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| Subject: digitalismo? | |
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Author: tar a pau |
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Date Posted: 20/04/06 13:21:55 E depois da globalização? João Caraça Director do Departamento de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian Organizado por George Modelski (Universidade de Washington) e Tessaleno Devezas (Universidade da Beira Interior), realizou-se no IIASA (International Institute for Applied Systems Analysis) em Laxenburg (Viena), nos princípios deste mês, um seminário de investigação dedicado à análise da globalização como processo evolutivo (www.tfit-wg.ubi.pt/globalization/). O objectivo da reunião era perceber até que ponto se pode considerar a globalização como uma estrutura (ou um sistema, à escala internacional) que resulta da evolução histórica das comunidades humanas. Ou seja, se está sujeita, naturalmente, às suas regras e constrangimentos que se traduzem por uma ascensão, apogeu, declínio e queda inevitável. Foi muito interessante constatar a influência da biologia no pensamento científico contemporâneo sobre a sociedade. É dominante a ideia de que qualquer conjunto de relações e interacções sociais que se desenvolve no tempo corresponde à ocupação de um "nicho ecológico" por uma população. Isto implica que a evolução social seja um processo de sucessivas camadas. Uma vez ocupado um certo nicho ecológico, ou seja, atingido um certo patamar de desenvolvimento, a sociedade reorganiza- -se e percorre um novo caminho até que um novo limite seja atingido. E assim por diante. Comportam-se deste modo as transformações estruturais da economia no processo de desenvolvimento industrial (as ondas de Kondratieff), a introdução e uso de novas formas de energia, bem como a evolução dos meios de transporte. A análise de todos estes sistemas é suportada por sólida evidência empírica. Mas esta perspectiva pode aplicar-se a toda uma outra série de evoluções históricas, como Cesare Marchetti, um dos mais criativos investigadores do IIASA, não se cansou de nos provar (a visita à sua página é bem esclarecedora: www.cesaremarchetti.org) desde as revoltas contra a mecanização na agricultura à evolução da potência naval inglesa (com tempos característicos que variam de um mês a 500 anos). A esta luz, a globalização da economia e das finanças corresponde a um nicho ecológico que será inevitavelmente preenchido no intervalo de duas gerações (50 a 60 anos, como aconteceu com a electrificação, ou com a produção em massa). A globalização, que emerge a partir da década de 1980, esgotará a sua energia criadora com toda a naturalidade nos anos 2030, isto é, não conseguirá prolongar o papel de vector de transformação que assumiu nos finais do século XX. E depois, o que se seguirá? Curiosamente, serão aqueles que inventarem o novo caminho que terão oportunidade plena de liderarem tecnológica e politicamente durante a maior parte do século XXI. Era bom que percebêssemos de que lado do mundo virão. C [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Re: digitalismo? Ou o regresso do marxismo... | Guilherme Statter | 21/04/06 12:16:08 |