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| Subject: Digitalismo - mais uma vez, a polémica... (1) | |
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Author: Guilherme Statter |
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Date Posted: 31/05/06 1:18:09 Já tive no passado ocasião de trocar aqui ideias, críticas cruzadas, opiniões, palpites e pareceres, àcerca do livro da Rosa e do Fernando Redondo. O mais das vezes ficámo-nos pela situação de estarmos de acordo em não concordarmos. Muito em particular no que diz respeito à forma como é encarada a validade ou relevância da teoria do valor. Ou ainda em relação à relevância ou transformação efectiva da ideia (e da praxis) do proletariado (por exemplo, se está ou nem em extinção...). Trago hoje aqui à colação uma outra defesa do digitalismo. E proponho também fazer dela uma crítica de um ponto de vista simultaneamente marxista e não-eurocêntrica. Vejamos então: Segundo Manuel Mendez (presidente da Asociación de Amigos de Internet), José Terceiro e Gustavo Matias – autores do livro "Digitalismo - El nuevo horizonte sociocultural" (Editorial Taurus, Madrid 2001), consideram como mais importantes as seguintes tendências de transformação em direcção ao Digitalismo: 1. Uma grande transformação das relações sociais. Estas tornar-se-iam muito mais complexas, designadamente através do uso de ferramentas como a Internet a qual permitiria a relação de "muitos com muitos" ou mesmo de "todos com todos". 2. Transformação do modo de produção Este passaria a basear-se não só no capital físico ou financeiro mas também no conhecimento. 3. Mudança da estrutura económica. Esta transformar-se-ia de acordo com uma nova orientação, determinada pela informação e o conhecimento 4. O global (a globalização?...) resulta do digital. Assim sendo, a organização com base em informação e no conhecimento adquire um novo protagonismo face a outros tipos de relação baseadas no indivíduo, na família e no Estado. 5. A "nova economia" é uma "economia da informação". Na medida em que os conteúdos têm como característica principal poderem ser digitalizados. 6. Horizontes sem limites. Frente aos limites da matéria e da energia que caracterizam a economia "anterior", surge a ausência de limites própria do imaterial. 7. Nova dinâmica espacial e temporal. O espaço e o tempo do digitalismo vêm substituir o espaço e o tempo do capitalismo mercantil, industrial ou financeiro. 8. Surgimento de novos outros espaços-tempos. Alterar-se-ão as formas de viver, sentir e pensar na medida em que os órgãos dos sentidos como a vista, o ouvido, o olfacto o gosto e o tacto passarão a ser fronteiras alargadas graças a novas tecnologias digitais. 9. Em resultado do global virá o universal. O digitalismo vai provocar novos avanços tecnológicos que permitirão projectar a sociedade humana à conquista do Universo. 10. O grande desafio do século XXI é o ser humano. O digitalismo leva-nos à era das máquinas inteligentes e até à era das máquinas espirituais. A Humanidade encontrará formas de alongar a vida e tudo isso dará origem a um ser humano distinto daquele que conhecemos hoje. Proponho em seguida uma breve análise crítica destas grandes tendências. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Re: Digitalismo - mais uma vez, a polémica... (2) | Guilherme Statter | 31/05/06 11:17:44 |
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| O outro Digitalismo | Fernando Penim Redondo | 31/05/06 11:43:49 |
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