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| Subject: unilateralidade no ceonceito de trabalho produtivo em Marx | |
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Author: Michael Leibowitz |
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Date Posted: 30/01/06 14:24:46 In reply to: Guilherme Statter 's message, "Re: Citação de Marx (Grundrisse)" on 30/01/06 2:57:19 do livro Beyond capital: "Isto traz-nos ao último dos conceitos «unilateralizados» que aqui consideramos - «o trabalho produtivo». Os conceitos de trabalho produtivo (e o seu oposto), o trabalho não produtivo) foram sujeitos a intermináveis discussões (e singularmente não produtivas) entre marxistas. Na aparência, contudo, pareceria haver pouco lugar para disputa – pelo menos no que respeita à perspectiva própria de Marx sobre o problema, que é de resto simples e consistente. Afinal de contas, o que é que fez Marx? No decurso da sua crítica da economia política, ele sujeitou o conceito de trabalho produtivo, parte da bagagem teórica da economia política clássica, a uma crítica. E, a essência dessa crítica foi demonstrar que o núcleo deste conceito confuso e polémico na economia política era afinal bastante simples: trabalho produtivo é trabalho que produz mais-valia. Com esta concepção (na essência, o conceito de produção de mais valia), Marx foi capaz de revelar as várias confusões sobre mercadorias físicas vs serviços, actividade na própria circulação vs produção de capital, necessidades vs luxos, produção nas relações capitalistas vs idênticas actividades fora daquelas relações, e assim por diante. Em resumo, o conceito com o qual a economia política tinha lutado (da qual havia clarões esporádicos – tal com havia também esporádicos clarões de aproximação à ideia de mais-valia) foi revelado ser o do trabalho que produz capital, trabalho que produz riqueza capitalista. Tudo isto é bem conhecido, e não precisamos de gastar mais espaço na sua demonstração. Assim, a questão que necessariamente deve ser confrontada é – porque será que há tanta disputa entre marxistas? Em parte, teremos de admitir que os marxistas não são especialmente imunes à difundida incapacidade para ler e compreender. (como explicar então os acessos ocasionais de fetichismo das mercadorias físicas – que Marx era tão eloquente e específico em criticar?). Ainda assim, por detrás das disputas está algo mais difícil – a crença de que a especificação de Marx de trabalho produtivo é errada e inadequada. Precisamente porque vários autores consideraram o conceito de trabalho produtivo, tal como foi formulado, como inadequado, eles tentaram alterá-lo ou reinterpretá-lo para melhor servir no contexto das lutas actuais. Qual é o nosso conceito de trabalho produtivo no contexto da actividade do Estado, uma esfera que se expandiu significativamente no seu espectro desde os tempos de Marx? Será o trabalho doméstico merecedor de uma ajuda para sair da invisibilidade teórica somente por ser nomeado como não produtivo (o que independentemente da sua conotação, sempre o torna menos importante?). Em todos estes pontos, há uma salutar tentativa de fazer a teoria corresponder ao «movimento real»; contudo, o ecletismo inerente a estes empreendimentos é sempre vulnerável ao refrão fundamental: «não foi isso que Marx disse» ( o que rigorosamente é correcto). Nesta altura da nossa discussão, a sugestão de inadequação no conceito de Marx de trabalho não produtivo não tem que ser surpreendente. Mas o nosso argumento não é que a crítica de Marx do trabalho produtivo fosse errada. Marx estava certo na sua dedução da essência do conceito de trabalho produtivo na economia política clássica – e na sua compreensão da centralidade do trabalho produtivo para o capital. Em vez disso, o nosso argumento é que, como no caso da teoria do valor baseada no trabalho, reprodução e riqueza, o conceito de trabalho produtivo é unilateral. O que nos é apresentado é o trabalho produtivo para o capital, o trabalho que serve a necessidade do capital - a valorização. O reconhecimento, contudo, que o capitalismo como um todo contém um segundo pilar, a necessidade dos próprios trabalhadores para se desenvolverem, aponta para um separado e distinto conceito – o trabalho produtivo para o trabalhador, definido como trabalho que produz valores-de-uso para o trabalhador. A incapacidade em tactear este segundo conceito (que está escondido e latente em Marx) subjaz a muita alfaiataria e a criticismos fundamentalistas no pântano do que sabemos se o debate sobre trabalho produtivo." [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Fidalgo: não limpes as lentes (as tuas e as deste gajo), não... (NT) | Ex-militante(certo de que a miopia é uma chatice dos diabos) | 30/01/06 14:37:29 |