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Date Posted: 09:11:43 06/20/06 Tue
Author: Margaret
Subject: Semana 15: Autonomia e Complexidade

Semana 15: 19-23
PAIVA, V.L.M.O. Autonomia e complexidade Linguagem e Ensino, vol.9, n.1, pp. 77-127, 2006. Após a leitura do texto, avalie sua autonomia em relação ao nosso curso.
O que podemos fazer para contribuir com a autonomia de nossos alunos? (*)

A leitura do texto de Paiva (2005) nos traz uma dimensão mais ampla para melhor entendimento da complexidade da autonomia. Valeram-me muitas passagens de experiências anotadas em depoimentos e narrativas ricas de significado.

Tomo como o cerne desta explanação a passagem transcrita abaixo, que Paiva (2005) nos traz como prova de experiência e dedicação no Ensino:

“Esse fenômeno é bem explicado pela teoria do caos, como discutido por Waldrop (1992):
(…) os sistemas complexos adquiriram, de alguma forma, a habilidade de trazer ordem ao caos em uma espécie de equilíbrio. Este ponto de equilíbrio – também chamado o limite
do caos – é onde os componentes do sistema nunca travam completamente, e ainda nunca se dissolvem totalmente na turbulência. O limite do caos é onde a vida tem estabilidade
suficiente para se sustentar e criatividade suficiente para merecer o nome de vida (p.11). “

Ainda, como parte de uma narrativa dinâmica, Paiva(2005) nos apresentou sua experiência própria, mostrando-nos a grande mudança que provocou deliberadamente no episódio de sua aprendizagem do francês. Soube externar o seu sentimento de urgência e utilizar, de forma imediata, o seu “instinto de autonomia”, tomando para si o controle de sua própria aprendizagem e, com isto, abriu um leque de novas perspectivas, ampliou o seu potencial e as suas chances o que, certamente, deve ter refletido de forma positiva no curso de sua carreira acadêmica.

Isto é enfaticamente corroborado na sua colocação seguinte: “Considero a autonomia um sistema sócio-cognitivo porque ele envolve não somente os estados e processos mentais
individuais, mas, também, a dimensão social, se nossa visão de língua é a de comunicação e não a de um conjunto de estruturas lingüísticas apenas.”

Dentre muitas falas felizes que vão de encontro com o nosso cotidiano, gostaria muito de destacar o que Paiva (2005) afirma com conhecimento preciso da realidade que nos circunda: “No Brasil, livros de português, história, geografia, etc. são distribuídos gratuitamente aos alunos carentes, mas o mesmo não acontece com livros didáticos de LE, pois não são considerados como prioridade. Aprender uma LE é, de fato, um privilégio das elites, embora, legalmente, seja uma disciplina obrigatória no currículo do ensino básico.”
Do aqui foi lido e interiorizado. Portanto, após a leitura do texto, eu avalio a minha autonomia em relação ao nosso curso, tomando como base os doze aspectos usando uma escala de pontos de 1 a 5, para cada item, numa tentativa “lúdica” de aferir a minha própria autonomia. E que sirva de reflexão para mim mesma:

1. Autonomia envolve a capacidade inata ou aprendida: desde muito cedo tive que aprender a usar minha autonomia, ao longo de minha vida pessoal (principalmente), depois no setor profissional e muito mais tarde, ao retomar os estudos superiores “já meio fora da época”, porém com muita persistência. Mas, como ainda estou aprendendo muito sobre autonomia, a minha nota é 4.
2. Autonomia envolve auto-confiança e motivação: procuro deixar florescer em mim a auto-confiança e a motivação em tudo o que faço, inclusive neste nosso curso. Nota 5.
3. Autonomia envolve o uso de estratégias individuais de aprendizagem: sempre procuro novos caminhos, buscando fazer do “meu jeito”, principalmente através de pesquisas, que é o que mais gosto de fazer. E foi assim também neste nosso curso. Nota 5
4. Autonomia é um processo que se manifesta em diferentes graus: Sou sempre desejosa de assumir as minhas responsabilidades e atingir minhas metas. Mas isto depende de terceiros, por isto a minha nota é 4.
5. Os graus de autonomia não são estáveis e podem variar dependendo de condições internas ou externas: estamos todos sujeitos a fatores externos, alheios à nossa vontade, por isto minha autonomia poderá ser maior ou menor, dependendo das intempéries. Continuando persistente, a minha nota é 4.
6. Autonomia depende da vontade do aprendiz em se responsabilizar pela própria aprendizagem: Estou certa de que tenho muita vontade de aprender e me sinto totalmente responsável pela minha própria aprendizagem. Eu “corro atrás”. Nota 5.
7. Autonomia requer consciência do processo de aprendizagem: Estou no caminho certo, porque estou consciente, mas acho que preciso ler e buscar mais sobre “AUTONOMIA E COMPLEXIDADE”. Nota 4.
8. Autonomia está intimamente relacionada às estratégias metacognitivas: planejar/tomar decisões, monitorar, e avaliar: Ser capaz de tantas habilidades ao mesmo tempo requer mais esforço e concentração de nossa parte. Temos que driblar muitas coisas “que rolam conjuntamente” em nossa vida, porque “Nada é determinado ou previsível. Pequenas mudanças nas condições iniciais podem ocasionar mudanças drásticas, a longo
prazo, no comportamento do sistema”, conforme nos ensina Paiva (2005). Mas, estou tentando. Nota 3.
9. Autonomia abarca dimensões sociais e individuais: Certamente! De novo estamos às voltas com as variantes em nosso caminho. Nota 4.
10. O professor pode ajudar o aprendiz a ser autônomo tanto na sala de aula quanto fora dela: Não há a menor dúvida e, quando atuo como professora este procedimento para mim é um dever. Nota 5.
11. Autonomia, inevitavelmente, envolve uma mudança nas relações de poder: Coisa difícil de digerir para aqueles professores que ainda vivem sob a égide da autoridade desmedida. Não tenho adoração pelo poder e estou certa de que sei trocar de lugar quando aluna e quando professora, sempre que for necessário. Mas, como estamos sujeitos ao “ego”, acreditando poder haver a chance de um deslize, eu me dou nota 4, em sinal de alerta, para que eu sempre me lembre das “relações perigosas” de poder.
12. A promoção da autonomia do aprendiz deve levar em consideração as dimensões psicológicas, técnicas, sociais e políticas: Esta é uma avaliação muito difícil. O professor deve estar com todas as suas percepções aguçadas para vislumbrar, ao menos, o que se passa em cada uma das dimensões aqui citadas. E, de novo, como um alerta geral, para que eu fique sempre em dia com esta habilidade, eu me dou nota 3.

(*) O que podemos fazer para contribuir com a autonomia de nossos alunos?
Acima de tudo, compreender e incentivar com reforço positivo. Aceitar o momento do aluno e acreditar que ele vai alçar vôo, pois ele tem o apoio que precisa para desabrochar.

Abraços,
Margaret

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