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Subject: Número de bilionários chineses chega a 100


Author:
CLÁUDIA TREVISAN
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Date Posted: 9/10/07 13:34:15

Número de bilionários chineses chega a 100

CLÁUDIA TREVISAN
da Folha de S.Paulo

A China já tem cem bilionários, quase sete vezes mais o número que existia há apenas um ano. Os nomes desses e de outros 700 felizardos com fortunas superiores a US$ 100 milhões serão divulgados na quarta-feira, cinco dias antes de o presidente do país, Hu Jintao, abrir o 17º Congresso do Partido Comunista da China com um discurso no qual deverá repetir seu mantra em defesa de uma "sociedade harmoniosa".
O ideal de Hu é confrontado pela realidade de um país que enfrenta tensões sociais agudas e por um partido fragmentado em facções que refletem os distintos interesses de uma sociedade em transformação rápida e cada vez mais complexa.

Três anos atrás, a lista dos chineses mais ricos elaborada por Rupert Hoogewerf tinha apenas três bilionários, os primeiros na história do país. O número subiu para sete em 2005, 15 em 2006 e cem em 2007. Cheung Yan, que liderou a lista do ano passado com um patrimônio de US$ 3,4 bilhões, nem sequer aparece entre os dez primeiros colocados de 2007, segundo Hoogewerf, que desde 1999 elabora o ranking dos chineses mais ricos.

Enquanto os abastados aumentam suas fortunas, a massa dos chineses tem de enfrentar os crescentes custos dos serviços de saúde e educação e, mais recentemente, do preço de itens alimentícios. A inflação de 6,5% em agosto, a maior em dez anos, foi provocada principalmente por reajustes de dois dígitos em produtos essenciais na dieta do país, como a carne de porco.

Divisões internas

As autoridades de Pequim vêem com especial preocupação o descontrole de preços, que esteve entre as razões da última grande manifestação contra o governo -os protestos na praça Tiananmen de 1989.

No mês passado foi anunciado o congelamento de preços de bens e serviços controlados pelo governo, medida que deverá vigorar até o fim deste ano.

Dentro do partido, há disputas entre diferentes facções e discussões sobre o rumo a ser seguido. Com 72 milhões de filiados, a legenda é a maior do mundo e vive um esgarçamento ideológico inédito para acomodar nostálgicos marxistas-leninistas ao lado de capitalistas fervorosos.

Dos 500 chineses que integraram a lista dos mais ricos do país no ano passado, aproximadamente um terço era filiado ao Partido Comunista.

Willy Lam, da Jamestown Foundation, um "think tank" norte-americano especializado em Ásia e Oriente Médio, acredita que o Partido Comunista da China vive sua maior crise de confiança desde Tiananmen, que terminou com a morte de um número até hoje não revelado de manifestantes.

Corrupção

Desde seu último congresso, há cinco anos, vários dirigentes comunistas foram atingidos por denúncias de corrupção, incluindo um membro do Politburo, o grupo de 25 pessoas que estão entre as mais poderosas do país. Chen Liangyu era prefeito de Xangai, a maior cidade da China, quando foi preso em setembro de 2006 sob acusação de desviar recursos do fundo de pensão da cidade.

Sua queda foi o mais espetacular lance da cruzada anticorrupção promovida por Hu Jintao, mas também revelou a dimensão das disputas internas do partido. Chen Liangyu era um dos principais aliados do ex-presidente Jiang Zemin, líder da facção de Xangai, que disputa espaço político com o grupo de Hu Jintao.

As duas correntes estarão em arenas opostas no congresso, que começa dia 15 e pode durar uma semana. Mas, até lá, deverão realizar intensas negociações para definir uma composição de consenso do Politburo e de seu Comitê Permanente, o grupo de nove pessoas que de fato manda na China. Hu espera ampliar e consolidar seu poder, além de reduzir a influência de Jiang Zemin.

Apesar das divergências, o discurso oficial será o da coesão, essencial para a permanência do partido no poder.

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