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Date Posted: 11:52:58 03/30/06 Thu
Author: Woodson
Subject: Re: Texto 2
In reply to: Valdênia 's message, "Re: Texto 2" on 04:30:19 03/30/06 Thu

Pessoal,

Concordo com a tese da autora de que se deva contextualizar melhor as tarefas de redação dos alunos, mas acho que ela extrapola ao avaliar uma atividade prática, no caso da correção da redação e não levar em conta o contexto ou possíveis contextos onde essa prática acontece.
Claro que qualquer coisa se aprende fazendo. Ocorre que devemos ter em mente que toda atividade escolar é, essencialmente, artificial. Quando o professor citado pela a autora, em sua correção, chama a atenção para a ausência do contexto, do qual não está a par, ele, mesmo que de forma "equivocada", põe a questão do contexto e do gênero em foco. O aluno certamente irá questioná-lo e assim por diante. Assim, quando peço para um aluno enviar um e-mail para o colega, ele me perguntará:

Por quê? O que é que eu escrevo? Pra que vou fazer isso? O que eu ganho com isso?

E o professor deverá justificar sua tarefa, por mais banal ou factível que possa parecer isso, mas não é real e o aluno tem noção disso.

Penso , também, que toda atividade deve levar em conta os pré-requisitos: competências lingüística, etc. Achei que, o fato da autora contestar até a validade do trabalho de se fazer uma correção, revelador de uma postura, para mim, equivocada. Como toda atividade, a atividade da escrita ou da fala, em aula, deve desenvolver competências, tendo em vista o tipo de aluno que queremos formar. A meu ver, não podemos abrir mão do desenvolvimento das competências relativas à produção do texto formal. Não vejo como fazê-lo quando não se aborda com o aluno a questão da adequação vocabular e registros. É suicídio negar ao aluno a compreensão de uma sociedade que é estratificada. Para que isso ocorra, o aluno deve tornar automáticos alguns procedimentos como formação de plural, etc. Assim, quando entro em uma dança de salão ou numa aula de natação, ou piano, de calculo, devo repetir e automatizar movimentos, raciocínios, para que eles não entravem o desempenho desse alunos nas atividades profissionais, interpessoais, etc. quando tiver de tomar decisões, em situações reais.

Além do mais, devemos avaliar a pedagogia ou metodologia do professor, levando-se em conta a formação do aluno, sua maturidade lingüística e psicológica, etc.. Afinal, o que pode ser muito artificial para um aluno no ensino médio, não o é para um aluno do ensino fundamental. Dependendo da série, em função de sua maturidade cognitiva, um aluno de primeiro ciclo, segunda série, por exemplo, pode não lidar muito bem com a proposta de tarefa que opere o processo da escrita e, ao mesmo tempo deva operar com o contexto social, o gênero, em virtude da limitação que eles possuem de operar, simultaneamente, vários paradigmas.
Então, o que eu senti falta no texto da autora, foi o de definir melhor contexto e proposta pedagógicos, além de levantar questões que não desenvolveu no seu texto.

Mandem bala...!

>Olá pessoal,
>
>A Carolina disse em sua mensagem que aprendeu a
>escrever e-mails através de suas observações e
>perguntou se os alunos não aprenderiam da mesma forma.
>Com certeza, a grande maioria dos alunos enviarão
>e-mail sem precisar que um professor os ensine. O que
>devemos analisar, juntamente com os alunos, é como
>estas mensagens estão sendo escritas. Por exemplo,
>discutir com eles a importância de se preencher o
>campo assunto e como este pode ser preenchido;
>discutir acerca das netiquetas e verificar quais eles
>costumam seguir, quais costumam quebrar, quais seriam
>mais importantes de serem seguidas; discutir também as
>várias possibilidades de utilização do e-mail: fazer
>uma reclamação sobre um produto, enviar uma mensagem
>mais formal, menos formal, etc. O professor pode
>trabalhar com mensagens autênticas.
>O que vocês acham?
>
>Abraços,
>
>Val

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