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Subject: O que disse efectivamente o Comandante Raul de Castro


Author:
Já chega de vigarice
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Date Posted: 5/12/06 11:47:29
In reply to: JN no seu melhor, que fariam se existisse censura? 's message, "Editado pelo Jornal de Noticias" on 5/12/06 11:42:24

Intervenção de Raul Castro no 50º aniversário do desembarque do Granma

”A saída para os acutilantes conflitos que enfrenta a Humanidade não está nas guerras, mas nas soluções políticas. Sirva a oportunidade para novamente declarar a nossa disposição para resolver na mesa de negociações o prolongado diferendo entre os Estados Unidos e Cuba, claro está, desde que aceitem, como já dissemos noutra ocasião, a nossa condição de país que não tolera sombras na sua independência e sobre a base dos princípios da igualdade, reciprocidade, não ingerência e respeito mútuo”

Raúl Castro - 04.12.06

Companheiras e Companheiros:

Saudamos a presença de íntimos amigos da Revolução Cubana, que nos distinguiram com o seu apoio e solidariedade indispensáveis ao longo dos últimos 50 anos desta longa luta pela soberania e pela liberdade. Entre eles, desejo mencionar os representantes da Fundação Guayasamin e os familiares desse grande amigo e pintor equatoriano, que tiveram o nobre gesto de homenagear Fidel no seu 80º aniversário, data que juntou em Havana Chefes de Estado e de Governo, bem como outros dignitários e personalidades da vida política e cultural de diversos países, a quem agradecemos, em nome do nosso povo, a honra de nos acompanharem nesta tribuna.

Estamos hoje aqui reunidos para a celebração de um acontecimento transcendental da nossa história. Comemoramos o quinquagésimo aniversário do desembarque do Granma, a dois de Dezembro de 1956, data que marca o nascimento do Exército Rebelde e das suas genuínas sucessoras: as Forças Armadas Revolucionárias.

Ao povo combatente, protagonista heróico e sustento legítimo das Forças Armadas, e ao seu fundador e Comandante em Chefe está dedicada a Revista Militar, que simboliza nas fases que constituíram a sequência da sua bela história de 138 anos de luta do povo cubano pela sua definitiva independência, primeiro: o exército mambi contra o jugo colonial, depois: o exército rebelde contra a tirania neocolonial e agora: as Forças Armadas Revolucionárias em defesa da Pátria, da Revolução e do Socialismo. O mesmo exército do povo em três etapas históricas diferentes.

A ocasião é propícia para reafirmar a plena vigência das palavras do companheiro Fidel no Relatório ao Primeiro Congresso do Partido, há já 31 anos, quando expressou:

“O Exército Rebelde foi a alma da Revolução. Das suas armas vitoriosas emergiu livre, formosa, pujante e invencível a nova pátria. Os seus soldados reivindicaram o sangue generoso vertido em todas as contendas pela independência, e com o seu cimentaram o presente socialista de Cuba. As armas arrebatadas aos opressores na épica luta entregaram-nas ao povo e com o povo se fundiram para ser, desde então e para sempre, o povo armado”.

Quando “…não existia ainda (…) o Partido que nasceria depois, o Exército foi o factor de coesão e unidade de todo o povo e garantiu o poder dos trabalhadores e a existência da Revolução…”

E “… Quando se fundou o Partido, vanguarda da nossa classe operária, símbolo e síntese dos ideais, das aspirações e da história da Revolução cubana desde os dias gloriosos de La Demajagua até hoje, continuador da obra do Partido Revolucionário de Marti e dos intrépidos fundadores do primeiro partido marxista-leninista de Cuba, o nosso Exército, herdeiro por sua vez do heroísmo e da pureza patriótica do Exército Libertador e continuador vitorioso das suas lutas, depositou nas suas mãos as bandeiras da Revolução e foi, a partir desse instante e para sempre, o seu mais fiel, disciplinado, humilde e imperturbável seguidor”. Até aqui as palavras de Fidel.

Também no marco do 50º Aniversário das FAR é pertinente ratificar a unidade monolítica do Povo, Exército e Partido; essa unidade que lançou raízes muito profundas ao longo dos anos transcorridos desde o triunfo revolucionário em 10 de Janeiro de 1959; essa unidade que é a nossa principal arma estratégica, que permitiu a esta pequena ilha resistir e vencer tantas agressões do imperialismo e dos seus aliados; essa unidade que sustenta a vocação internacionalista do povo cubano e que explica as proezas dos seus filhos em outras terras do mundo, seguindo a máxima martiana de que a Pária é a Humanidade.

Vivemos um momento excepcional da história. A muitos pareceu-lhes que a queda do campo socialista e a desintegração da União Soviética representava a derrota definitiva do movimento revolucionário internacional, alguns aventuraram-se a sugerir-nos o abandono dos ideais a que gerações inteiras de cubanos tinham dedicado as suas vidas, enquanto o governo norte-americano, com o oportunismo que o caracteriza, iniciou nos últimos anos uma escalada sem precedentes de hostilidade e agressividade contra Cuba, na esperança de asfixiar economicamente o país e derrubar a Revolução, mediante a intensificação do trabalho subversivo. Neste sentido grande foi a surpresa e a frustração dos nossos inimigos e muito maior a admiração das maiorias oprimidas ao presenciar o exemplo de firmeza, a firmeza de ânimo na adversidade, o amadurecimento e a confiança em si mesma que deu o nosso povo nos últimos quatro meses.

A pesar das manobras e pressões dos Estados Unidos e dos seus aliados, o prestígio internacional de Cuba fortaleceu-se, prova disso foi o êxito da realização nesta capital da décima quarta Conferência Cimeira do Movimento de Países Não Alinhados no passado mês de Setembro e, mais recentemente, o recorde de apoio alcançado na Assembleia Geral das Nações Unidas da resolução de condenação do bloqueio norte-americano contra o nosso país.
Na América Latina, a aplicação das receitas neoliberais impostas pelos Estados Unidos e os seus sócios europeus conduziram o continente triste condição de ser a região do planeta onde resulta mais insultuosa e oprobriosa opulência da oligarquia estreitamente ligada com o capital estrangeiro frente à pobreza, insalubridade ignorância em que vive a maioria da população. Os povos latino-americanos, de maneira progressiva nos últimos tempos, expressaram a sua indignação e repúdio perante as políticas entreguistas e de subordinação ao império dos governos e partidos tradicionais. Os movimentos populares e revolucionários robustecem-se, apesar das multimilionárias campanhas de desinformação, da chantagem e da ingerência descarada de Washington; novos e experimentados líderes assumem a condução das suas nações.

A anexação económica da América Latina por parte dos Estados Unidos através da ALCA foi derrotada, em seu lugar surge para benefício das massas desapossadas o projecto integrador da Alternativa Bolovariana para as Américas, ALBA, proposta pelo Presidente e irmão, Hugo Chávez.

Acontecimentos recentes na arena internacional atestam o fracasso das políticas aventureiras da actual administração norte-americana. O pvop desse país demonstrou nas urnas no passado dia 7 de Novembro a sua rejeição ao conceito estratégico da guerra preventiva, ao uso da mentira para justificar intervenções militares, à utilização do sequestro e às prisões clandestinas, tal como à desprezível legalização do emprego de métodos de tortura na chamada guerra contra o terrorismo.

A três anos e sete meses da eufórica e precipitada declaração de “missão cumprida” no Iraque por parte do Presidente Bush a bordo de um porta-aviões, continuam a chegar aos Estados Unidos os cadáveres de jovens soldados norte-americanos, caídos numa guerra motivada pelo domínio dos recursos energéticos da região. Ninguém se atreve já a prognosticar o seu fim. O governo dos Estados Unidos encontra-se ante uma encruzilhada sem saída: por um lado compreende que não pode prolongar a ocupação do país e, ao mesmo tempo, não tem criadas as condições mínimas para o abandonar, deixando os seus interesses assegurados, ao mesmo tempo que cresce imparavelmente o número de mortos e mutilados entre a população, atolada numa guerra civil com consequência da anarquia e do desgoverno que gerou a invasão norte-americana.

Há agora nos Estados Unidos quem coloque simplesmente a retirada do caos criado por eles próprios. Desconhecemos o que farão neste caso com a NATO, embarcada pelos seus sócios norte-americanos no conflito afegão, que também se torna cada vez mais indomável e perigoso.

Aos olhos do mundo, a chamada “cruzada contra o terrorismo” encaminha-se inexoravelmente para uma derrota humilhante.

O povo norte-americano, tal como fez no Vietname, porá fim a estas guerras injustas e criminosas. Esperamos que as autoridades dos Estados Unidos aprendam a lição de que a guerra não é solução para os crescentes problemas do planeta; que proclamar o direito de atacar irresponsavelmente “sessenta, ou mais, obscuros rincões” do mundo, para mais quando já estão atolados em dois deles, torna mais complexas e profundas as diferenças com os restantes países; que o poder baseado na intimidação e no terror não passará nunca de uma ilusão efémera e com terríveis consequências para os povos, incluindo o norte-americano, estão à vista.

Estamos convencidos de que a saída para os acutilantes conflitos que enfrenta a Humanidade não está nas guerras, mas nas soluções políticas. Sirva a oportunidade para novamente declarar a nossa disposição para resolver na mesa de negociações o prolongado diferendo entre os Estados Unidos e Cuba, claro está, desde que aceitem, como já dissemos noutra ocasião, a nossa condição de país que não tolera sombras na sua independência e sobre a base dos princípios da igualdade, reciprocidade, não ingerência e respeito mútuo.

Entretanto, depois de quase meio século, estamos dispostos a esperar pacientemente o momento em que se imponha o senso comum na conduta dos círculos do poder em Washington.

Com independência em relação a ele, prosseguiremos a consolidação da invulnerabilidade militar da nação, na base da concepção estratégica da Guerra de Todo o Povo, cuja planificação e introdução iniciámos há 25 nos. Este tipo de guerra popular, como já está reiteradamente demonstrado n história contemporânea, é simplesmente imbatível.

Continuaremos a elevar a preparação e a coesão combativa das tropas regulares e das suas reservas, das Milícias das Tropas Territoriais, das Brigadas de Produção e Defesa e dos demais elementos do dispositivo defensivo territorial, incluindo as estruturas partidárias, estatais e governamentais a todos os níveis. Continuaremos a preparação do Teatro de Operações Militares ao mesmo tempo que desenvolvemos as comunicações e a modernização dos meios de combate como via da elevação das suas qualidades combativas, fazendo-as corresponder à sua prevista utilização em caso de agressão.

De igual modo, continuaremos a fortalecer em todas as frentes o importante labor que realizam os abnegados combatentes do Ministério do Interior.

Preservaremos, custe o que custar, a liberdade do povo cubano e a independência e a soberania da Pátria.

Com a força que emana das suas lutas centenárias e com o vigor patriótico que caracteriza o nosso povo, nobre e heróico, unamos as nossas vozes ao exclamar:

Viva Fidel

Viva Cuba Livre

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