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Subject: Muito mais coisas boas sobre o país que duvida de si


Author:
Nicolau Santos (Expresso, 2 Dezembro 2006)
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Date Posted: 4/12/06 22:13:55

Escreve Luís Martins, leitor do Expresso, que vive e trabalha em Inglaterra: "(...) O problema português é a atitude perante os problemas. Os problemas são para serem resolvidos, sem que da sua existência se façam grandes dramas e sem que a sua existência contribua para aprofundar a nossa profunda falta de auto-estima e falta de optimismo, ainda que realista, acerca do futuro. Eu constato, no meu dia-a-dia, como são grandes os problemas neste país (assim como constatei noutros países onde já vivi ou passei). Só que, nas notícias diárias, não passa uma mensagem permanente de problemas atrás de problemas, que só contribuem para criar, enraizar, um ambiente doentio, obcecado, de crise permanente (...)"

O retrato que o leitor faz do país é exemplar. Os nossos problemas, que nos parecem muitas vezes Adamastores, estão muito mais dentro do que fora de nós, no nosso comportamento, na nossa atitude perante as dificuldades.

Nos últimos anos, contudo, esse cepticismo tem vindo a ser contrariado, em particular na imprensa económica, que tem divulgado os inúmeros casos de sucesso de pequenas e médias empresas, que vão alastrando no tecido empresarial português.

Disso dá conta a exemplar apresentação que o ICEP está a fazer de Portugal no exterior, sob o título 'Portugal: mais do que pode imaginar', e que começa de maneira arrasadora: "Sabe o que a NASA e a Agência Espacial Europeia fazem para evitar situações críticas nos seus sistemas de computadores? E o que faz o metro de Londres ou os caminhos-de-ferro da Holanda, Noruega, Finlândia e Dinamarca quando necessitam de «software» de gestão do tráfego ferroviário? Procuram empresas portuguesas".

Depois, lembra que as máquinas e aparelhos eléctricos (moldes de plástico, electrónica, componentes para automóveis, equipamento pneumático e hidráulico) constituem a principal exportação nacional. E que a Samsonite, Nokia, Mercedes-Benz e Porsche procuram o «design» e a engenharia da indústria portuguesa de moldes - que é o ponto de referência do estado da arte neste sector. Há também 26 milhões de americanos que dormem em lençóis portugueses. Portugal lidera as exportações europeias de têxteis-lar e é o terceiro maior exportador mundial. Criamos fatos inteligentes para bombeiros, que retardam a acção do fogo, ou são anti-bactérias, ou desenvolvem propriedades terapêuticas e hidratantes.

Também há personalidades, como Tony Blair, o rei de Espanha, Bill Clinton, Hugh Grant, Ben Affleck, Luís Figo, que vestem fatos da Vicri, uma empresa nacional. Robert De Niro usa chapéus da Fepsa, outra empresa portuguesa. E muitas outras se distinguem no vestuário, como a Lanidor, Dielmar, Diniz e Cruz, Impetus e Salsa Jeans.

E sabe quem lidera na tecnologia do calçado? Portugal, claro, terceiro exportador europeu. 90 milhões de pessoas em todo o mundo calçam português. Steven Spielberg é um deles. A Swear produz calçado para a saga Star Wars. E a Fly London, Yucca e Aerosoles também se afirmam internacionalmente.

Bom, depois já se sabe que foram técnicos portugueses que inventaram os cartões pré-pagos para telemóveis. Mas ignora-se que a tecnologia portuguesa faz com que possamos ir a um cinema e escolher o lugar através do telemóvel. Mobycomp, Quadriga, YDreams (criador de soluções tecnológicas para clientes globais como a Adidas, Vodafone ou Nokia) e, claro, a Portugal Telecom são algumas das mais inovadoras companhias mundiais neste sector.

A apresentação do ICEP continua, lembrando que Portugal é conhecido como o maior produtor mundial de cortiça. Mas não é sabido que uma empresa nacional, a Number Five, controla 75% do mercado mundial de identificação pessoal. Nem que a Altitude lidera a oferta de tecnologia para «call centers» e CRM e que a Chipidea é líder mundial no desenho de soluções analógicas que permitem o interface entre a tecnologia digital e o mundo real.

A Vista Alegre/Atlantis é um dos dez maiores grupos mundiais de louças de porcelana. Mas também a Spal, Topázio, Cutipol e Sátira oferecem soluções integradas neste sector.

Decisão recente é a de construir em Portugal a maior estação de energia solar. E a SRE desenvolve produtos baseados no uso do hidrogénio. Além de que a energia eólica atrai actualmente grandes investimentos no país.

Mais surpreendente é o avanço na luta contra doenças para as quais até agora não se conhece cura ou na preservação de células estaminais para a medicina regenerativa, que tem vindo a ser desenvolvida pela Biotecnol, Alfama (vencedor do prémio europeu para a melhor «start-up» em 2005), Crioestaminal, Medinfar/Cytothera e IBET. Outras desenvolvem novas soluções farmacêuticas, como a Bial (que se prepara para lançar um antiepiléptico no mercado mundial) e a Cipan.

Nos vinhos, num teste cego efectuado pelos maiores especialistas mundiais do sector, entre os dez primeiros, quatro eram portugueses. Na criação e gestão de centros comerciais a Sonae Sierra é o líder europeu. Nelo é um dos mais conhecidos construtores de caiaques no mundo, cujo «design» e tecnologia revolucionaram os «standards» competitivos e que tem ganho várias medalhas nos Jogos Olímpicos.

E temos uma máquina de emissão de passaportes electrónicos, única no mundo, que lê nove pontos da pessoa em 90 segundos, tira a foto em positivo e até acerta pormenores como o desvio do olhar...

Parece outro país, mas não é. Por isso, era uma boa ideia o ICEP traduzir a apresentação e distribuí-la maciçamente por Portugal. No mínimo, ficaremos a duvidar que sejamos tão maus como julgamos que somos.

P.S. - Morreu Cesariny, poeta surrealista e tudo, como diria Almada, e que um dia escreveu: "Queria de ti um país de bondade e de bruma/ queria de ti o mar de uma rosa de espuma".

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Subject Author Date
Pois... Mas cá por mim...Guilherme Statter 5/12/06 16:18:09


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