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| Subject: as saudades da urss, e insistem... | |
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Author: visitante |
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Date Posted: 4/11/06 13:38:01 In reply to: Paulo Silva 's message, "Avante 2006" on 4/11/06 9:26:58 >ANIVERSÁRIO COM FUTURO > >A poucos dias da passagem de mais um aniversário – o >89º - da revolução de Outubro lembramos esse >acontecimento maior da história da luta libertadora >dos povos. >Como temos sublinhado, tratou-se do primeiro grande >passo na difícil, longa e complexa caminhada visando >transformar o mundo, substituir uma sociedade velha de >milénios assente na exploração, na opressão, na >injustiça, na desigualdade, por uma sociedade nova, >livre, justa, fraterna, solidária, porque baseada no >fim de todas as formas de opressão e de exploração. >Foi neste conjunto de valores, assumidos e postos em >prática com a intervenção activa das massas >trabalhadoras, num processo de democracia participada >como jamais existira, que radicou o êxito inicial da >revolução de Outubro. Um êxito que não ficou limitado >ao país que a construiu, antes se estendeu à escala de >todo o planeta e foi motor decisivo de espantosos >progressos económicos, políticos, sociais, culturais. >De tal forma que, em rigor, pode dizer-se que todos os >grandes avanços civilizacionais ocorridos no século XX >têm a sua origem essencial nos ideais e na experiência >concreta da revolução de Outubro. >Foi assim com as conquistas históricas alcançadas >pelos trabalhadores de todo o mundo, para os quais o >processo de construção do socialismo na União >Soviética constituiu uma referência fundamental, um >poderoso incentivo para a luta e um apoio >incondicional a essa luta. >Foi assim quando da derrota do projecto nazi-fascista >de domínio do mundo – derrota para a qual a URSS e o >povo soviético deram um contributo decisivo, >sacrificando pela democracia e pela liberdade mais de >vinte milhões de vidas humanas. >Foi assim em todo o processo da luta libertadora dos >povos, pela paz, pelo fim do colonialismo e do >fascismo – e é importante lembrar que, no caso >concreto do nosso País, os antifascistas portugueses >tiveram na União Soviética o seu mais solidário aliado >na luta contra a ditadura fascista. > >O fracasso dessa experiência histórica, com o >desaparecimento da União Soviética e o retorno do >capitalismo à pátria de Lenine, constituiu um grave >retrocesso histórico, uma tragédia civilizacional >cujas consequências já conhecidas permitem adivinhar >as que se avizinham. >Esse fracasso, cujas causas profundas importa >continuar a avaliar, teve origem num vasto e complexo >conjunto de factores, donde emergem: a violenta e >persistente ofensiva desencadeada contra a Revolução, >desde o seu início, por parte do capitalismo >internacional; as práticas de afastamento e >afrontamento dos ideais comunistas – por isso de >perversão da democracia - por parte de governantes que >assim se isolaram das massas trabalhadoras e >populares, suporte essencial da Revolução; a >existência de dirigentes partidários e de governantes >que, traindo a confiança que neles depositaram o >partido e o povo, se passaram para o campo inimigo, >passando a combater o que antes defendiam e a defender >o que antes combatiam. >Contudo, se analisarmos a situação que hoje se vive no >mundo - se procedermos a uma avaliação entre o antes e >o depois do fracasso da tentativa de construção do >socialismo na URSS e na comunidade socialista do Leste >da Europa – não é difícil constatar que esse fracasso >não tornou o mundo mais livre, nem mais democrático, >nem mais justo, nem mais pacífico, nem mais humano. >Bem pelo contrário, a nova ordem imperialista de cariz >totalitário hoje dominante, conduziu a graves >regressões civilizacionais traduzidas em crescentes >atentados a direitos, liberdades e garantias dos >trabalhadores e dos cidadãos; em ataques sistemáticos >ao conteúdo da democracia e na tentativa de imposição >de um modelo feito à medida dos interesses do >imperialismo norte-americano – e no qual avultam >perigosos traços fascizantes; nas tentativas de >criminalização dos ideais de liberdade e de justiça >social; no desenvolvimento de práticas belicistas em >que os EUA, invocando hipocritamente o pretexto do >combate ao terrorismo, se comportam como aquilo que, >de facto, são: o maior centro de difusão de terrorismo >do mundo visando o seu domínio total. > >Nos dias actuais está em curso uma intensa ofensiva >ideológica – concebida pelos ideólogos da nova ordem e >difundida pelo poderoso polvo mediático, propriedade >do grande capital – que tem como objectivo maior a >diabolização do ideal comunista de liberdade, justiça >e fraternidade, e a santificação do capitalismo >explorador, opressor e belicista. A essa campanha há >que responder sublinhando o óbvio: que a revolução de >Outubro foi o primeiro passo da mais avançada, da mais >humana, da mais progressista experiência alguma vez >tentada na história da humanidade – e que o fracasso >dessa experiência não foi o fracasso dos ideais que a >sustentaram, os quais permanecem vivos e cada vez mais >actuais, como a evolução da situação todos os dias >evidencia. >Vivemos hoje tempos difíceis que colocam obstáculos de >enorme dimensão, a todos os que não desistem de lutar >pela sociedade justa, livre, solidária e pacífica que, >ao longo dos séculos, tem sido o sonho comum da >humanidade. >E é com a clara consciência desse realidade que, nas >novas condições e face às novas exigências impostas >pela situação actual, milhões de homens, mulheres e >jovens prosseguem, em todo o mundo, a luta travada por >sucessivas gerações de comunistas ao longo de mais de >um século. Uma luta que é necessário ampliar e >intensificar com determinação e com confiança, >mantendo sempre como referência fundamental a >revolução de Outubro e os seus ideais libertadores e >transformadores. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| A que "tragédia civilizacional" se referem, meus filhos?Querem repetir a dose? É? | Bento XXI | 4/11/06 18:15:35 |
| inspirado, caro bento XXI. | visitante. | 4/11/06 18:49:38 |
| Re: A que "tragédia civilizacional" se referem, meus filhos?Querem repetir a dose? É? | Paulo Silva | 5/11/06 9:15:15 |
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