a produzir efeitos, sem falar naqueles, também desastrosos, que incendeiam já o País, uma vez mais sem instrumentos adequados para o combate aos fogos.








>passada semana, reagindo na hora certa às medidas
>anunciadas pelo Governo na Assembleia da República e
>apelando à participação nas manifestações e jornadas
>de trabalhadores marcadas para os próximos dias 17 e
>28, encontraram eco em todo o País e deram conta da
>indignação que alastra. A campanha nacional de
>esclarecimento, entretanto, não ficará confinada à
>data inicialmente prevista e que mobilizou milhares de
>camaradas. O esclarecimento e a exigência de um rumo
>diferente para a política nacional deve continuar e
>estão a ser recebidos nos meios populares com muito
>interesse e atenção às posições dos comunistas que
>criticam fortemente os aumentos de impostos indirectos
>e o ataque violento aos trabalhadores, a começar,
>nomeadamente, pelos da administração pública.

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]


Post a message:
This forum requires an account to post.
[ Create Account ]
[ Login ]
[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT+0
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.