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| Subject: Rebeldes sem uma causa | |
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Author: António Monteiro Pais |
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Date Posted: 10/11/05 23:33:37 In reply to: José Pacheco Pereira 's message, "O retorno da violência política disfarçada de "revolta social"" on 10/11/05 23:31:18 Aviso prévio: Este título foi "roubado" ao filme, de 1955, de Nicholas Ray com o inesquecível James Dean... mas foi do que me lembrei a propósito do que se está a passar nas cidades periféricas de Paris vai para 12 dias. A análise (e, mais importante, as soluções) deixo-a para os especialistas. Mais uma vez, tudo o que leio (nos jornais e blogues) e ouço/vejo nas rádios/TV confirma a minha ideia de que somos um país de "especialistas"... quando toca a falar dos problemas dos outros. Desta vez até Jorge Sampaio e Durão Barroso deram palpites! Hoje, no entanto, gostaria de me referir a um sector específico destes "nossos especialistas": os de esquerda (ou antes, que se dizem ser da dita). Aqui há uns tempos li num blogue do brasileiro César Miranda, o Pró Tensão, uma provocação curiosa: "A rebeldia virou algo tão ordinário que hoje o revolucionário e independente é aquela pessoa que faz o que é permitido. Ser rebelde hoje é não ser rebelde." E não é que me lembrei de todos os nossos (não) rebeldes que se juntam a qualquer Monsieur Bouvé ou ao sr. Diego Maradona, desde que seja para uma bela manifestação contra a globalização e aproveitarem para deitar fogo as uns restaurantes McDonalds ou a qualquer outro símbolo do império? Agora, com os acontecimentos de Paris, foi comovente vê-los saudosos do Maio de 1968 ou do 25 de Abril de 1974 e a sua senil identificação com manifestações que só podem ofender estas datas e a sua memória! Nalguns, quase se sentia a vontade de lá estarem (saindo do seu burguês conforto caseiro à frente da televisão) a deitar fogo a automóveis de cidadãos que têm uma vida tão ou mais difícil do que esses jovens que se revoltam (?) sem uma causa. Esta atitude (a de apoiar qualquer "luta" desde que seja contra o poder) parece-me ser tão perigosa como o discurso de Le Pen e afins. E o mais curioso (ou preocupante?) é que as soluções que apontam é mais do mesmo: o multiculturalismo, a defesa das minorias quaisquer que elas sejam, os programas especiais para as ditas minorias (financiados por dinheiro público, c"est à dire com o nosso dinheiro!), mas nem uma palavra para a pessoa singular e concreta, vulgo cidadão (lembram-se da Revolução Francesa?), qualquer que seja a sua cor, sexo, idade! Não será mais importante lutar a sério pela integração de pessoas concretas do que por grupos? O pensamento corrente em muitos países da Europa (nomeadamente no Sul), independentemente da sua ideologia de base, está no mau caminho, porque "daqui a pouco proibirá o crucifixo nas Igrejas, pode ser que algum não cristão presente se sinta ofendido" (de novo César Miranda). Tempo de reflexão, mas que necessita de acções claras e firmes (sim, firmes!) na defesa da democracia e dos direitos e deveres dos cidadãos contra as derivas xenófobas e as vanguardistas (não serão a mesma coisa?) de alguns "iluminados". [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Ora cá estão umas reflexões bem reflectidas... Diria que na mouche! | Visitante Cínico | 11/11/05 0:28:12 |