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Subject: A resposta brutal


Author:
Fidel Castro Ruz
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Date Posted: 12/04/07 17:53:31


A libertação do cão terrorista. O mais legítimo representante de um sistema de terror imposto ao mundo pela superioridade tecnológica, econômica e política da potência mais poderosa que já houve nosso planeta é sem dúvida George W. Bush. Compartilhamos por isso a tragédia do próprio povo norte-americano e dos seus valores éticos. Só da Casa Branca poderiam vir as instruções para a sentença ditada por Kathleen Cardone, juíza da Corte Federal de el Paso, Texas, na sexta-feira passada, concedendo a liberdade sob fiança a Luis Posada Carriles.

Foi o próprio presidente Bush que escondeu o tempo todo o caráter criminoso e terrorista do acusado. Foi protegido ao ser acusado de uma simples violação de trâmites migratórios. A resposta é brutal. O governo dos Estados Unidos e suas instituições mais representativas decidiram de antemão a liberdade do monstro.

Os antecedentes são muito bem conhecidos e vêm de longa data. Aqueles que o treinaram e lhe ordenaram destruir um avião cubano de passageiros em pleno vôo, com 73 atletas, estudantes e outros viajantes nacionais e estrangeiros a bordo, além da sua abnegada tripulação; aqueles que, estando preso o terrorista na Venezuela, compraram a sua liberdade para fornecer e praticamente dirigir uma guerra suja contra o povo da Nicarágua, que significou a perda de milhares de vidas e a ruína do país durante décadas; aqueles que lhe deram poder para contrabandear com drogas e com armas a fim de burlar as leis do Congresso; aqueles que juntamente com ele criaram a terrível Operação Condor e internacionalizaram o terror; aqueles que levaram à tortura, à morte e muitas vezes desaparecimento fisico de centenas de milhares de latino-americanos, não poderiam actuar de outra forma.

Não é por ser esperada que a decisão de Bush é menos humilhante para nosso povo, porque foi Cuba que, partindo das revelações de "Por Esto!", órgão de imprensa do Estado mexicano de Quintana Roo, complementadas depois por nossos próprios meios, soube com toda precisão que Posada Carriles vindo da América Central, via Cancun, chegou à Isla Mujeres, e daí, à bordo do Santrina, depois de ser inspecionada a nave pelas autoridades federais do México, foi directamente para Miami juntar-se a outros terroristas.

O governo desse país, denunciado e advertido publicamente com dados exatos desde 11 de abril de 2005, demorou mais de um mês a prender o terrorista e tardou um ano e dois meses a reconhecer que Luis Posada Carriles entrara ilegalmente pelas costas da Flórida à bordo do Santrina, um suposto navio-escola registrado nos Estados Unidos.

Das suas incontáveis vítimas, das suas bombas contra instalações turísticas em anos recentes, das suas dezenas de planos financiados pelo governo dos Estados Unidos para eliminar-me não se diz uma só palavra.

Não era suficiente para Bush ter ultrajado o nome de Cuba instalando no território ilegalmente ocupado de Guantánamo um horrível centro de tortura semelhante ao de Abu Ghraib, que quando se tornou conhecido provocou espanto no mundo. A cruel ação de seus antecessores não lhe parecia suficiente. Não lhe bastavam os 100 mil milhões de dólares que obrigaram um país pobre e subdesenvolvido como Cuba a gastar. Acusar Posada Cariiles era acusar-se a si próprio.

Ao longo de quase meio século, tudo era válido contra a nossa pequena ilha a 90 milhas das suas costas, que desejava ser independente. Na Florida foi instalada a maior estação de inteligência e subversão que já existiu no planeta.

Não bastava a invasão mercenária de Girón, que custou a nosso povo 176 mortos e mais de 300 feridos quando os poucos especialistas de Medicina que nos deixaram ainda não tinham experiência em feridas de guerra.

Antes havia explodido no cais do porto de Havana o navio francês La Coubre, que transportava para Cuba armas e granadas de fabricação belga, causando a morte de mais de 100 trabalhadores com suas duas explosões bem sincronizadas, bem como ferimentos em muitos outros durante as ações de salvamento.

Não bastava a Crise de Outubro de 1962, que levou o mundo à beira de uma guerra termonuclear total, quando já existiam bombas 50 vezes mais poderosas que as que explodiram sobre Hiroshima e Nagasaki.

Na bastava introduzir em nosso país vírus, bactérias e fungos contra culturas e rebanhos, inclusive, ainda que pareça incrível, contra seres humanos. Saíram de laboratórios norte-americanos alguns destes patogênicos para serem trasladados a Cuba por terroristas bem conhecidos ao serviço do governo dos Estados Unidos.

A tudo isto acrescenta-se a enorme injustiça de manter prisioneiros cinco heróicos patriotas que, por informar sobre as atividades terroristas, foram condenados de maneira fraudulenta a punições que atingem até duas prisões perpétuas, e suportam com estoicismo, cada um deles em prisões diferentes, maus tratos cruéis.

Mais de uma vez o povo cubano tem desafiado sem vacilar o perigo da morte. Ele demonstrou que com inteligência, usando táticas e estratégias adequadas, principalmente estreitando a unidade em torno da sua vanguarda política e social, não haverá força no mundo capaz de vencê-lo.

Penso que o próximo Primeiro de Maio seria o dia ideal para que o nosso povo, com um mínimo de gastos em combustível e em meios de transporte, exteriorize os seus sentimentos aos trabalhadores e aos pobres do mundo.
10/Abril/2007
# O curriculum vitae de Luis Posadas Carriles pode ser visto em O ovo e a serpente .

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