| Subject: Portugueses mais pessimistas depois da euforia das eleições |
Author:
hugo bordeira
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Date Posted: 1/08/05 11:53:23
Os portugueses estão cada vez mais pessimistas quanto à situação económica do País e à própria situação pessoal e do respectivo agregado familiar. Esta é a principal conclusão do Índice de Expectativa do Barómetro Político da Marktest, que revela que uma maioria de 52% dos inquiridos acha que as finanças pessoais vão piorar durante o próximo ano, sendo que 57% acreditam que também a economia portuguesa estará em piores condições nessa altura.
Independentemente da cor partidária, a tendência de quebra afecta tanto os indivíduos que declararam votar no PS como os que votam no PSD. A maioria absoluta do PS, em Fevereiro, foi como um balão de oxigénio nas expectativas da generalidade dos portugueses e principalmente dos socialistas. A confiança dos inquiridos 'laranja', por seu turno, desceu para uns bons furos abaixo dos eleitores 'rosa' e ligeiramente abaixo da média geral (ver gráfico em cima).
O estado de graça foi, entanto, muito curto. Desde os meses de Março/Abril, o Índice de Expectativa geral tem vindo a cair a pique, encontrando-se hoje ao nível mais baixo dos últimos dois anos. Uma leitura para estes resultados pode ser encontrada no fim do período eleitoral e na tomada de posse do Executivo de José Sócrates, a 12 de Março. Mesmo entre os eleitores do PS o estado de graça foi curto e não durou mais de um mês, tendo sido afectado pelo anúncio das medidas de contenção, a 25 de Maio.
Os resultados foram obtidos a partir de duas questões numa, foi perguntado aos inquiridos se daqui a um ano achavam que a sua situação económica pessoal e a do seu agregado familiar seria melhor, igual ou pior; noutra, foi questionado se em relação à situação económica do País daqui a um ano ela será melhor, igual ou pior.
Olhando para o indicador geral, é preciso recuar até Novembro de 2003 para se observar valores tão baixos. Foi precisamente na altura em que estava em discussão o Orçamento do Estado para 2004 e Manuela Ferreira Leite, à data ministra das Finanças, assumia estar "obcecada com o défice". A perspectiva de um ano sem aumentos salariais na função pública e o agravamento do IRS para a classe média deixaram marcas na confiança dos portugueses quanto às suas finanças pessoais e do País.
O sucesso da organização do Euro 2004 e os sinais de retoma que surgiram por arrastamento do evento, em Junho e Julho de 2004, indiciavam o início de um novo ciclo. No entanto, o anúncio de que Durão Barroso se preparava para abandonar o Governo para liderar a Comissão Europeia (25 de Junho) voltou a abalar as expectativas. O arranque da era Santana Lopes iniciou uma nova tendência de quebra, que atingiu o pico no final de Novembro, quando Jorge Sampaio decidiu dissolver a Assembleia e convocar eleições.
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