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Subject: Alegre desafia Jerónimo a clarificar objectivos


Author:
Graça Barbosa Ribeiro
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Date Posted: 14/11/05 16:52:31
In reply to: Christiana Martins 's message, "Socialistas avançam com manifesto anti-Alegre" on 13/11/05 14:53:32


"Está a fazer a sua campanha ou prepara-se para desistir a favor de outro candidato?",
perguntou, referindo-se ao secretário-geral do PCP

O candidato à Presidência da República Manuel Alegre desafiou ontem todos os candidatos à esquerda "a clarificarem os seus objectivos nesta campanha eleitoral" mas dirigiu-se especialmente a Jerónimo de Sousa. "Está a combater a minha candidatura ou a de direita? Está a fazer a sua campanha ou prepara-se para desistir a favor de outro candidato?", questionou, admitindo que o facto de "muitos comunistas" o apoiarem esteja "a enervar" o secretário-geral do PCP.
Logo à chegada a Coimbra, onde se reuniu, à porta fechada, primeiro com apoiantes da cidade e depois com os mandatários distritais, Alegre deixou claro que o tema do dia seriam "o nervosismo" que diz detectar à esquerda e as acusações às quais promete "resistir com nervos de aço". E, sem esperar pelas perguntas dos jornalistas, lamentou "a grande agressividade" de que se sente alvo.
"Custa-me a compreender que as outras candidaturas gastem, mais energia a combater a minha do que a de direita. A não ser que haja acordos que desconhecemos..." ressalvou Manuel Alegre, que na véspera fora acusado por Jerónimo de Sousa de ter "uma atitude de desvalorização e até de branqueamento de Cavaco Silva e das consequências do seu eventual êxito eleitoral". Uma afirmação "muito grave", classificou Alegre que, ao fazer a análise da sondagem do Expresso, fez questão de "deixar uma pergunta": "Colocam a possibilidade de os candidatos à esquerda desistirem a favor de Mário Soares. Mas, curiosamente, não põem a hipótese de que haja desistências a meu favor? Porquê? Porque será?", insistiu.
Mas não foi só às acusações de Jerónimo que Alegre se sentiu obrigado a responder. Confrontado com o chamado "manifesto anti-alegre", subscrito por duas dezenas de socialistas que o desafiam "a resignar ou, no mínimo, a suspender todos os seus cargos partidários a nível executivo", o candidato começou por considerar "lamentável" que ele "venha de apoiantes de Mário Soares". Mas, neste caso, avisou que não faria comentários, alegando que a sua campanha não "se deixará arrastar" e que será "limpa". Disse aceitar, apenas, rectificar aquilo que designou por "mentiras". Afirmou que não foi cabeça-de-lista à convenção em que foi aprovada a candidatura do seu "querido amigo Jorge Sampaio" à Presidência da República, em 1995, e justificou o uso de óculos escuros, na mesma ocasião, afirmando que não o fez por protesto, como é afirmado no tal "manifesto", mas sim por ter "um olho tapado, por razões clínicas". "São coisas que desacreditam quem faz estas afirmações", acabou por comentar.
Manuel Alegre mostrou-se mais exaltado com as críticas à sua ausência na votação do Orçamento de Estado", anteontem. Voltou a afirmar que estava pronto a tomar o seu lugar para votar favoravelmente se "estivesse em causa a estabilidade" e sublinhou que todas as decisões que toma ou venha a tomar dependem da sua exclusiva avaliação. "Não tenho tutores nem directores espirituais!", exclamou. Ficou especialmente irritado com a referência, feita pelos jornalistas, às afirmações do socialista Marcos Perestrello, que considerou "injustificável e inadmissível" a falta de Alegre à votação: "Não há nenhuma lei que me obrigue a votar! Não recebo lições de ética de ninguém!".
Dizendo-se sempre confiante na passagem à segunda volta das eleições - "O meu objectivo é ganhar", insistiu - Alegre disse-se preocupado por, nas sondagens Cavaco Silva manter a maioria absoluta. E corrigiu os adversários e, em concreto Mário Soares. "É preciso outro tipo de crítica. Não por ser economista, mas porque Cavaco Silva não é o mago das finanças, como alguns lhe chamam". "Encheu a administração pública com mais 250 mil funcionários, criou institutos públicos e deixou o país com 5, 5 por cento de défice", enumerou, para apelidar o adversário de direita de "pai do monstro".

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Este é Poeta mas não é gago... Lá acabará por sair vencido, mas com honra! É como no futebol... (NT)Visitante Cínico (e cada vez mais céptico)14/11/05 21:39:56


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