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| Subject: Esquerda fraccionada | |
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Author: j.a.lima |
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Date Posted: 19/11/05 11:45:21 A DOIS meses das eleições presidenciais, dois temas dividem a já por si fraccionada esquerda portuguesa. Qual o candidato mais bem colocado à esquerda: Manuel Alegre ou Mário Soares? E como impedir uma vitória de Cavaco Silva logo à 1.ª volta? É melhor desistir a favor de um único candidato de esquerda ou não desistir? Pelas críticas permanentes que Jerónimo de Sousa vem lançando à candidatura de Manuel Alegre (e pela condescendência benevolente que o candidato do PCP vem demonstrando em relação à candidatura e à pessoa de Mário Soares), dir-se-ia que Jerónimo não tem dúvidas nesta matéria. E que já decidiu retirar-se de cena no final da campanha, aconselhando então o voto em Mário Soares. Mas esse poderá não ser o melhor caminho. É mais útil à esquerda manter os seus quatro candidatos em cena, mobilizando todos os sectores do eleitorado que o quarteto representa e as suas franjas mais indecisas e potencialmente abstencionistas? Ou fazer confluir os votos num só candidato, correndo o risco de perder algum eleitorado mais reticente à figura do candidato único, mas criando uma dinâmica de unidade e de crescimento de votação capaz de ir captar votos no vasto e decisivo eleitorado central? António Vitorino não perdeu tempo e, sem grandes rodeios, foi o primeiro a apelar publicamente às desistências à esquerda para travar a vitória de Cavaco logo à 1.ª volta. Mas essas desistências correm o risco de terem um efeito contraproducente. O que as sondagens, para já, revelam, além da abissal distância de mais de 30 pontos que separa Cavaco dos dois mais bem colocados candidatos de esquerda, é que os cenários de desistências conduzem à perda de quase metade desses votos para a abstenção. As desistências de Jerónimo, Louçã e Alegre conduziriam a que 10% dos eleitores de esquerda (do conjunto de 27% de votantes que os três, neste momento, reúnem) optassem pela abstenção. Mário Soares subiria de 19% para 40%, mas também Cavaco Silva, graças ao crescimento da abstenção, passaria de 52,5% para 59%. Tornando ainda mais improvável a hipótese, salvadora para a esquerda, da existência de uma 2.ª volta nas presidenciais. Soares bem tenta passar a ideia de que «uma 2.ª volta será mais fácil do que a 1.ª volta». O problema é que essa 2.ª volta parece, cada vez mais, uma miragem inalcançável. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |