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| Subject: Capital de risco? | |
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Author: Honório Novo, Deputado do PCP |
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Date Posted: 2/10/06 15:21:38 In reply to: Rui Ramos 's message, "Uma geração enganada" on 29/09/06 8:09:36 >Capital de risco? Honório, Novo, Deputado , do PCP Esta semana o eng. Sócrates agendou novo debate sobre a Segurança Social. Não trazia nada de novo para dizer, não fez qualquer esforço para nos fazer entender como é que reformas "socialistas" se vão afinal traduzir no aumento da idade da reforma e em fortes reduções das pensões e das prestações sociais, sejam estas na saúde, no desemprego ou no apoio à família. O debate mostrou ao que vinha afinal o primeiro-ministro não queria explicar as suas propostas, desejava sobretudo desviar as atenções e falar da proposta Compromisso Portugal para a Segurança Social que o PSD sustenta, dizer que há enormes diferenças entre a proposta do Governo e a do dr. Marques Mendes. Claro que há diferenças entre a proposta do PS e a do PSD a de Marques Mendes privatiza de imediato a Segurança Social e entrega ao "totoloto" da Bolsa de Valores as nossas contribuições; a de José Sócrates faz a mesma coisa mas às prestações, ou seja, antes de tudo promove um concurso para que grupos privados indiquem a melhor forma das nossas contribuições "servirem de pasto" à especulação bolsista! Por mais que falem de alternativas ou de propostas "titanic", percebe-se que entre as duas só há diferenças de ritmo, o que visam é, afinal, o mesmo: privatizar a Segurança Social, reformá-la à custa da redução e da eliminação de direitos, financiá-la apenas com o esforço contributivo de quem trabalha. Podem encenar as diferenças que entenderem, podem mesmo tentar amplificar pormenores distintivos ou esconder convergências essenciais, podem até convocar para lhes mediatizar o espectáculo todas as trombetas do reino, que, por mais que disfarcem, um novo pacto vai certamente selar mais este acordo entre PS e PSD. E mesmo que desta vez o escondam a sete chaves, ele tornar-se-á, mais cedo do que tarde, evidente para os portugueses. Neste faz de conta fica à margem a questão central da sustentabilidade do sistema. A sua adequação à economia moderna, a alteração do seu modelo tradicional de financiamento para permitir que os avanços tecnológicos se traduzam em benefícios reais para as gerações futuras, a introdução de factores de maior justiça contributiva entre todos os que contribuem para a Segurança Social - reforçando o esforço de quem trabalha mas pedindo outro tanto às empresas - são questões que pelos vistos não interessam nem a Sócrates, nem a Marques Mendes, nem ao Compromisso Portugal. Honório Novo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras honorio.novo@sapo.pt [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |