VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

21/05/26 11:29:06Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 1[2]345678 ]
Subject: A segunda volta...


Author:
Honório Novo
[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]
Date Posted: 30/01/06 17:18:05
In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "O ilusionismo de esquerda" on 23/01/06 17:28:44

A segunda volta...

por Honório Novo deputado do pcp, JN, 30/01/06

Apequena margem com que Cavaco Silva foi eleito é a melhor prova de que, se tivesse havido segunda volta, o candidato apoiado pelo PSD e CDS/PP não se teria tornado no sexto presidente da segunda República.

Há quem diga que esta afirmação não é assim tão pacífica, que sucederia exactamente o contrário e que Cavaco Silva confirmaria largamente a vitória, numa eventual segunda volta. Admito a controvérsia, mas não julgo que esta convicção seja apenas o resultado de um acto de fé ou uma espécie de intuição irracional.

O difícil era (como acabou por ser) obrigar a um segundo "round". O difícil era mobilizar na primeira volta todo o voto afirmativo contra Cavaco. O difícil era (como foi) desmontar até 22 de Janeiro a coroação antecipada que sondagens e editorias tinham começado a montar há quase seis meses e que (passo a passo, título a título, foto a foto, manipulação a manipulação), passara a ser "coisa incontroversa e completamente óbvia" para a opinião pública, até para os portugueses que sempre estiveram contra Cavaco, mas que progressivamente começaram a baixar os braços e a conviver com a "inevitabilidade" da sua vitória e, por isso, desistiram de lutar e (muitos) até de votar.

O difícil era (como acabou por ser) obrigar a uma segunda volta. Que esteve ao alcance da mão, de uma margem de sessenta mil votos e de 0,6 pontos percentuais, muito mais ao alcance do que a maioria de quase todos nós esperava (incluindo os que ficaram em casa e abandonaram o jogo).

É por tudo isso que a segunda volta (que afinal teria sido possível) derrotaria Cavaco Silva, que não passaria a fazer parte da história do post-25 de Abril como o primeiro presidente da República eleito (mesmo que com a menor margem percentual de sempre) pela Direita em Portugal.

Só o simples facto de haver uma segunda volta seria o elemento inovador essencial, inesperado mas profundamente catalisador para a convergência de votos, para uma forte e quase automática mobilização dos eleitores em torno da vontade e dos objectivos de derrotar Cavaco Silva. Só o simples facto de haver segunda volta tornaria completamente clara aos olhos de todos a tramóia mediática montada em torno da "inevitável, antecipada e folgadíssima vitória" de Cavaco Silva logo à primeira volta, constituindo-se como mais um elemento de mobilização e de concentração de voto anti-Cavaco. Só o mero facto dessa tão sonhada e aparentemente intangível segunda volta se tornar realidade serviria para mobilizar a maior parte dos que tinham ficado em casa em 22 de Janeiro e, simultaneamente, fazer esbater no plano eleitoral as diferenças, as divergências e justíssimos antagonismos relativamente aos posicionamentos e posturas do candidato que viesse a defrontar Cavaco Silva.

A pequena margem com que Cavaco Silva foi eleito e a convicção de que seria vencido numa segunda volta tornam ainda mais evidentes as responsabilidades do Partido Socialista nos resultados obtidos nestas eleições presidenciais. Não fora a falta de empenho do PS e dos seus responsáveis distritais e autárquicos, não fora a profunda precipitação e enorme divisão a que conduziu a escolha do(s) seu(s) candidato(s), não fora o atraso e profundo demissionismo com que participaram na campanha eleitoral, não fora a sucessão de medidas antipopulares do Governo do PS contra os interesses do país e os direitos da esmagadora maioria dos trabalhadores, e certamente teria havido segunda volta.

Mas a realidade é que Cavaco Silva foi eleito a 22 de Janeiro. Tem de agradecer mais ao PS e a José Sócrates do que a Marques Mendes e ao PSD.

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

Replies:
Subject Author Date
Pois Honório, tens razão, mas há autistas que não ta dão...Margarida30/01/06 21:37:03
O deputado Honório faz é o favor de esquecer de referir quem é que podia ter ido à segunda volta... (NT)Visitante Cinico (ceptico face à fixações que por aqui vêm)31/01/06 0:14:18


Post a message:
This forum requires an account to post.
[ Create Account ]
[ Login ]
[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT+0
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.