Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your
contribution is not tax-deductible.)
PayPal Acct:
Feedback:
Donate to VoyForums (PayPal):
| 21/05/26 11:29:18 | [ Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 1, [2], 3, 4, 5, 6, 7, 8 ] |
| Subject: Redondo um tanto ortodoxo | |
|
Author: paulo fidalgo |
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 2/02/06 12:33:32 In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "Uma hipótese realmente heterodoxa" on 30/01/06 21:19:26 1 se nem todos os críticos do Estado querem retroceder a produção pública, a verdade é que é os que querem que me preocupa; o sec de Estado da saúde fez um despacho em DR a proibir os hospitais de aumentar a produção em 2006, por comparação com 2005; as intervenções ortodoxas no diário económico e tantos outros fora, vão no sentido da recessão pública, não selectiva, geral, sem cuidar do que funciona bem ou mal; quanto ao aumento da produtividade, desejável do ponto de vista do accionista, isso é do domínio da organização, do equipamento e dos rítmos de trabalho; de um modo geral a produtividade pública cresceu vertiginosamente desde há décadas, mas no que aos rítmos de trabalho respeita, isso é domínio da luta de classes - horários, conteudo funcional do trabalho, etc. Apenas me compete sublinhar que a produtividade naquilo que depende do trabalhador, está directamente ligado ao tipo de relação de produção vigente: quantdo é assalariado é um relutante produtor, quando é desassalariado é um activo promotor da produtividade. A mudança de comportamento produtivo nas empresas privadas e públicas depende muito do tipo de relações de produção. 2 - a estagnação da produção do Estado, é ver os hospitais que há anos que estão a vegetar, é objecto do mesmo tipo de argumento que afecta a política de congelamento salarial. Congelar os salários e congelar as aquisições e congelar os outputs parte tudo da mesma realidade: a recessão pública. Se isto que eu digo não está demonstrado, é porque ninguém se interessa por demonstrá-lo: Mas qualquer observador atento detecta a mania recessionista na administração; é também verdade que um ministro das finanças recessionista começa por dar-se ares muito duros no princípio mas depois cede à pressão dos consumidores e dos produtores 3 - não tenho nenhum problema em reestrturar tudo o que é fútil ou inútil; mas não é isso que está a ser feito; as ordens são cegas, sem selectividade; que ninguém se engane sobre isso 4 - é uma evidência que os recursos públicos são largamente usados para ajudar o capitalismo; Isso é desde logo considerado normal, natural, se bem que o processo de «naturalização» do capitalismo choque muitas vezes com protestos e ensaios de crítica. O uso dos recursos públicos são o produto de uma correlação de forças, de um encontro entre a força dos trabalhadores que querem aumentar o seu standard de vida e os capitalistas que querem alienar os encargos que retiram competitividade às suas empresas, transferindo-os para o Estado - é a frase da privatização dos lucros e da socialização dos prejuízos 5 eu nunca disse que deveria haver uma automática adopção dos preços vigentes no mercado; isso não é discussão dos princípios mas é do foro da gestão política do processo aquando da sua implantação. Por outro lado, saúdo a noção de que a procura alargada de bens públicos resulta da sua gratituidade à boca do fornecimento dos mesmos. E que se houvesse mercado capitalista a coisa seria diferente; Isso é simultaneamente uma constatação mas é igualmente uma oportunidade; ninguém quer desenvolver mercados capitalistas; eu posso achar útil aqui ou ali recorrer a esses mecanismos, mas sei que igualmente quero desenvolver outras racionalidades na distribuição dos bens públicos, por prioridades tecnico-científicas, por exemplo. EU não quero reduzir a procura de bens públicos, quero é satisfazê-la com mais organização, com mais economia pública, com novas relações de produção onde os trabalhadores se apropriem do sobre-produto que geram. Eu até sei que o investimento na economia pública que melhor retorno proporciona à sociedade que mais contribui para construir cidadãos melhores - a riqueza, na sua definição capitalista é, radicalmente diferente, da riqueza definida de acordo com uma óptica comunista. Mas se não é legítima uma automática multiplicação pública pelos preços de mercado para determinar o seu valor na forma preço, também não é legítimo confundir os custos da produção pública, financiada pelos impostos, com o valor necessariamente acrescentado que gera. Não é legítimo colapsar esse valor acrescentado. A sociedade teria de «pagar mais» mas podia então exigir eficiência; a derrota das medidas de eficiência prende-se com o encarniçamento assalariado e com a falta de estímulo para ganhar eficiência e que vem da possibilidade de controlar o valor acrescentado gerado no ciclo de produção. A questão que está em cima da mesa é se paga mais a capitalistas privados, para onde empurra a política de recuo do Estado - ninguém imagina que os capitalistas trabalhem sem controlo do valor acrescentado. Ou se paga mais a empresas públicas. Em todo o caso, o «pagar mais» significa que o valor da mão de obra sobe e esse é o argumento macro para o governo afinal manter tudo na mesma. Porque se o valor geral da mão de obra subisse reduzir-se-ia a competitividade do capitalismo. Reduzir-se-ia a margem de lucro dos capitalistas. Para além disso a questão da complicação das contas, que em si não é argumento, a verdade é que é inaceitável privar os trabalhadores públicos ou privados do acesso ao controlo do valor excedentário que produzem; esse é o principal propósito da luta libertadora do proletariado [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Ah Fidalgo,Fidalgo!Ainda não aprendeste qe valor acrescentdo só serealiza pela venda ds mercadorias? (NT) | Ex-militante(constatando miséria franciscana detes marxistas | 2/02/06 19:17:33 |