Author:
Alberto Gonçalves
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Date Posted: 8/05/05 20:17:03
In reply to:
Lusa
's message, ""A partir do momento em que o BE diz que é o único (...) democrático não faz sentido apelar à união" on 8/05/05 19:53:20
A infância perdida
Alberto Gonçalves, CM, 08-05005
A Convenção começou com uma intervenção do dr. Teixeira Lopes, que reafirmou a diferença do Bloco face à do banais partidos: ali pensa-se, questiona-se, debate-se.
Depois, a coisa continuou com o dr. Portas quase a ameaçar de porrada todos os que duvidam da cristalina liberdade que o BE respira, e da respectiva capacidade em pensar, questionar e debater.
Pelo meio, houve um esboço de oposição, com uma senhora tímida a levantar objecções à democracia interna do bando. A dita senhora, pareceu-me, era subscritora de uma moção suavemente alternativa à moção única, perdão, oficial, perdão, maioritária.
Poucas vezes ouvi a palavra “liberdade” na boca de um político que a desejasse, excepto para ele próprio. Quando o político pertence à esquerda mais alucinada, o número desce para zero. Se o BE afirma obsessivamente o seu carácter “plural” é porque nem sabe o que isso significa. Por definição, o radicalismo ideológico, de que o BE se orgulha, não pode suportar a contra-argumentação ou permitir a dissidência, ligeira que seja.
Com dois ou três deputados era um sossego. Infelizmente, a popularidade brusca inspira a cobiça e implica estas maçadas, donde a preventiva inclusão de sanções nos estatutos, para varrer quem pense ou debata. É a crise de crescimento, como ontem Ferreira Fernandes aqui lembrou. Se crescer muito, o BE não chega a velho. Ou chega ao PCP.
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