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Subject: promessas de mau pagador


Author:
tá de chuva
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Date Posted: 17/07/05 12:50:20
In reply to: Resolução Política do XIII Congresso (Extraordinário) do PCP 's message, "IV – O ideal comunista e a natureza e identidade do PCP: O ideal comunista" on 16/07/05 16:12:27

mas se nem no vosso partido institucionalizaram a liberdade de escolha dos dirigentes, que são na maior maior parte indicados pela direcção, se não deixam circular as posições diferentes e se não deixam o voto à consciência de cada um mas à exposição de cada um, como querem que se acredite no que dizem que defendem para a soiedade?


>Resolução Política do XIII Congresso (Extraordinário)
>do PCP, Loures, 18, 19 e 20 de Maio de 1990
>
>IV – O ideal comunista e a natureza e identidade do PCP
>(…)
>
>O ideal comunista
>
>Ao contrário do que proclamam as forças do capital e
>as posições capitulacionistas, o ideal comunista não
>está morto nem morimbundo. Ele existe e existirá
>enquanto em qualquer sociedade uma minoria detentora
>dos meios de produção explorar a maioria da população
>– a população trabalhadora. Existe e existirá nas
>sociedades em que os povos, independentemente dos
>êxitos ou derrotas, empreendam ou retomem a construção
>do socialismo. O ideal comunista marca o século XX com
>passos revolucionários agigantados no caminho aberto
>pela revolução de Outubro à libertação dos
>trabalhadores e dos povos.
>
>Com realizações e conquistas económicas, políticas,
>sociais e culturais de dimensão indesmentível, a
>história do nascimento e da construção do socialismo e
>a sua projecção mundial ao longo do século XX é a
>história de um enorme avanço na criação de uma
>sociedade liberta da exploração do homem pelo homem,
>imprimindo dinâmica revolucionária ao vitorioso
>movimento de libertação dos povos oprimidos e
>contribuindo de forma decisiva para a paz mundial.
>
>Em contrapartida, o capitalismo, pela natureza do
>sistema, baseia-se na permanente exploração e opressão
>dos trabalhadores e dos povos, no recurso frequente à
>força e à agressão, na acumulação de riqueza por uma
>minoria exploradora e na manutenção da miséria da
>maioria esmagadora da população no sistema mundial do
>capitalismo.
>
>Uma análise objectiva e global da história do mundo no
>século XX comprova que não é o capitalismo mas o
>socialismo que poderá resolver os problemas da
>humanidade.
>
>Os erros e deformações, as perversões e crimes, as
>derrotas, crises e retrocessos verificados em países
>socialistas – resultantes entre outros factores do
>afastamento e infracção de objectivos e princípios
>revolucionários – não invalidam a justeza, a validade
>e a real perspectiva do ideal comunista.
>
>Integrando aspirações, sonhos, utopias por vezes
>milenárias, ideais modernos de liberdade, democracia,
>igualdade, justiça, fraternidade, solidariedade e paz
>e a experiência e a confiança revolucionária do
>proletariado em luta contra o capitalismo e na
>construção da nova sociedade – o ideal comunista é um
>projecto para o futuro mas é também um movimento de
>crítica, de luta e de transformação do presente.
>Correspondendo à evolução e à síntese de anseios e
>aspirações da humanidade, o ideal comunista ganha toda
>a sua dimensão transformadora na própria realidade
>concreta do mundo contemporâneo, nela se inscrevendo
>não apenas como um sonho mas também como uma
>possibilidade real. Ideal da transformação do mundo e
>da vida, o ideal comunista não aponta para um modelo
>definido, acabado e fechado de sociedade que
>significasse o termo da história humana mas contém
>objectivos e valores humanistas essenciais que o
>definem no plano ideológico e político e na acção
>concreta.
>
>O ideal comunista, expressão concreta de
>umanecessidade histórica, determinou a criação do PCP
>e a sua luta abnegada e heróica ao longo de 69 anos,
>inspira a sua luta presente, é a razão da sua
>existência, caracteriza o PCP comu um partido
>comunista que se orgulha de sê-lo e norteia o caminho
>da sua luta futura.
>
>O PCP tem como objectivo que o distingue dos outros
>partidos a construção de uma sociedade socialista em
>Portugal, visando, tal como é definido no seu
>Programa: a abolição da exploração do homem pelo
>homem, das injustiças sociais e de todas as formas de
>opressão; a construção de uma sociedade sem classes
>antagónicas inspirada por valores humanistas, a plena
>valorização da iniciativa e criatividade colectiva e
>individual, a intervenção permanente e criadora das
>massas populares em todos os aspectos da vida
>política, social, económica e cultural do país, a
>elevação constante do bem-estar material e espiritual
>dos trabalhadores e do povo em geral, a concretização
>na vida da igualdade de direitos do homem e da mulher
