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| Subject: Re: Não percebi patavina, diz o Paulo. Terá razão. Vejamos... | |
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Author: Margarida |
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Date Posted: 10/12/05 17:53:39 In reply to: Paulo Amorim 's message, "Não percebi patavina." on 10/12/05 15:50:27 Com um pouco de copy&paste não será difícil tentar esclarecer o Paulo Amorim que diz (com razão!) não ter percebido patavina desta conversa, talvez porque não lhe disse que esta discussão já vem de há alguns dias, pelo menos da minha parte. 1 - Vejamos: aqui há dias, perguntava o Augusto Alves “Mas porque é que não se unem todos na primeira volta?” 2 - Ao que eu lhe respondi: “Porque é que não se unem todos na primeira volta, pergunta o Augusto? Tem o Augusto a ideia de que só uma vez a esquerda se uniu na primeira volta? E sabe que isso aconteceu precisamente há dez anos? E sabe porquê? Porque tal como agora a direita tinha como candidato único o Cavaco e na esquerda, o PS tinha como candidato único o Sampaio e o PCP o Jerónimo de Sousa que, apesar de atacadíssimo e discriminadíssimo pelos media fez uma boa campanha eleitoral por todo o país, mobilizando o eleitorado do PCP. No final da campanha, o candidato e o PCP concluíram que era preferível jogar pelo seguro, o Jerónimo desistiu de ir a votos e assim asseguraram que Sampaio fosse eleito logo à primeira volta por 53,91% dos votos. Repare por 53,9% dos votos: se o Jerónimo fosse a votos, Sampaio e Cavaco teriam que ir à segunda. Ora, nas circunstâncias actuais, há dois candidatos da área do PS e um do BE que diz como disse Louça ao Expresso de 10 de Setembro, que: “É impossível não ir a votos. Uma candidatura que admite desistir parte do princípio de que não vale a pena. Isso é absurdo. É impossível Soares ganhar numa primeira volta”. É por isso que, nas actuais circunstâncias, os quatro vão mesmo a votos, incluindo o Jerónimo.” 3 – E ao que o “visitante divertido” acrescentou: “Ou dito de forma mais simples: Alegre e Louçã são os responsáveis! Sem o Louçã, teria Alegre tomates para ir como independente? Sem o Alegre, teria o Louçã lata para se manter na corrida? E mesmo que a tivesse, asseguraria a sua manutenção a derrota do candidato da esquerda? Certezas não havia, por isso os cavaquistas jogaram forte e apostaram em dois candidatos para dividir: o do BE (que durante 6 anos cuidadosamente promoveram) e o Alegre onde investiram durante um ano. Os cavaquistas de facto não dormem: há dez anos atrás a unidade do campo da esquerda derrotou o Cavaco. Tiveram dez anos para "trabalhar" e assim assegurar a divisão da esquerda. Mas cheira-me que nem mesmo assim lá chegarão...” 4 – Nessa discussão (Augusto/Margarida/visitante divertido) o Fernando Redondo não se meteu, mas vem agora com pezinhos de lã vender o seu peixe. Que no meu ponto de vista tem as seguintes fragilidades: a) Nunca identifica a candidatura de Cavaco como a candidatura dos partidos da direita, nomeadamente do PSD e do PP b) Nunca identifica a candidatura de Soares como a candidatura do PS que de facto é. c) Nunca identifica a candidatura do Alegre como a de um dirigente do PS que dessidiu. d) Nunca identifica a candidatura do Jerónimo como a que o PCP lançou em Agosto porque o PS nunca mais se decidia a lançar um candidato contra Cavaco. e) Nunca identifica a candidatura de Louça, como a que o BE lançou em Setembro, depois do próprio Louça e outros dirigentes do BE terem andado pelo menos durante dois anos a “destratar” qualquer hipótese de candidato do PS que pudesse unir a esquerda numa primeira volta (uma coisa é os partidos de esquerda terem candidatos, outra coisa é dizer que à partida o candidato de tal partido “nunca desiste”) f) Tenta transformar o que é uma luta de candidatos de partidos numa luta entre um ex-PM e um ex-PR e amalgando as responsabilidades dum e doutro, desresponsabilizando assim o Cavaco das malfeitorias que fez e responsabilizando assim o Soares por todas as malfeitorias que de facto o Cavaco, o PSD e o PP fizeram. g) E neste exercício o Fernando Redondo, desresponsabiliza o Alegre e o Louça pelas responsabilidades que efectivamente têm na situação em que estamos, branqueando o seu divisionismo. h) E branqueando os divisionistas ao mesmo tempo que oculta a matriz partidária da candidatura de Cavaco, o Fernando Redondo presta uma efectiva ajuda a Cavaco. i) Mas se de facto os quatro candidatos da esquerda mobilizarem os seus apoiantes para irem votar neles na primeira volta conseguirão que haja mais de 50% de votos nestes 4 candidatos e então o mais votado destes quatro irá disputar a segunda volta com o Cavaco. E isto agora é que é importante: assegurar que haja uma segunda volta, impedir que o Cavaco ganhe já na primeira. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Uma análise brilhante... Se a realidade dos factos fosse assim... Ora deixa cá ver | Visitante Cinico (pachorrento e numa de esclarecimento...) | 10/12/05 22:07:01 |
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