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| Subject: Re: Brito denuncia figura de Estaline | |
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Author: Estaline |
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Date Posted: 13/11/06 17:11:35 In reply to: Diário de Notícias 's message, "Brito denuncia figura de Estaline" on 9/11/06 7:25:39 > > >Brito denuncia recuperação da figura de Estaline feita >no PCP > > > >Pedro Correia > >O antigo dirigente comunista Carlos Brito denunciou a >proliferação de jovens da JCP "a proclamarem-se >estalinistas" e "alguns dirigentes do partido que >gostam de ser considerados como tal". "Até o Avante!, >pela pena de alguns responsáveis, tem inserido peças >reabilitadoras de Estaline", criticou Brito, que >falava na noite de terça-feira durante um debate >organizado na Biblioteca do Museu República e >Resistência, em Lisboa, por iniciativa da Renovação >Comunista, finalmente com existência jurídica >reconhecida. > >O pretexto para o debate foi o 50.º aniversário da >divulgação do Relatório Krutchev, durante o XX >Congresso do Partido Comunista da União Soviética >(PCUS). Um documento que pôs fim simbólico ao >estalinismo com a denúncia dos crimes cometidos por >Estaline, feita pelo próprio Nikita Krutchev, então >primeiro-secretário do PCUS. > >A mesa dividiu-se sobre a relevância histórica do >relatório. Brito atribuiu-lhe uma importância muito >maior do que a reconhecida por um dos seus parceiros >de painel, Fernando Rosas, historiador e dirigente do >Bloco de Esquerda (BE). > >De Estaline para Krutchev, assinalou Rosas, "houve >diferenças de grau e de intensidade, mas não de >natureza". No fundo, alteraram-se as regras: "Quem >discordava deixou de ser morto." Mas a URSS continuou >a ser governada por uma "classe de burocratas que >falavam em nome da classe operária, estabelecendo uma >nova classe opressora no país". A maior diferença >registou-se a nível internacional, estabelecendo-se um >relativo degelo com os Estados Unidos: nascia há meio >século o conceito da "coexistência pacífica". > >Brito, pelo contrário, considerou que o relatório foi >uma espécie de "terramoto de intensidade máxima, >seguido de réplicas que duraram muito tempo" e se >repercutiram no movimento comunista internacional. Na >mesma linha, Raimundo Narciso, antigo dirigente >comunista e mais tarde deputado do PS, observou que >Krutchev produziu uma "bomba atómica política". > >No próprio PCP, lembrou, o documento foi recebido com >cepticismo: "O partido começou por dizer que era tudo >mentira." E aqui as opiniões voltaram a divergir. >Segundo Rosas, Álvaro Cunhal "criticou as políticas do >XX Congresso do PCUS e de algum modo tentou >invertê-las", recuperando a linha estalinista. Na >opinião de Brito, Cunhal nunca foi estalinista. Mas o >ex-dirigente do PCP reconhece que faltou ao partido >português um "debate profundo" sobre as consequências >do documento Krutchev. > >Na sala estava outro ex-dirigente do partido, que em >1956 até ajudou a imprimir a primeira edição >portuguesa do relatório. Francisco Martins Rodrigues, >ex-membro do Comité Central que em 1961 fugiu de >Peniche com Cunhal e mais tarde rompeu com o PCP, >confessou não ter hoje dúvidas sobre o "carácter >criminoso de Estaline". Aliás, a URSS "começou a >fracassar nos próprios dias de Lenine". Na sala >estavam também o deputado do BE João Semedo, o >ex-deputado Mário Tomé e a antiga candidata >presidencial do Partido Ope- rário da Unidade >Socialista (POUS) Carmelinda Pereira. -É o que digo o Brito ou esta bêbado ou cheira-lhe a palha! Bem inclino-me para a ultima hipotese. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |