| Subject: Filipinas: Manifestação de camponeses em Manila tenta depor Presidente Arroyo |
Author:
Lusa
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Date Posted: 10/06/05 15:35:57
In reply to:
Bolivia
's message, "Um Povo em luta pelo que é seu." on 7/06/05 15:27:13
Suspeita de corrupção e criticada pela política económica
Filipinas: Manifestação de camponeses em Manila tenta
depor Presidente Arroyo
10.06.2005 - 10h49 AFP, Lusa
A polícia filipina reprimiu hoje com canhões de água uma manifestação de camponeses em Manila. Os manifestantes exigiam a renúncia da Presidente Gloria Macapagal Arroyo, pela sua má gestão económica e devido aos escândalos em que tem estado envolvida. Dos protestos resultaram várias detenções.
Cerca de três mil manifestantes, dirigidos pelo deputado de esquerda Rafael Mariano, tentaram chegar até à ponte de Mendiola, onde se situa o Palácio de Malacanang, sede da Presidência, mas foram interceptados pela polícia, que dispersou a manifestação com o recurso a canhões de água. Pelo menos três dezenas de pessoas ficaram feridas, segundo os organizadores do protesto.
A manifestação ocorreu numa altura de grande instabilidade política nas Filipinas e de rumores de golpe de Estado, com a imagem da Presidente Macapagal Arroyo claramente desgastada devido a vários escândalos de corrupção.
Gerry Albert Corpuz, da Força Nacional de Organizações de Agricultores, disse que o protesto teve por objectivo pedir a renúncia da Presidente e do vice-presidente, pelos "seus crimes nacionais contra o povo, nomeadamente a falta de aplicação da reforma agrícola". Arroyo é também acusada de "repressão política, fraude eleitoral, escândalos e corrupção".
Os movimentos camponeses filipinos afirmam que não foi realizada a prometida reforma agrária no mandato de Gloria Arroyo e que nos últimos anos tem sido frequente o assassínio de militantes de esquerda e de camponeses.
Corpuz disse que a presidente perdeu a sua autoridade moral para dirigir o país, após o surgimento de alegadas provas de que alegadamente tentou corromper um funcionário eleitoral no âmbito de uma fraude nas eleições de 2004, que venceu ao derrotar o seu principal adversário, Fernando Poe.
O líder da oposição no Senado, Pimentel Aquilino, pediu sexta-feira a renúncia da presidente e do vice-presidente, Noli de Castro, por terem sido "eleitos em condições duvidosas".
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