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| Subject: Re: Uma geração enganada | |
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Author: Beneditos |
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Date Posted: 30/09/06 14:03:59 In reply to: Rui Ramos 's message, "Uma geração enganada" on 29/09/06 8:09:36 Há-de ser duro, aos 50 ou aos 60 anos, ver desmoronar-se o mundo em que se viveu. Mas é talvez ainda mais duro, aos 20 ou aos 30 anos, ver desmoronar-se o mundo em que se ia viver. R: De facto é muito duro ver desmoronar-se não o mundo em que se viveu, mas sim as promessas e ofertas que os politiqueiros vos foram fazendo ao longo não de cinco ou dez anos mas ao longo dos anos que já leva a restauração das liberdades em Portugal. É o que está a acontecer a muitos dos portugueses mais novos. R: Só aos mais novos?! Esta semana, os sinos oficiais continuaram a dobrar pelo mundo para o qual foram criados e preparados. R: Você Sr. Doutor chegou a semana passada da Lua ou de Marte? É que há muito mas mesmo há muito tempo, os servos do grande capital vêm sub-repticiamente, como de pé ante pé como qualquer vulgar ladrão preparando o zé-povinho para o golpe do baú. – Mas tomem cuidado pois o tiro mais cedo que tarde lhes sairá pela culatra! Era um mundo em que qualquer curso universitário significava um emprego e em que havia empregos vitalícios. R: Pois era…-Era um mundo onde as universidades eram reservadas só para alguns e quando alguém vindo das classes trabalhadores lá conseguia chegar era olhado como se de uma ave rara se tratasse! -Era o mundo da emigração da guerra colonial do esvaziamento do país enfim era o mundo onde todo estava por fazer ou melhor estávamos como na criação do mundo de Torga! Um mundo em que as regalias eram regularmente acrescentadas e em que as reformas vinham cada vez mais cedo. Para os jovens actuais, esse foi o mundo dos avós e dos pais. R: Agora vossa ex.º acertou em cheio, de facto alguns jovens e não só, pensam assim todo é dado todo é acrescentado: como se os seus avós e pais não tivessem que lutar e muito deles que sofrer maus-tratos, privação da liberdade e outras sevicias, para que eles jovens e não só, usufruíssem daquilo a que alguns chamam estado providência. Como por exemplo a luta pelas oito horas de trabalho o descanso aos sábados a luta pelos direito de associação pelas férias pagas, pelo décimo terceiro mês, o direito a reforma depois de anos de trabalho inclusive o direito ao ensino geral e gratuito para todos, o direito a eleger e ser eleito etc,etc.- Direitos estes que hoje estão em perigo, mas que não tardara muito a que os trabalhadores saiam de novo as ruas para os reconquistar e para os reforçar não tenha duvidas disso, a humanidade por vezes dá a sensação que pára ou regride mas é pura ilusão, e o cavalheiro como historiador deveria saber disso ou não deveria? Não eles pensam ou alguém os faz pensar que todo isto lhes foi dado pela obra e graça do patronato ou do espírito santo tal como cinicamente o Sr. faz querer. Já não vai ser o deles. R: depende de qual for a atitude deles! Se, se resignarem, não será de certeza pelo menos nos tempos mais próximos! Mas se tomarem consciência e lutarem de certeza que o futuro será muito mais radioso e muito mais seguro do que o é hoje. ] Cada novo anúncio das várias comissões de reforma e revisão nomeadas por este Governo faz empalidecer a fotografia da vida como era há cinco ou dez anos. Tudo parece que foi há muito tempo. Acontece que estas mudanças não chegaram gradualmente ou com aviso prévio. As notícias apareceram em catadupa, de repente, em meados de 2005, depois de garantida a maioria absoluta de José Sócrates. Até aí, o país (lembram-se?) andou convencido de que só tinha um problema, chamado Santana Lopes. Nesses tempos, era preciso ser um leitor fiel de Medina Carreira para perceber que o mal não estava apenas no primeiro-ministro e que a eleição de Fevereiro de 2005 nunca poderia ser o fim de todas as dificuldades. Agora, até os modelos que então nos venderam são vistos a nova luz. R:- Confirma-se que vossa senhoria chegou a pouco de Marte, onde só lhe chegavam as vozes ou opiniões de certos indivíduos como o sr. Medina Carreira, se calhar a traves das ondas hertzianas impulsionadas por poderosos rádios transmissores comprados com as reformas escandalosas que este e outros senhores detêm. -quanto a moral destes seres está-mos conversados. Só agora sabemos que, afinal, os escandinavos, os espanhóis e os irlandeses não andam prósperos apenas porque puseram muita gente na escola, mas porque sofreram "ajustamentos" dolorosos há dez ou há vinte anos. Não era isso que nos tinham contado. R: Aqui o historiador mete todo no mesmo saco, ele são escandinavos, espanhóis e irlandeses …- E porque não cebolas e batatas mais alhos com bugalhos e o resultado seria o mesmo! – Ou não seria? Não espanta, por isso, que muita gente nas gerações mais novas tenha sido apanhada em contramão, desprevenida, com as qualificações e atitudes desadequadas para o mundo que surgiu em Portugal nos últimos meses. R: Espanta? Mas espanta a quem? –só espanta quem tenha chegado de Marte ou quem andou a assobiar e a olhar para o lado como se não fosse nada com ele,e disso tirasse beneficio até que chegou o dia de começar a gritar agarra que é ladrão ! – Ou não será assim! Essa falta de preparação nota-se, por exemplo, no ensino superior, nessa forma mais benigna de abandono escolar que é a fuga aos cursos "difíceis". Difícil, segundo parece, é por definição todo o curso que tenha a ver com "matemática". Percebe-se porquê: em 2005, os exames de Matemática do 9.º ano produziram 70 por cento de negativas. R: Ai sim! –E quem são os responsáveis por tal situação, os alunos burros e trânsfugas, os professores incompetentes e calaceiros; ou daqueles que têm passado pelo ministério da educação que por acaso e só por acaso são todos do PS/PSD ou afins! Em parte por causa disso, as áreas de licenciatura mais produtivas continuam a ser aquelas em que os lamentos sobre a saturação do "mercado" são maiores. Não se trata de um simples caso de imprevidência ou irracionalidade. Os estudantes e as suas famílias reagiram simplesmente aos estímulos que lhes foram administrados. E esses estímulos passaram todos, até há pouco tempo, por um sistema de ensino em que a inclusão era mais importante do que a qualidade, e a auto-estima mais importante do que o esforço disciplinado. R: O senhor historiador lá saberá do que fala! Em poucas áreas os equívocos foram maiores do que no ensino. Em Portugal, inquéritos à origem social dos estudantes e contas sobre o rendimento previsível dos licenciados levaram sistematicamente à ideia de que um diploma era um "privilégio": para os bem-aventurados, era uma forma de se reproduzirem; para os outros, um meio de ascenderem. Era de facto assim. Mas a partir daí imaginou-se que a questão era expandir esse "privilégio" administrativamente, da maneira mais barata e expedita. A facilidade passou a ser encarada como um princípio de justiça social. A mínima referência à qualidade levava a suspeitas de "elitismo". Gerações sucessivas atravessaram um sistema de ensino calafetado em geral contra qualquer forma de avaliação externa, onde a aquisição de competências e de conhecimentos foi frequentemente secundária em relação a objectivos de suposta inclusão social. Durante anos, enquanto o Estado, sempre em expansão, absorveu metade dos licenciados, tudo correu mais ou menos bem, por entre discussões inconclusivas acerca das "reformas estruturais". Foi assim quase até ao Verão de 2005. Então, subitamente, o mundo mudou. Agora, talvez demasiados jovens estejam condenados a descobrir que passaram pelo equivalente escolar das fábricas de têxteis e de calçado mais obsoletas. Pedem-lhes agora para competir num "mercado global". Hão-de perceber, da pior maneira, que o sistema de ensino não os habilitou verdadeiramente para nada que não fosse o mundo que acabou. Que vão fazer? Ou antes: que podem fazer? R: Que posição defendeu o senhor quando da abertura indiscriminada de faculdades privadas de toda a espécie e feitio, sem qualquer critério sério de avaliação tanto de docentes como de instalações? -É que alguém hoje ocupa um lugar na mais alta hierarquia do Estado Português e nessa altura era Primeiro-ministro, e necessitava de votos muitos votos, o responsável esta ai há que lhe apontar o dedo, e deixar-se de meias palavras ou também comeu do tacho? Houve em Portugal gerações que gozaram a festa. Haverá um dia gerações que já não vão esperar festa nenhuma. Mas há, neste momento, gerações que foram convidadas para uma festa que acabou antes de eles chegarem. R:- Quanto a festa não sei do que fala! -Se é a canseira dos Portugueses em esticar os seus magros rendimentos todos os meses, então fica desde já convidado para a tal festa e olhe que pelo menos ganhará uma ginástica mental e física que nem imagina muito maior de que lhe daria qualquer curso de economia em qualquer faculdade quer pública ou privada como também uma elasticidade física digna dos melhores ginásios. Histórias destas nunca terminam bem. Historiador R: Quanto a “histórias destas nunca acabarem bem “ –Estou e não estou de acordo com o senhor depende do lado por onde se olha o problema. Se, se olhar o problema do lado dos detentores do capital, que são aqueles que em verdade detêm o poder politico, embora não pareça. -Então a história começa bem e com certeza vai acabar muitooooooooooooo mas mesmo muitoooooooooo mal. -Se olhar-mos o problema pelo ângulo do Povo trabalhador, então a história começa muito mal mas mesmo muito mal até ao dia em que toque todas as campainhas e nesse dia, e nos que se lhe seguiram, serão dias esses sim de grande festa e que FESTA. -Desde já tomo a liberdade de o convidar a assistir e se poder participar nessa grande festa que é a festa de todos os homens, o dia da sua verdadeira libertação plena em todos os sentidos o fim da mais refinada escravatura que alguma vez e homem foi capaz de praticar sobre o seu semelhante. -Os jovens hoje têm ao seu dispor varias ferramentas para transformar a sociedade ferramentas essas que os seus pais não disponham e elas são varias tanto ao nível teórico como da pratica e até ferramentas ao de trabalho produtivo que seus pais e avós nem sonhavam e que hoje estão ao serviço do grande capital e que têm contribuído para uma maior concentração da riqueza nas mãos de muito poucos em detrimento da esmagadora maioria do seres humanos! Basta eles quererem ganharem consciência e o mundo lhes pertencera! [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Capital de risco? | Honório Novo, Deputado do PCP | 2/10/06 15:21:38 |