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| Subject: Re: Os malefícios de Cavaco: O crescimento como desenvolvimento | |
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Author: Avante, 22/12/05 |
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Date Posted: 22/12/05 14:16:35 In reply to: Avante, 22/12/05 's message, "Os malefícios de Cavaco" on 22/12/05 14:08:59 Avante, 22/12/05 2 - O crescimento como desenvolvimento Crescimento não significa desenvolvimento. E muito menos um desenvolvimento harmonioso dirigido para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo. Cavaco Silva e os seus governos provam isto mesmo. Mesmo nos tempos de efectivo crescimento económico – pelos factores externos referidos – este não foi canalizado para o desenvolvimento do País. Cavaco Silva e o seu governo prosseguiram e intensificaram a sua política de destruição das nacionalizações e da Reforma Agrária, com grande prejuízo para a capacidade produtiva do País. Ao capital produtivo vai-se substituindo progressiva e aceleradamente a criação de grandes grupos financeiros monopolistas. Entre 1983 e 1987 (ou seja, no período dos governos do Bloco Central e do PSD sozinho), Portugal compra cada vez mais ao estrangeiro. Neste período, o défice da balança comercial conheceu um espantoso agravamento de 54 por cento. Ao contrário do prometido aquando da entrada para a CEE, Portugal afasta-se cada vez mais dos países mais desenvolvidos da Europa comunitária. Governante ao serviço da restauração do capitalismo monopolista, Cavaco Silva foi um esforçado servidor dos detentores dos grandes grupos económicos, os mesmos que hoje apostam na sua eleição para a Presidência da República. E foi para estes que encaminhou os benefícios do crescimento. É de realçar que, em 1988, no período de maior crescimento, o peso dos salários na distribuição do rendimento nacional foi o mais baixo de sempre, com 33 por cento – mais baixo ainda do que no último ano do fascismo. Anos antes, em 1975, mais de metade do rendimento nacional pendia para o factor trabalho, com 56 por cento. Mas a contra-revolução encarregou-se de canalizar para o capital o grosso dos ganhos. O défice das contas públicas é outra das grandes preocupações afirmadas por Cavaco Silva na campanha para as eleições presidenciais. Mas não se deve esquecer que, quando assumiu, durante dez anos, lugar cimeiro na governação do País, o défice foi elevado: em 1993, atingiu 6,1 por cento do PIB e no ano seguinte a dívida pública atingia mais de 68 por cento do produto. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Os malefícios de Cavaco: As preocupações com o desemprego e a concertação | Avante, 22/12/05 | 22/12/05 14:20:32 |