Author:
Ferreira Fernandes
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 8/05/05 20:07:48
In reply to:
Lusa
's message, ""A partir do momento em que o BE diz que é o único (...) democrático não faz sentido apelar à união" on 8/05/05 19:53:20
Convenção, cheguei!
Ferreira Fernandes, CM, 08-05-05
Ontem, ao ‘Expresso’, perguntado sobre as duas caras institucionais do Bloco de Esquerda (a do líder parlamentar, Luís Fazenda, e a do líder líder, Francisco Louçã), Miguel Portas apontou os holofotes para si próprio: “E o responsável internacional é provável que seja eu.”
Está certo, num partido tão antiglobalização. Miguel Portas é, entre os dirigentes do BE, o mais terceiro-mundista (terceiro porque em primeiro e segundo ele é mundano).
O episódio em bicos de pés de Portas revela o processo de normalização por que passa o BE. A Natureza tem horror ao vazio, e isso revela-se tanto nas quedas de água como na queda para a liderança de um partido já com oito deputados.
Aliás, o mais notável da história do BE são as reticências com que o seu líder natural – o melhor, mais reconhecido e mais preparado, Louçã – avança para essa liderança.
O BE é uma recomposição da esquerda, com dois componentes partidários importantes (o PSR, de Louçã, e a UDP, de Fazenda), alguma gente vinda da ressaca revolucionária, muitos jovens à procura da rolha e um grupito que dava jeito por vir do PCP (daí, Portas). Visto da direita, isto pode parecer homogéneo.
De facto, é uma maionese que custaria a pegar (a tradição da UDP era pestiferar contra os trotsquistas, do PSR, e os revisionistas, do PCP), não fosse o jeito de Louçã.
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
|