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Date Posted: 11:30:28 10/05/06 Thu
Author: Paula (resumo expandido)
Subject: Meu resumo

pessoal, esse é o resumo que vou mandar pra abralin. a abralin prorrogou o prazo (ate 8 de out), então gostaria que vocês dessem sugestões

A estruturação de uma narrativa oral na perspectiva da Lingüística Cognitiva

O presente trabalho se insere dentro do quadro teórico da Lingüística Cognitiva que postula que a linguagem é desenvolvida a partir de operações cognitivas gerais, tais como percepção, memória e categorização, contrapondo, assim, à visão dominante de que existe um módulo específico e isolado para a aquisição da linguagem (Janda, 2000). Desta maneira, a utilização da linguagem, dentro deste paradigma, está intrinsecamente ligada às outras habilidades cognitivas, e se desenvolve a partir da experiência da criança com o meio a sua volta. Para a Lingüística Cognitiva, a linguagem é essencialmente conceptual, concebida como um sistema simbólico no qual forma e função são dois pólos de um mesmo par, uma vez que o sentido é a base para que estruturações simbólicas possam ser organizadas.
Com o aporte da Lingüística Cognitiva, o trabalho investigou como uma narrativa oral é estruturada a partir da perspectiva de Labov (1972). A escolha pela narrativa se deu diante da argumentação de Chafe (1990:79) de que as narrativas constituem “manifestações externas da mente em ação”. As narrativas representam, nesta perspectiva, como nós, seres humanos, percebemos, damos sentidos e organizamos nossas experiências. Labov (1972:359) define “narrativa como um método de recapitular experiências passadas ao combinar uma seqüência verbal de orações à seqüência dos eventos que realmente ocorreram”. Na visão de Labov (op. cit.), a narrativa é constituída por orações narrativas pertencentes a uma estrutura temporal e por orações independentes, ou seja, não confinadas pela juntura temporal. Além disso, Labov apontou para cinco categorias que uma narrativa completa deveria apresentar: abstrato, orientação, ação complicadora, resolução, avaliação e coda.
Frente à afirmação de Labov (op. cit), podemos estruturar a narrativa em noções de figura e fundo desenvolvidas pela Psicologia Gestalt para explicar a organização espacial no campo visual (Reinhart, 1982). O princípio de figura e fundo, incorporado pela Lingüística cognitiva, ressalta que alguns elementos se sobressaem em relação a outros. No discurso narrativo, as seqüências temporais, ou seja, as orações narrativas, tendem a aparecer como figura, enquanto que o material não-narrativo tende a constituir o fundo.
Sendo assim, a análise da narrativa oral objetivou verificar como o princípio figura e fundo advindo do campo de percepção visual é refletido no discurso narrativo, mais especificamente, como as concepções de figura e fundo são refletidas no sistema verbal da língua portuguesa em relação a tempo, aspecto e modo, e se estavam presentes na narrativa todas as categorias propostas por Labov. Hopper (1979), ao analisar várias línguas, demonstrou que eventos de figura são geralmente realizados por verbos pontuais e ativos tendendo a aparecer no aspecto perfectivo. Por outro lado, eventos de fundo são provavelmente realizados por verbos durativos e iterativos que denotam estados, processos e descrições, encontrando-se normalmente no aspecto imperfectivo. Azevedo (2005), corroborando a hipótese de Hopper, verificou que na língua portuguesa os eventos narrativos que correspondem à linha central da história ocorreram na sua grande maioria em formas afirmativas de Pretérito Perfeito, uma vez que este é o tempo verbal que é passado e perfectivo no português.
O corpus do presente trabalho consistiu de uma narrativa oral coletada durante uma comunicação espontânea realizada no dia 12/06/2006. A Participante (R) é uma jornalista de 24 anos residente em Belo Horizonte. A narrativa oral teve 4 minutos e 25 segundos de duração e foi considerada um texto narrativo autêntico, e, portanto, forneceu dados reais para os objetivos propostos. Depois de gravada, a narrativa foi transcrita em unidades oracionais enumeradas. Os eventos pertencentes à Figura Narrativa foram colocados em negrito, os eventos de Fundo mantiveram-se na fonte normal e o Discurso Direto em itálico.

Os resultados apontaram que o Pretérito Perfeito ligado à perfectividade e à Realis é o tempo verbal com a maior expressividade dentro dos eventos que compõem a linha central da história. Em relação aos eventos de Fundo, comprovou-se que estes não seguem uma ordem temporal e dão suporte para a interpretação da história; tais eventos são expressos em outros tempos verbais. Em relação às categorias que compõem a narrativa, segundo Labov, observou-se a que a narrativa em questão compunha de todas as categorias.

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