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| Subject: Por que dão as sondagens resultados tão diferentes? | |
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Author: Nuno Sá lourenço |
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Date Posted: 27/11/05 22:58:37 Como deve um cidadão informado reagir perante duas sondagens que, no mesmo dia, apresentam tendências de voto exactamente opostas? Depois de o PÚBLICO e Diário de Notícias terem publicado ontem sondagens que adiantavam, respectivamente, um aumento e uma quebra na vantagem de Cavaco Silva, o PÚBLICO foi falar com Pedro Magalhães, um dos responsáveis pelos estudos de opinião da Universidade Católica e com quem o jornal trabalha, para explicar os resultados. Na opinião deste politólogo, as sondagens são comparáveis, mas alerta para a necessidade de maior cautela no "tratamento" que os jornais fazem dos números. Pedro Magalhães afirma, contudo, ao PÚBLICO que, no caso específico das duas sondagens divulgadas ontem (PÚBLICO e Diário de Notícias), "estão a comparar-se duas coisas totalmente incomparáveis", porque no primeiro caso se "apresentam os resultados da sondagem como se fossem resultados de eleições, excluindo indecisos, abstencionistas e votos brancos e nulos" e no segundo os valores apresentados "são calculados em relação a uma base que inclui abstencionistas, votos em branco e respostas "não sabe, não responde". Mas de acordo com este responsável, quando se colocam as duas sondagens ao mesmo nível, ou seja, quando por exemplo no DN se tenta distribuir as opções não válidas (indecisos, abstencionistas, etc.) pelas opções válidas (diferentes candidatos), "fundamentalmente, as sondagens dizem a mesma coisa". Pedro Magalhães fez e disponibilizou esse exercício no seu blogue (margensdeerro.blogspot). Tal como afirmou ao PÚBLICO, o responsável explica aí que os resultados das duas sondagens ficam "muito semelhantes", dando ambas indicações de uma vitória à primeira volta para Cavaco Silva. Com esses cálculos feitos, a sondagem do DN resultaria numa percentagem de 56 por cento para Cavaco Silva (o PÚBLICO avançou com 57 por cento), 19 pontos para Alegre (o PÚBLICO avança com 17 por cento, 13 pontos para Soares (o PÚBLICO dá-lhe 16 por cento). Fê-lo redistribuindo as opções não válidas de forma proporcional pelos candidatos. Foi uma forma de "tornar as sondagens comparáveis", uma vez que, no caso do PÚBLICO, esse exercício já tinha sido feito - "redistribuir os indecisos na base de uma squeeze question sobre inclinação de voto e redistribuir proporcionlamente as restantes opções não válidas pelas válidas". Outro problema que as sondagens levantam é o método utilizado de entrevistas telefónicas para a rede fixa, uma vez que nem toda a população o tem. Pedro Magalhães confirma esse risco, mas acrescenta que a Universidade Católica ensaia uma solução através da ponderação dos resultados com uma base de dados que retrata os utentes da rede fixa. Além disso, acrescenta este responsável, a opção pelas entrevistas telefónicas tem muito que= ver com a "gestão de recursos" feita pelos órgãos de comunicação: "Esta sondagem custa um terço do que custa a sondagem face a face." [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |