| Subject: Muito bem, kamaradas.(NT) |
Author:
Calado
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Date Posted: 28/07/05 15:11:27
In reply to:
Avante, 28/07/05
's message, "A GALP e o futuro do sector energético: Acabar com as indefinições" on 28/07/05 10:21:20
>
>A GALP e o futuro do sector energético
>Acabar com as indefinições
>
>Avante, 28/07/05
>
>O PCP voltou a exigir um debate sobre o futuro da GALP
>e do sector energético em Portugal. São os interesses
>do País que o exigem, consideram os comunistas.
>
>A questão foi colocada na passada semana no centro do
>debate parlamentar pelo deputado comunista Honório
>Novo em declaração política no decurso da qual
>reiterou a necessidade de a Assembleia da República
>ouvir os responsáveis da GALP e o ministro da Economia.
>
>Trata-se de evitar também a reedição de operações
>lesivas do interesse nacional como a ocorrida no tempo
>de um governo de Guterres.
>
>É que sendo aquela empresa «uma peça estratégica
>essencial na economia nacional», sublinhou, importa
>defendê-la e preservá-la «na esfera de influência
>determinante do Estado».
>
>O que passa também por superar a persistente situação
>de indefinição quanto ao futuro modelo institucional e
>empresarial do sector energético no nosso País.
>Indefinição que se repercute negativamente em empresas
>estratégicas como a GALP que se vê, como assinalou o
>deputado comunista, «novamente envolvida nos jogos de
>interesses privados dos grandes grupos que, no passado
>como certamente agora, aparecem apostados em tomar de
>assalto o seu controlo accionista para mais facilmente
>colocar a empresa ao serviço das suas estratégias de
>grupo».
>
>Honório Novo lembrou,a propósito, a venda de uma
>posição accionista da então Petrogal à ENI, operação
>levada a cabo num Governo PS que a Assembleia da
>República, em conclusões de uma sua comissão de
>parlamentar de inquérito, veio a considerar ter
>afectado o interesses nacional.
>
>Daí o alerta da bancada comunista tanto mais
>pertinente e actual quanto parecem ser de novo essas
>empresas e investidores individuais, segundo Honório
>Novo, os escolhidos pelo actual Governo para assumirem
>novas posições de compra esquecendo os resultados de
>um concurso público em que alguns deles haviam
>participado e perdido.
>
>«O que foi no passado recente uma operação que afectou
>o interesse nacional não pode ser a nenhum título
>recuperado mesmo que alguns dos protagonistas
>desempenhem hoje funções igualmente determinantes na
>definição das orientações políticas do actual
>Governo», advertiu o parlamentar do PCP, para quem não
>só os interesses do Estado na GALP são inalienáveis
>como o funcionamento da empresa deve assentar na
>«mudança e na eficiência» das suas duas refinarias, em
>Sines e Leça da Palmeira.
>
>Daí que seja muito clara a linha de fronteira que
>separa a posição dos comunistas de outros que a
>história recente provou, como foi dito, «serem os
>cavalos de Tróia de interesses privados externos
>visando a destruição da GALP e a eliminação de mais um
>concorrente». Outros para quem a GALP - foi ainda
>Honório Novo a sublinhá-lo - «só foi e é uma empresa
>estratégica na medida em que lhes permitiu negociar
>ordenados principescos, indemnizações milionárias e
>reformas escandalosas equivalentes a dezenas de anos
>obtidos no primeiro dia de trabalho».
>
>Energias renováveis
>
>O País, em matéria de energias renováveis, continua a
>marcar passo. A indefinição política neste capítulo é
>uma realidade, como atesta o sector hidroeléctrico
>onde permanecem desaproveitadas as suas capacidades e
>potencialidades.
>
>Para o facto chamou a atenção o deputado comunista
>Honório Novo, inconformado com a inexistência de uma
>aposta séria, decidida e consistente nas energias
>renováveis. O que explica a manutenção da nossa forte
>dependência do petróleo e consequente factura que
>recai de forma cada vez mais pesada sobretudo nos
>«ombros dos portugueses de menores recursos e sobre a
>frágil e dependente economia nacional».
>
>Daí que o recente anúncio do Governo de abertura de um
>concurso para licenciar 1 700 megawatts de energia
>eléctrica tenha sido recebido com alguma prudência
>pela bancada comunista. Houve muita «pompa e
>circunstância» no seu anúncio mas a verdade é que,
>como observou o deputado do PCP, em Portugal há menos
>de 800 megawatts operacionais em energia eólica e
>mantêm-se por concretizar - «sem que haja explicações
>claras e convincentes», enfatizou – mais outros 2.500
>megawatts já licenciados.
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