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| Subject: Trabalho até aos 67 | |
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Author: Eunice Goes, correspondente do Expresso em Londres |
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Date Posted: 27/11/05 9:36:55 Trabalho até aos 67 À SEMELHANÇA de outros países europeus, o Reino Unido confronta-se a médio prazo com uma crise do seu sistema de pensões de reforma, provocada pela diminuição da taxa de natalidade e pelo aumento da esperança média de vida. Para confrontar este problema, a Comissão das Pensões, dirigida por Lord Turner, publicará na próxima semana uma série de propostas. Algumas delas já foram reveladas pelo «Financial Times» e a mais marcante é a ideia de aumentar a idade da reforma para os 67 anos. Os britânicos não estão a poupar o suficiente para viver confortavelmente quando abandonarem a vida activa. Além disso, o sistema de pensões do sector privado está em crise. Um número crescente de empresas que oferecem fundos de pensão privados aos seus funcionários (uma percentagem elevada no Reino Unido) têm vindo a abandonar a prática de basear as pensões de reforma na média dos salários dos últimos anos de trabalho, porque os seus custos são excessivos. Isto significa que as pensões de reforma privadas virão a ser menos generosas do que no presente. Mas também implica que o Estado terá de intervir para evitar a pobreza generalizada na população reformada. Para tal, a comissão propôs uma série de reformas. A principal é a de aumentar a pensão de reforma básica. Em segundo lugar, o aumento das pensões do Estado devem reflectir os rendimentos (e em particular as suas contribuições) em vez de estarem unicamente ligadas à inflação. Para colmatar o aumento dos custos do sistema de pensões que estas propostas vão envolver, a Comissão das Pensões vai propor o aumento da idade da reforma para 67 anos a partir de 2020. O seu aumento deve ser faseado até ao momento em que a idade de reforma das mulheres alinhar com a dos homens (actualmente esta idade para os homens é de 65 anos). Estado e privado Mas a solução para a crise do sistema de pensões não está apenas nas mãos do Estado. Cada indivíduo vai ter que investir num fundo de pensões ou em poupanças (que complementará a pensão básica) se quer assegurar uma reforma desafogada. Para esse fim, a Comissão vai propor opções de poupança. Esta será promovida através dum plano nacional de poupanças para a reforma, que se inspirou nos modelos australiano e neo-zelandês. Cada indivíduo será inscrito automaticamente neste plano de poupança assim que entra no mercado de trabalho. As contribuições para este sistema de pensões irão variar de acordo com os rendimentos do indivíduo, mas as contribuições mínimas serão fixadas nos 6% dos rendimentos anuais. O relatório da Comissão Turner foi encomendado pelo Governo, mas as suas propostas envolvem políticas impopulares e onerosas. Apesar do apoio tácito do primeiro-ministro, Tony Blair, o ministro das Finanças, Gordon Brown, já fez saber que considera as propostas impraticáveis, pois envolvem custos excessivos para a bolsa pública. Eunice Goes, correspondente em Londres [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Austeridade contra desemprego | Carlos Martins, correspondente do Expresso em Bona | 27/11/05 9:38:53 |