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Subject: Re: Revolução digital? Foutaises!


Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 27/10/06 11:56:03
In reply to: Abaixo a reacção, viva o motor a hélice. 's message, "Revolução digital? Foutaises!" on 25/10/06 23:02:07

>A sua implicação nas relações sociais e na luta de classes é que ainda está por se verificar.

A esse respeito permito-me avançar com algumas (possíveis) linhas de reflexão:

Desde logo haverá que dividir a questão em dois grandes campos de reflexão:

Por um lado – e em primeiro lugar – teremos a considerar o papel das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC’s, daqui em diante) relativamente à investigação científica sobre a sociedade como um todo.
A recente disciplina da chamada "Economia Experimental" pura e simplesmente não existiria sem a tecnologia informática.
http://en.wikipedia.org/wiki/Experimental_economics
A este respeito é de assinalar que a quase totalidade das abordagens desta disciplina (pelo menos das que tenho tido conhecimento...) passam alegremente de lado em relação à análise marxista.
Ainda a este respeito será de referir que alguns dos principais problemas ou polémicas resultantes da abordagem marxista serão melhor entendidos (e demonstrados) justamente com recurso a métodos iterativos, ou seja, com recurso à modelação em computador.

Por outro lado – e em segundo lugar – teremos a considerar o papel das NTIC’s como instrumentos de trabalho social e seus efeitos quer sobre as formas de actuação do factor Capital, quer sobre as formas de actuação do factor Trabalho.
Por sua vez, aqui – nesta segunda perspectiva e no que diz respeito às formas de actuação do factor "Capital" – haverá que considerar o papel das NTIC’s quer na facilitação da mobilidade transfronteiriça (à escala planetária) de tudo quanto é capital especulativo (ver a esse respeito o papel fundamental da Rede SWIFT - http://www.swift.com/), quer no controle fortemente centralizado de tudo quanto é operações de fabricação, descentradas e distribuídas pelas localizações mais remotas e onde seja mais rentável a exploração da força-de-trabalho.
A implementação de ferramentas de controle como CRM ("Customer Relationship Management"), JIT ("Just in Time") e de re-engenharia de processos, pura e simplesmente não seria possível sem recurso às NTIC’s. A ponto de já ter ouvido a esse respeito o comentário "é o neotaylorismo".
Já no que diz respeito às formas de actuação ou efeitos sobre o factor "Trabalho", haverá a considerar a tendência para acelerar a obsolescência de diversos instrumentos de trabalho, assim como das competências técnicas a eles associados. Um exemplo simples e quase anedótico será a estória dos cartões perfurados e das respectivas maquinarias e procedimentos de operação e manutenção. Ou das disquetes...
Haveria também a considerar o efeito destes sistemas aplicacionais (controle remoto de operações fabris distribuídas) sobre o famigerado fenómeno das deslocalizações e da reclamação por parte das grandes empresas de cada vez "maior flexibilidade" na legislação do trabalho.
No que diz respeito a este impacto estamos "simplesmente" perante um novo paradigma industrial, com fortes implicações sobre a luta de classes e sua respectiva consciencialização.
Num plano diferente haverá ainda a considerar o efeito sobre o emprego nas actividades económicas que se caracterizam pela forte (ou fortíssima) componente informacional (administração pública, banca, seguros...)
No que diz respeito à Administração Pública (e no caso português) ainda não vi nada (mas rigorosamente nada) escrito sobre o problema das (in)compatibilidades técnicas (formatos de ficheiros, linguagens de programação...) entre os diversos sistemas informáticos dos diversos ministérios e departamento do Estado, sendo que essas (in)compatibilidades foram herdadas de diferentes e anteriores gerações de sistemas. Quase todos de diferentes fornecedores, alguns já nem existentes.
E sobretudo o impacto negativo dessas incompatibilidades sobre os problemas da cobrança de impostos e da Segurança Social e acesso aos registos de contas bancárias de contribuintes faltosos.
A esse respeito suspeito (já há uns anos que estou afastado dessas lides...) que os problemas dessas incompatibilidades estarão já resolvidos.
Enfim, não faltam possíveis linhas de investigação...

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Ora, este post não existiria sem electricidade. E depois?Muito céptico31/10/06 1:50:59


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