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| Subject: A única forma de vencer Cavaco | |
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Author: José António Saraiva |
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Date Posted: 4/12/05 0:59:01 A PRINCIPAL preocupação dos candidatos da esquerda é impedirem a vitória de Cavaco Silva à primeira volta. É uma preocupação legítima: em Braga, no passado fim-de-semana, a recepção a Cavaco não foi a que é usual fazer-se a um candidato presidencial - foi a que normalmente se faz a um chefe de Estado já eleito. Sente-se que a onda de apoio a Cavaco cresce diariamente - porque todos querem estar com o anunciado vencedor. Assim, de Jerónimo de Sousa a Francisco Louçã, de Mário Soares a Manuel Alegre, a grande preocupação neste momento é só uma: o que fazer para obrigar Cavaco a disputar a segunda volta? Que passos dar para impedir que tudo se resolva a 22 de Janeiro? A esquerda procura uma «segunda oportunidade», porque acredita que, na segunda volta, as divisões desaparecerão: os comunistas e os socialistas votarão alegremente em Manuel Alegre ou Mário Soares, Francisco Louçã dirá convictamente aos seus apoiantes para concentrarem os votos no adversário de Cavaco Silva. Nessa altura, todos estarão irmanados na tarefa de derrotar o candidato da direita. O ESTRANHO é ainda ninguém ter pensado em transformar a primeira volta na segunda. Ou seja: perante a fundada suspeita de que Cavaco pode resolver as coisas logo em Janeiro, por que não concentrar na primeira volta os votos da esquerda num só candidato? Por que não estabelecer um pacto entre os candidatos da esquerda estipulando que aquele que no dia 1 de Janeiro estiver mais bem posicionado nas sondagens será o candidato apoiado por toda a esquerda? As sondagens funcionariam, assim, como uma espécie de «primárias». O vencedor das primárias da esquerda disputaria com Cavaco Silva, na primeira (e única) volta, a eleição presidencial. CREIO que seria uma forma simples e objectiva de resolver o dilema com que a esquerda se depara. E o eleitorado de esquerda agradeceria. Porque não seria obrigado a optar entre Jerónimo e Alegre, ou entre Soares e Alegre, ou entre Louçã e Soares. HÁ QUEM diga que, em caso de desistência de um candidato, a vitória de Cavaco seria ainda mais fácil. Isso é verdade para um. Mas se desistirem todos a favor de um, se se unirem todos na principal tarefa da esquerda - impedir que o candidato da direita seja eleito -, o fenómeno será inverso. Porque haverá um revigoramento. Porque a perspectiva da derrota, que neste momento dilacera e diminui a esquerda, se transformará numa esperança de vitória. E essa esperança de vitória funcionará como um poderoso tónico - até porque os comícios terão outro impacto e outra alegria, juntando no mesmo recinto gente que doutro modo se dividiria por 4 locais. A ideia é tão simples que, se os candidatos da esquerda a rejeitarem, é porque não são sinceros quando dizem que o seu grande objectivo é derrotar Cavaco Silva. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |