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Subject: Intelectuais rebeldes em Miami


Author:
GABRIEL MOLINA
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Date Posted: 11/05/06 14:34:31
In reply to: Margarida 's message, "Electa Cuba miembro Consejo Derechos Humanos" on 10/05/06 10:01:18

Havana. 11 Maio de 2006
Intelectuais rebeldes em Miami

• Criam organização nacional para demonstrar que não há posição monolítica entre os cubano-americanos, mas, sempre o mesmo pequeno grupo que é consultado e entrevistado, embora na comunidade haja muitas posições diversas " O presente e o futuro de Cuba deve ser determinado pelo povo cubano e não pelos EUA"
POR GABRIEL MOLINA

UMA carta aberta, assinada por mais de 100 proeminentes acadêmicos, escritores e artistas cubano-americanos — deles, onde de Nova York — foi publicada como uma página de publicidade no jornal The Miami Herald. Nela é qualificada a política dos EUA em relação a Cuba como "um erro político e moral que já dura quase meio século".

A mensagem se antecipou à administração de Bush, que, no próximo 20 de maio, tornará público seu segundo relatório, a fim de "acirrar ainda mais as restrições para viajar a Cuba" e denunciou que "a evidentemente intervencionista Comissão... com certeza, causará consternação na comunidade cubano-americana".

"O propósito é iniciar um debate público destes temas", disse a doutora Lillian Manzor, professora associada de Literatura Latina e da América Latina da Universidade, uma das acadêmicas assinantes que integra uma organização nacional chamada Emergency Network of Cuban American Scholars and Artists for Change in U. S.-Cuba Policy (ENCASA/US-CUBA), para "reverter a política dos EUA, que já data de mais de 50 anos e da qual a peça chave é o bloqueio despiedado ao povo de Cuba.

"Organizamo-nos para exprimir nosso ultraje a uma política desumana, doentia, hipócrita e contrária aos ideais americanos", afirma a carta.

Manzor, 49 anos, que abandonou Cuba em 1968, é fundadora do grupo e manifestou que é importante que todo mundo fique sabendo que não há posição monolítica entre os cubano-americanos.

"Assim que é tocado no assunto do embargo, das restrições às viagens ou doutro assunto qualquer referido a Cuba, sempre é consultado e entrevistado o mesmo grupo", disse.

"Queremos que todo mundo saiba que na comunidade cubano-americana há posições diferentes. A maioria dos acadêmicos cubano-americanos discordam da política dos Estados Unidos a Cuba".

"Este debate foi dominado por muito tempo por um setor da comunidade. Estamos resolutos a impedir que outros membros da comunidade falem em nome de nós, enquanto eles insistam em dirigir mal este país por um caminho que não serviu aos interesses dos Estados Unidos nem aos do povo cubano".

O The New York Daily News noticiou "a mensagem clara, qualificada como uma denúncia categórica e furiosa, da obsoleta política cubana de Washington".

O jornal nova-iorquino acrescentou que a carta vai ter repercussão de Washington a Miami, em face da categoria dos assinantes, entre eles, professores afiliados a 60 universidades, incluindo algumas das instituições líderes da nação. Os demais são artistas, escritores, curadores, roteiristas, poetas, romancistas, advogados e editores, muitos deles, muito afamados.

Entre os assinantes, sobressaem professores de Universidade da Columbia e da Universidade de Nova York.

"A nação cubana possui uma longa e bela trajetória de luta pela autodeterminação e pela defesa de sua soberana", afirmou a carta.

"Por mais de 500 anos, os cubanos rechaçaram e derrotaram o colonialismo, as intervenções militares e as influências estrangeiras. A política praticada pela administração de Bush e expressa no relatório dessa Comissão, em 2004, ignora e altera a história de Cuba".

Destacou no fim que chega já da política com que tentam negar o direito do povo cubano à autodeteminação e à soberania, salientando que os Estados Unidos devem desempenhar um papel mais relevante nas relações com Cuba. O presente e o futuro de Cuba deve ser determinado elo povo cubano, não pelos Estados Unidos".

MAIORES RESTRIÇÕES ÀS VIAGENS
O jornal El Nuevo Herald, que representa os interesses denunciados na carta, reconheceu recentemente que os vôos a Cuba têm cada vez menos passageiros, devido às regulamentações.

Acrescentou que, acirrando as medidas restritivas, o governo dos Estados Unidos desautorizou cerca de vinte agências de passagens, suspendeu pelo menos seis licenças por motivos religiosos e emitiu um regulamento estrito para todas as operações referidas à Ilha.

A ofensiva governamental contra as companhias que organizam viagens a Cuba e o uso de licenças por grupos religiosos cresceu nas últimas semanas por meio de auditorias e quesitos mais exigentes, que respondem às medidas impostas pelo presidente George W. Bush, em junho de 2004.

De acordo com documentos emitidos pelo OFAC, do Departamento do Tesouro, 16 agências, a maioria delas radicadas em Miami, afirmou este jornal, perderam autorização para processar viagens a Cuba, durante o passado mês de abril. No decurso do ano, a lista ultrapassa 26.

Molly Millerwise, porta-voz do OFAC, declarou que tais medidas fazem parte do programa de auditorias in situ que, desde o passado janeiro, fazem aos provedores de viagens, iniciativa sem precedentes nas vistorias do OFAC a Cuba. As autoridades federais têm em vista auditar, nos próximos anos, as 250 agências com autorização para prestar serviços dos EUA a Cuba.

El Miami Herald sublinhou também que inúmeros passageiros foram informados de que suas passagens foram canceladas e não poderiam viajar na data marcada. As ações implementadas pelo Departamento do Tesouro incluem também um catálogo de medidas preventivas, emitido em março passado, intitulado Circular 2006. Por exemplo, exige que as pessoas que solicitam permissão de viagem, apresentem documentos que confirmem sua consaguinidade (exclui tios e demais) com a pessoa que justifica a visita por motivos familiares".

"Definitivamente, são medidas que prejudicam o negócio e põem em perigo o sustento de nossos empregados", asseverou Xiomara Almaguer, presidenta da Xael Charters. Assinalou que o que mais preocupa é "o dano às relações familiares" gerado por tais regulamentações.

http://www.granma.cu/portugues/2006/mayo/ju

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