>e a inserção da juventude na vida do país. Como força
>social dinâmica e criativa. Estes objectivos
>constituem grandes referências do ideal comunista que
>marca a identidade do PCP.
>
>Desmentindo as caluniosas acusações segundo as quais o
>PCP não inscreve a democracia nos seus objectivos, o
>PCP não só aponta, no seu Programa de uma democracia
>avançada no limiar do século XXI e no seu projecto de
>sociedade socialista para Portugal, a democracia
>poítica, económica, social e cultural como elementos
>inseparáveis como foi o único partido que durante a
>ditadura fascista se bateu pelas liberdades
>democráticas e que depois do 25 de Abril as defendeu e
>defende contra as sucessivas tentativas de as limitar.
>
>É oportuno recordar que no seu Programa aprovado no
>XII Congresso o PCP aponta como características da
>sociedade socialista em Portugal:
>
>“ – No sistema político, o poder dos trabalhadores, a
>democratização de toda a vida nacional, a garantia do
>exercício das liberdades democráticas, incluindo a
>liberdade de imprensa e de formação de partidos
>políticos, a protecção na ordem jurídica dos direitos
>dos cidadãos, o respeito por opiniões, interesses
>sociais e aspirações diferenciadas e pelas crenças
>religiosas e a prática do culto, a realização de
>eleições com a observância estrita da legalidade pelos
>órgãos do Poder, a intervenção e participação das
>massas trabalhadoras na direcção política e económica
>do País através dos órgãos de soberania, do Poder
>local democrático e das organizações de classe,
>sindicais, políticas e outras.
>
>“ – Na organização económica, a propriedade social
>sobre os principais meios de produção, uma direcção
>planificada da economia acompanhada da iniciativa e
>directa intervenção das unidades de produção e dos
>trabalhadores, a coexistência de formas de organização
>estatais, cooperativas, colectivas, familiares e
>individuais, com empresas privadas de diversa
>dimensão, a realização completa e definitiva da
>Reforma Agrária com inteiro respeito pela vontade dos
>trabalhadores e dos agricultores, a consideração do
>papel do mercado, o desenvolvimento harmonioso dos
>recursos e sectores da economia nacional e de todas as
>regiões, a dinâmica e eficácia da economia baseada nas
>melhores realizações do progresso científico-técnico.
>
>“ – No plano social, a libertação dos trabalhadores de
>todas as formas de opressão e exploração, o pleno
>emprego, a retribuição de cada um segundo o seu
>trabalho, o direito ao trabalho com relevo para a
>garantia do primeiro emprego aos jovens, a garantia do
>interesse material no desenvolvimento da produção, o
>respeito da propriedade individual resultante do
>trabalho próprio, a edificação das relações sociais
>baseadas no respeito pela dignidade e personalidade de
>cada cidadão, o desenvolvimento dos serviços sociais,
>a solução do problema da habitação, a generalização da
>prática desportiva e de uma saudável ocupação dos
>tempos livres, a defesa do meio ambiente, a
>erradicação dos grandes flagelos sociais como a fome,
>o analfabetismo, a miséria, a droga, a prostituição, o
>alcoolismo, a criminalidade.
>
>“ – No plano cultural, a transformação da cultura em
>património, instrumento e actividade de todo povo, o
>progresso da ciência e da técnica, a expansão da
>criação artística, o estímulo à criatividade, o pleno
>acesso ao ensino e um elevado nível de democracia
>cultural, resultante da conjugação permanente da
>política das instituições do estado socialista com a
>iniciativa, a participação e actividade criadora
>individual e colectiva.
>
>“ – No plano ético, a formação da consciência social e
>individual em conformidade com os ideais da liberdade,
>dos deveres cívicos, do respeito pela pessoa humana e
>pela Natureza, da solidariedade, amizade e paz.”
>
>Como o novo Programa aprovado no XII Congresso
>sublinhou, as soluções adoptadas pelo poder político
>carecem de ser aferidas pela prática e sujeitas a
>mudanças e correcções que a vida aconselhe e imponha.
>
>Os acontecimentos nos países socialistas, revelando,
>como causas básicas de fracassos e derrotas,
>estruturas económicas, políticas e partidárias e
>situações e orientações contrárias ao ideal comunista,
>constituem uma dolorosa experiência que exige que em
>qualquer programa de construção de uma nova sociedade
>não só se não repitam semelhantes orientações e
>práticas como se reforce a institucionalização de
>mecanismos de democracia participativa e de controlo
>democrático no sistema político, no exercício das
>liberdades e direitos dos cidadãos, na orgânica
>económica e na vida cultural.
>
>(…)

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São só preconceitos nesta cabecinha. Preconceitos, má vontade, má fé...João Luís19/07/05 20:28:24


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