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| Subject: Brito denuncia figura de Estaline | |
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Author: Diário de Notícias |
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Date Posted: 9/11/06 7:25:39 In reply to: Renovação Comunista 's message, "Debate no Aniversário da Revolução de Outubro" on 5/11/06 16:44:52 Brito denuncia recuperação da figura de Estaline feita no PCP Pedro Correia O antigo dirigente comunista Carlos Brito denunciou a proliferação de jovens da JCP "a proclamarem-se estalinistas" e "alguns dirigentes do partido que gostam de ser considerados como tal". "Até o Avante!, pela pena de alguns responsáveis, tem inserido peças reabilitadoras de Estaline", criticou Brito, que falava na noite de terça-feira durante um debate organizado na Biblioteca do Museu República e Resistência, em Lisboa, por iniciativa da Renovação Comunista, finalmente com existência jurídica reconhecida. O pretexto para o debate foi o 50.º aniversário da divulgação do Relatório Krutchev, durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Um documento que pôs fim simbólico ao estalinismo com a denúncia dos crimes cometidos por Estaline, feita pelo próprio Nikita Krutchev, então primeiro-secretário do PCUS. A mesa dividiu-se sobre a relevância histórica do relatório. Brito atribuiu-lhe uma importância muito maior do que a reconhecida por um dos seus parceiros de painel, Fernando Rosas, historiador e dirigente do Bloco de Esquerda (BE). De Estaline para Krutchev, assinalou Rosas, "houve diferenças de grau e de intensidade, mas não de natureza". No fundo, alteraram-se as regras: "Quem discordava deixou de ser morto." Mas a URSS continuou a ser governada por uma "classe de burocratas que falavam em nome da classe operária, estabelecendo uma nova classe opressora no país". A maior diferença registou-se a nível internacional, estabelecendo-se um relativo degelo com os Estados Unidos: nascia há meio século o conceito da "coexistência pacífica". Brito, pelo contrário, considerou que o relatório foi uma espécie de "terramoto de intensidade máxima, seguido de réplicas que duraram muito tempo" e se repercutiram no movimento comunista internacional. Na mesma linha, Raimundo Narciso, antigo dirigente comunista e mais tarde deputado do PS, observou que Krutchev produziu uma "bomba atómica política". No próprio PCP, lembrou, o documento foi recebido com cepticismo: "O partido começou por dizer que era tudo mentira." E aqui as opiniões voltaram a divergir. Segundo Rosas, Álvaro Cunhal "criticou as políticas do XX Congresso do PCUS e de algum modo tentou invertê-las", recuperando a linha estalinista. Na opinião de Brito, Cunhal nunca foi estalinista. Mas o ex-dirigente do PCP reconhece que faltou ao partido português um "debate profundo" sobre as consequências do documento Krutchev. Na sala estava outro ex-dirigente do partido, que em 1956 até ajudou a imprimir a primeira edição portuguesa do relatório. Francisco Martins Rodrigues, ex-membro do Comité Central que em 1961 fugiu de Peniche com Cunhal e mais tarde rompeu com o PCP, confessou não ter hoje dúvidas sobre o "carácter criminoso de Estaline". Aliás, a URSS "começou a fracassar nos próprios dias de Lenine". Na sala estavam também o deputado do BE João Semedo, o ex-deputado Mário Tomé e a antiga candidata presidencial do Partido Ope- rário da Unidade Socialista (POUS) Carmelinda Pereira. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Re: Brito denuncia figura de Estaline | Estaline | 13/11/06 17:11:35 |