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| Subject: Oito mil apenas... | |
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Author: Ruben de Carvalho, DN, 11/12/05 |
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Date Posted: 11/12/05 10:09:09 In reply to: Ruben de carvalho 's message, "Catarina e os cronistas (II)" on 8/12/05 1:07:14 Oito mil apenas... Ruben de Carvalho, DN, 11/12/05 Em Outubro passado, a propósito da campanha publicitária de um dos operadores de telemóveis a funcionar em Portugal - o conspícuo now, que codifica a nossa vida no agora e já de ligar e desligar o objecto... -, escreveu-se aqui que o telefone celular é sem dúvida um dos mais perturbantes factores da transformação contemporânea de hábitos. Graças ao dr. Souto Moura, confirma-se que, na realidade, assim é. O procurador-geral da República veio esclarecer que, contra o que afirmara Jorge Coelho na SIC, não estão 40 mil telefones sob escuta em Portugal estão apenas oito mil! Número que, de resto, o procurador acha inteiramente razoável e morigerado, considerando que "os inquéritos pendentes andam à volta dos 700 mil" (o que não deixa de ser sugestivo: se cada inquérito envolver uma média de três pessoas, temos dois milhões de portugueses "pendentes" de inquéritos... Não é mau). Exactamente ontem, dia em que tão estimulante boa nova nos surpreendeu, o New York Times publica em primeira página um texto sobre a polémica judicial e política instalada nos Estados Unidos sobre a espionagem dos telemóveis efectuada pelas polícias, nomeadamente depois do polémico Patriotic Act. O problema já ultrapassa largamente a questão das escutas para se situar na utilização do telefone como instrumento para localização constante de pessoas. Na realidade, mesmo sem realizar chamadas, o telemóvel pode ser localizado (com uma precisão de escassas centenas de metros) através de um simples sistema de triangulação de antenas, havendo mesmo companhias norte-americanas que disponibilizam esse serviço mediante assinatura, por exemplo, a pais que desejam saber onde andam os filhos. O crescente recurso a este tipo de investigações levou já à defesa de que a sua utilização deve requerer um controlo tão apertado quanto o de um mandado de busca domiciliária, uma vez que se trata de mais uma brutal intromissão na privacidade do cidadão. Mas isto, now, está assim... [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Jerónimo quer uma ruptura democrática e de Esquerda | Luís Martins, JN, 11/12/05 | 11/12/05 10:19:47 |
| Ruptura democrática e de Esquerda?!... Mas isso não é uma REVOLUÇÃO? | Visitante Cinico (e numa de bem disposto...) | 13/12/05 14:44:08 |