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| Subject: De quando em quando, Santana Lopes ressuscita dos mortos. | |
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Author: VASCO PULIDO VALENTE |
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Date Posted: 28/11/05 12:11:38 De quando em quando, Santana Lopes ressuscita dos mortos. Desta vez com um artigo no Expresso, que se pretende uma resposta ao dr. Cavaco e uma censura ao Presidente da República. Afinal, escreve ele, "a má moeda (Sócrates) tomou o lugar de uma moeda bem melhor". E o dr. Sampaio, dissolvendo a Assembleia, "prejudicou Portugal". É humano que Santana Lopes se faça ilusões sobre si e o seu governo. Já é estranho que não perceba a evidência: sempre que abre a boca justifica e promove a candidatura de Cavaco. O ano passado os portugueses queriam antes de mais nada um polícia em Belém. Precisamente, o homem "hirto" e "rígido", de que se queixa Soares, com um apito e um grande pau na mão, que pudesse parar o tumulto em curso. Perante a impotência da esquerda, que em larga medida permanece, Cavaco tem um valor imediato: inibe a direita populista. Basta isso, que hoje parece contar pouco, para lhe conceder o benefício da dúvida. Santana, de resto, está preparadíssimo para recomeçar a fita. Que espera ele? Espera, evidentemente, que a eleição de Cavaco "mexa" a sério no PSD. Pelas contas dele, e de muita gente, Cavaco precisa de um partido para "governar" de Belém, por outras palavras, precisa do PSD. E ou o PSD se torna o partido do Presidente, coisa a que um pequeno grupo à volta de Ferreira Leite, António Borges, Eduardo Catroga, com certeza aspira: ou "resolve entrar em rebeldia". Se "resolver entrar em rebeldia", Santana será, como é óbvio, o primeiro dos "rebeldes". Se por acaso o PSD engolir Cavaco, Santana, acha ele, fica com o campo livre, para criar um novo partido, presumivelmente com parte do PP. De Marques Mendes Santana não fala, talvez porque o considera uma personagem de "transição". Mas Marques Mendes, legitimado por um excepcional resultado nas locais, não é facilmente removível. Nem é líquido, antes pelo contrário, que o dr. Cavaco pense em "governar". A popularidade (e a eficácia) do Presidente, como ele sabe muito bem, não resistiria a um envolvimento demasiado íntimo na cozinha política. Mas, tirando a megalomania, Santana não se engana num ponto essencial. A eleição de Cavaco, com a estúpida expectativa que suscitou, vai provavelmente dividir a direita e até, em princípio, o PSD. Não se imagina a direita que vai votar no mito de Cavaco a viver com a realidade de Cavaco. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Lei de Gresham (um ano depois) | PEDRO SANTANA LOPES | 28/11/05 12:17:39 |
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