Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your
contribution is not tax-deductible.)
PayPal Acct:
Feedback:
Donate to VoyForums (PayPal):
| 19/04/26 6:14:11 | [ Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, [8] ] |
| Subject: ITÁLIA - A União de 14 movimentos à esquerda com Prodi | |
|
Author: Público |
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 9/04/06 21:30:06 É em torno de Romano Prodi que se reunem 14 movimentos, dos comunistas a católicos próximos do centro, mas o candidato a primeiro-ministro da União não lidera nenhum deles. Na vasta coligação cabem centristas, partidos unipessoais - comos os do juiz da operação judicial "Mãos Limpas" Antonio di Pietro e da mediática Emma Bonino -, partidos regionais, autonomistas, de reformados e associações de consumidores. Piero Fassino, DS Líder do maior partido de centro-esquerda, Fassino, de 56 anos, já foi ministro da Justiça e do Comércio. Esteve envolvido recentemente num escândalo de escutas sobre a tentativa de compra de um banco. Os Democratas de Esquerda nasceram do antigo Partido Comunista (PCI), em 1991, e são o último partido de massas do país, com cerca de meio milhão de aderentes. Seguiram a via do reformismo social-democrata e tiveram 16,5 por cento dos votos há cinco anos. Francesco Rutelli, Margarida Na coligação, é um dos partidos mais ao centro. Visto como próximo do Vaticano, a Margarida nasceu de um conjunto de formações. É liderada por Rutelli, bem-parecido, telegénico, ex-presidente da Câmara de Roma e ex-chefe do centro-esquerda, até à derrota de 2001. Próximo de Prodi, a relação entre os dois nem sempre foi fácil. A Margarida teve 14,5 por cento há cinco anos, mas tem perdido pontos para a DS e as sondagens não lhe dão mais do que dez por cento. Fausto Bertinotti, Partido da Refundação Comunista Uma cisão nascida dos que se opunham à viragem do PCI, a Refundação tem Bertinotti como secretário-geral desde 1994. Teve 5 por cento em 2001, depois de romper com o governo de centro-esquerda. Bertinotti, ou "Fausto, o vermelho", ex-líder sindical, é tratado nos jornais de direita por "comunista cachemira", em alusão ao seu gosto pelo mundano. Fez cair Prodi em 1998, mas promete ser um parceiro fiel. As sondagens dão-lhe 7 por cento, o que, a confirma-se, lhe darão uma grande influência num futuro governo. Uma Casa das Liberdades com nacionalistas e secessionistas Como aconteceu há cinco anos, a Casa das Liberdades, formada em torno da Força Itália de Berlusconi, tem partidos que se dizem da coligação e outros que se aliaram para efeitos eleitorais. Ao todo, são dez formações políticas, quase todas nascidas nos anos 1990. Vão da democracia-cristã à extrema-direita. Aos partidos centrais, uniram-se em Março a Alternativa Social, da neta do ditador Benito Mussolini e os neo-fascistas da Fiamma Tricolore. Gianfranco Fini, Aliança Nacional Fascista arrependido, Fini afirmou-se recentemente "pronto para governar a Itália". Foi vice-presidente do Conselho com Berlusconi, depois de ter tido 12 por cento nas eleições de 2001. De Mussolini já disse que foi "o maior homem de Estado do século XX" e "uma página negra" da história. Enquanto espera a sua hora tenta fazer entrar a AN no grupo parlamentar do Partido Popular Europeu. Mas as bases e parte dos quadros da AN continuam a ver-se como herdeiros do passado fascista. Pierferdinando Casini, União dos Democratas-Cristãos O partido de Casini nasceu em 2002 da fusão de três partidos saídos da antiga Democracia Cristã, que dominou a Itália do pós-guerra até ser estilhaçada pelo "mãos limpas". Como líder da câmara baixa do Parlamento, Casini, 50 anos, é viso por alguns como futuro primeiro-ministro ou mesmo presidente. Hoje demarcar-se de Berlusconi e tenta mobilizar, quase como concorrente, o seu eleitorado moderado e católico. Teve 5,9 por cento nas eleições europeias de 2004. Umberto Bossi, Liga Norte Anti-europeia, xenófoba e populista, a Liga de Umberto Bossi nasceu em 1991 e teve um crescimento fulgurante, passando os 10 por cento nas legislativas que se realizaram cinco anos mais tarde. Em 2001 não chegou aos quatro por cento e as sondagens dão-lhe agora cerca de cinco. Da defesa de uma secessão do Norte rico passou a reclamar um federalismo fiscal. Bossi foi pouco visto na campanha e há dois anos que se mantém afastado da linha da frente devido a problemas cardíacos. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Vladimir Luxuria, um travesti comunista candidato à deputado na Itália | AFP | 9/04/06 21:35:19 |
| A cena política em Itália ainda é mais caricata... | Fernando Penim Redondo | 10/04/06 11:43:19 |