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Subject: China regista maior excedente comercial de sempre


Author:
Pedro Ribeiro
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Date Posted: 13/01/06 8:43:45

Saldo comercial chinês atingiu em 2005 84 mil milhões de euros - mas há sinais de que pode abrandar este ano

A balança comercial da China registou no ano passado o saldo mais positivo de sempre - 102 mil milhões de dólares (84 mil milhões de euros), o triplo do excedente registado em 2004. Este dado foi ontem anunciado pela Administração-Geral das Alfândegas da China, e poderá causar novos conflitos com os principais parceiros comerciais do Império do Meio.
As autoridades chinesas anunciaram que as suas exportações cresceram 28 por cento em 2005, atingindo um valor de 628 mil milhões de euros. As importações também dispararam, mas a um ritmo mais lento, 18 por cento, cifrando-se em 544 mil milhões de euros.
O saldo entre exportações e importações para 2005 foi então de 85 mil milhões de euros - um salto significativo em relação aos 26 mil milhões registados em 2004.
Na última década, a economia chinesa tem crescido a ritmos anuais de quase 10 por cento. Mas esse crescimento não tem significado um aumento correspondente do excedente comercial chinês com o resto do mundo (ver gráfico).
As exportações da China têm crescido muito, mas as suas importações também. O saldo comercial chinês tinha estabilizado na casa dos 30 mil milhões de dólares nos últimos anos.
Em 2005, contudo, este valor disparou - porventura ajudado pela liberalização das trocas no sector dos têxteis. E isso causará desconforto aos principais parceiros comerciais da China - União Europeia, Estados Unidos e Japão -, sobretudo devido à desconfiança de que a China beneficia de uma vantagem desleal nos termos de troca.
Os EUA e a União têm-se queixado repetidamente de que a divisa chinesa está artificialmente desvalorizada - o que embaratece as exportações chinesas.

Crescimento
não dura sempre
A divisa chinesa flutua numa banda estreita em relação a um cabaz das principais moedas internacionais (mas onde o dólar tem um peso preponderante). É possível que este ano Pequim ceda às pressões dos seus parceiros comerciais e faça uma revalorização da sua divisa.
Esse é um dos factores pelos quais o ritmo de crescimento das exportações chinesas deverá abrandar em 2006. Analistas consultados pelas agências noticiosas internacionais mencionam outros factores que deverão fazer com que o excedente comercial chinês em 2006 não seja tão robusto como este ano.
Um deles é a previsível redução da procura de produtos chineses nos Estados Unidos - por um lado devido a restrições tarifárias, por outro devido a um ligeiro abrandamento da economia americana.
Outro factor é que parte do crescimento das exportações chinesas tem a ver com a relocalização de firmas na área de electrónica de Taiwan para a China continental - um processo que poderá já estar concluído.
E há ainda que considerar que, depois de anos privilegiando o mercado de exportação como meio de crescimento, o Governo de Pequim está agora a tentar estimular o consumo privado interno - o que poderá contribuir para um reforço das suas importações.
Em todo o caso, é certo que a China deverá continuar a registar superavits com o resto do mundo. E o que é que a China faz com o resultado desses excedentes? Até agora, tem acumulado reservas de divisas, sobretudo em activos denominados em dólares.
Essa tendência também poderá não durar para sempre. Um relatório da Comissão Europeia citado pela Bloomberg prevê que as autoridades chinesas querem "diversificar as reservas em moeda estrangeira, investindo em activos não denominados em dólares".

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