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Subject: Leitura de artigo de Eugénio Rosa...


Author:
Rosa Redondo
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Date Posted: 19/05/05 18:47:18
In reply to: IA 's message, "Leitura de artigo de Eugénio Rosa aconselhável" on 19/05/05 0:50:27

Esta história dos números é muito traiçoeira!!!
Afinal é sempre a velha questão: 50% da capacidade significam “meio cheio” ou “meio vazio”?

Eugénio Rosa faz questão de provar com números que a nossa percentagem de empregados públicos é inferior à média dos 12 países analisados.
Diz mais, que o seu numero tem descido: “se se analisar a evolução do número de inscritos na Caixa Geral de Aposentações, conclui-se que a partir de 2002 o seu número tem baixado, tendo registado uma diminuição significativa em 2004.”
E ainda que custam menos ao Estado:” já cerca de 350.000 trabalhadores da Administração Pública inscritos na CGA estão abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social”

Ora bem! Já que há quem goste tanto de números, aqui vão mais alguns:

1º - Dados publicados no DIÁRIO ECONÓMICO de 1 de Março de 2005
A redução de 41.000 funcionários no activo ficou a dever-se essencialmente à limpeza de ficheiros, não tendo por isso particular impacto nas contas do sub-sector Estado. Os valores da execução orçamental de 2004 revelam que as remunerações certas e permanentes tiveram uma subida de 0,3%, (mesmo com o congelamento dos salários acima de mil euros).
Dos quarenta e um mil apenas 13.000 correspondem a passagens à reforma, o que também não aliviou os gastos uma vez que eles são dos que têm “direitos adquiridos”, ou seja, reformam-se com o ultimo salário e têm direito a actualizações.

2º - Legislação
Só os trabalhadores que entraram para a função pública depois de 1 de Setembro de 1993, terão a sua pensão calculada da mesma forma que a dos trabalhadores abrangidos pelo regime geral da segurança social. Ou seja, daqui a 30 ou 40 anos.
(Entretanto, e se fôsse cumprido o principio de entrar 1 por cada 2 que saem, a situação é: por cada 2 funcionários que saem o Estado fica a pagar 3 salários...)

3ª - Estudo da ATKearney em parceria com o Public Policy Group da London School of Economics publicado no PUBLICO de 9 de Maio de 2005
Foi realizado na 2ª metade de 2004 em cerca de 20 países (incluindo Espanha, Portugal, Brasil, Itália, EUA, Reino Unido, México, Polónia, etc) com enfoque especial nos sectores públicos de Economia e Finanças, Saúde, Justiça e Segurança.
Conclui que Portugal é um dos países com os organismos públicos menos ágeis da Europa devido à falta de liderança e ao mau serviço prestado. Numa escala entre -3 e +3, Portugal tem um índice de 0,09; a média europeia é de 0,18 e a Espanha tem 0,37.
Os organismos portugueses melhor classificados pertencem às áreas de Economia e Finanças e os piores classificados são os da Saúde.

Mas de facto, isto não é uma questão de números! É uma questão de serviço aos cidadãos (é isso que significa serviço publico, não é?)
O Estado até podia gastar 50% do orçamento com a função publica. Se os serviços fôssem bons, eu diria que eles eram necessários e o dinheiro bem empregue.
Mas com o nível de serviços que temos direi que para fazerem o que fazem são demasiados e demasiado dispendiosos.

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Replies:
Subject Author Date
A grande questão são os dirigentes e a organizaçãoAugusto Mendes19/05/05 18:53:30


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