| Subject: Curiosamente não postaram o final deste editorial de Raul Vaz de 17/05/05 no DN |
Author:
leitor do DN
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Date Posted: 19/05/05 12:39:18
In reply to:
RAUL VAZ
's message, "À procura de um número" on 17/05/05 22:27:11
Curiosamente não postaram o final deste editorial de Raul Vaz de 17/05/05 no DN. Reza assim:
"P.S.: Miguel Portas acusa-nos de coisas feias: "destilar ódio puro e duro", "torcer factos e recorrer à mentira factual".
Não nos revemos na prática do Bloco - na sua aversão primária à direita e à economia de mercado e na manipulação dos factos para atingir objectivos políticos.
Miguel Portas tenta descrever-nos ao espelho. É um mau princípio. É um sintoma de autismo. A questão de fundo continua por responder: o que justifica o silêncio envergonhado do Bloco de Esquerda? O silêncio sobre a questão política e não sobre a legalidade dos actos de ex-ministros. Miguel Portas sabe que é assim mas não resiste. Não resistiu".
>Andamos nisto, sem que se veja vida além do número.
>
>A versão hard de Manuela Ferreira Leite no país da
>tanga deu azo a um país sem tanga na versão light do
>actual Governo.
>
>No filme há uma personagem inamovível, o actor que
>ciclicamente ocupa o papel principal não sendo o
>protagonista da série. E aí estamos num desses
>momentos, aguardando que o diálogo do governador do
>Banco de Portugal com os números permita chegar ao
>rigor de uma cifra. Mais décima menos décima,
>acreditemos no computador.
>
>Vítor Constâncio, tal como Jorge Sampaio, é actor
>residente desta série. Já lá estavam, muito antes de
>António Guterres sair de cena avisando-os do que nos
>esperava. Ele sabia e deve reconhecer-se-lhe esse
>mérito. Só não conhecia o número.
>
>Tal como o governador e o supporting role envolvido no
>guião, o Presidente da República. Que deveriam prever
>o resultado da cumplicidade na altura em que a
>economia portuguesa crescia acima da média europeia
>não houve capacidade de precaver o número que aí
>vinha. Nem reservas em relação a orçamentos aprovados
>por critérios meramente políticos.
>
>Deixemos a história. O actual ministro das Finanças já
>disse o essencial, começando por dizer - em 5 de Março
>- que não está posta de parte a possibilidade de uma
>subida de impostos.
>
>A cena começa a ser caricata. O governador nunca
>deixou de estar profundamente ensimesmado com a
>questão do défice - as angústias devem ser, de facto,
>terríveis. O homem que "mastiga" o défice continua
>refugiado no seu computador à procura de um número.
>Que parece mudar conforme as circunstâncias. O homem
>não sabe se deve intervir ou omitir.
>
>Ele acha apenas que o seu papel está concluído logo
>que encontre o número. O parto é difícil mas, acredite
>dr. Constâncio, o número há--de aparecer...
>
>Ontem o Presidente da República recebeu o governador
>do banco central. Não é conhecido o número, que - como
>prevê o ministro das Finanças - vai ser chocante.
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