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| Subject: Será como diz? | |
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Author: Joaquim Pedro |
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Date Posted: 13/05/06 12:30:10 In reply to: Guilherme Statter 's message, "É como digo... Depende... eh eh eh" on 12/05/06 20:34:30 >Vamos a supor que o Tono quer (ou tem que) vender a >sua "força-de-trabalho" e que uma boa disposição >psico-física e uma boa saúde contribuem para valorizar >a sua "mercadoria" (que é a tal "força-de-trabalho"). >Primeira conclusão: tudo o que se faça para aumentar a >aquela "força-de-trabalho" é susceptível de se >considerar "valor acrescentado". >Nota àparte: Experimente o amigo >Joaquim Pedro "vender" a sua força-de-trabalho (na >premissa de que precisa de o fazer) que é - o mais das >vezes - como quem diz "arranjar emprego", estando >com cara macilenta pela má-alimentação (não mastiga >bem...) e tendo que fazer uns examos médicos... >Vai logo ver o valor mercantil de uma boa e santa >saúde! >Portanto temos que terá havido "acréscimo de >mais-valia", no trabalho do protésico, na boca do >nosso "Tono-portador-de-força-de-trabalho" e por fim >no trabalho do médico dentista. >Ou a lógica é uma batata. Sendo que às vezes é uma >cebola. E que quanto mais se descasca mais dá vontade >de chorar... > >Mas vamos agora supor que o famigerado Tono é um >parasita que vive dos rendimentos e não precisa de >vender nenhuma "força-do-trabalho". Nem sequer tem que >"administrar" a sua fortuna. Também há disso. >Mesmo aí, em todas as actividades que precederam a >saída do "parasita" do Tono lá do consultório (depois >de ter pago) já com a prótese instalada e a >preparar-se para entrar no seu Ferrari (a caminho da >praia) para continuar a "gosar a vida", mesmo aí - >dizia eu - é possível considerar que houve "valor >acrescentado". Sendo que a prótese corresponde apenas >ao "consumo final" de um bem mercantil que foi pago >com "mais valias" extraídas pelo nosso (salvo seja) >sr. Tono através dos seus capatazes (e lacaios do >capitalismo que para ele trabalham). >Mas isto são apenas umas considerações mais do que >avulsas e assim ao correr do teclado. >Agora quem anda a comer quem, isso não sei. -Se o senhor Guilherme não sabe, então não percebe nada de marxismo s. m., sistema das teorias filosóficas, económicas e políticas do alemão Karl Marx, segundo o qual a produção dos bens materiais constitui a autêntica base de que emergem as estruturas sociais, políticas e ideológicas, fundamento da sua teoria da luta de classes, da revolução proletária e da evolução necessária das sociedades para o socialismo. -Porque, a questão é esta. -O problema e concreto e não abstracto! -neste exemplo o dentista é o parasita pois não é ele que resolve o problema do Tono! - Mas o elemento que se apropria da mais-valia, produzida pelo técnico de prótese ! Agora o mesmo exemplo mas noutro campo, mas dentro da área da saúde. -O nosso amigo tono detecta, quie tem dificuldade de ler os documentos a que está obrigado pela actividade que exerce, e resolve consultar um oftalmologista. Já no consultório do medico, é sujeito a um exame de visão, “este sim já requer alguma perícia e conhecimento teórico de pratica médica; onde o profissional detecta uma patologia óptica não grave, mas própria da actividade e idade do sr. António, onde lhe é receitado que a partir daquele momento o sr. António vai necessitar de usar óculos para trabalhar, ler, ver televisão e conduzir. O nosso Tono sai do consultório depois de pagar a respectiva consulta que rondou os 75euros e dirige-se para uma casa da especialidade onde trabalham técnicos de óptica, depois de lerem a respectiva receita o técnico de óptica diz ou sr. Tono; - sr. Tono na próxima 5ºfeira, os seus óculos estão prontos, e o custo total ronda os 250 euros. Na dita 5º feira o sr. Tono vais levantar os ditos, neste momento o técnico de óptica da os últimos retoques na armação e testa se todo está nos conformes, e diz: sr. António se tiver algum problema com a prótese “óculos” volte cá para se efectuar as devidas correcções! Depois disto já deve saber quem anda a comer quem! -O mais grave é que os sistemas de saúde do Estado “ ADSE, SAD_PSP- GNR-Ex M.N. justiça PROVIDENCIA entre outras” comparticipam nesta burla e financiam este género de especulação, delapidando o dinheiro do contribuinte. -No caso da óptica apenas contribuem nas lentes, o que é justo; pois quem quer armações de luxo que as pague, mas no caso da prótese dentária comparticipam na totalidade. Claro que esta comparticipação se baseia numa tabela acordada entre os organismos estatais e ordem dos médicos dentistas, ou seja o Estado junto com um grupo social ditam o que vais ganhar o protésico aquele que produz a prótese e quanto vais pagar o contribuinte . - Delapidando os cofres dos sistemas de saúde e explorando duas vezes o utente...! Se este serviço fosse prestado pelo técnico de prótese, que é aquele que esta habilitado para o fazer: pois quem faz serve sempre melhor de quem se limita a vende. O produto sairia a um custo muito inferior ao que na que na realidade o utente e o estado paga em comparticipações e a maioria dos Portugueses deixariam de andar desdentados pelo menos os mais pobres e humildes que não tem dinheiro para colocar este género de produtos. Podendo deste modo o Estado fazer mais Justiça Social: É este o objectivo da doutrina Marxista. E não a pura e simples especulação filosófica ! Como disse Marx O Mundo não necessita só de contemplação necessita isso sim de transformação: Ou seja acção! Agora já deve saber quem anda a comer quem? Quem estuda Marx, tem que descer a sociedade e estudar estas questão, porque é aqui que reside o problema no concreto, na vida do dia a dia este é um pequeno exemplo entre muitos outro da vida dos produtores / consumidores. E seus exploradores ou oportunistas! [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Como diria o outro... Que raio de confusão! | Guilherme Statter | 13/05/06 19:49:10 |