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Date Posted: 14:01:11 04/24/07 Tue
Author: Célio Benvindo (Boa Tarde)
Subject: Um olhar Sobre Hilda Hilst

UM OLHAR SOBRE A POESIA DE HILDA HILST.

Um rápido olhar sobre a poesia de Hilda Hilst nos faz perguntar como uma autora conteporânea, que vive mergulhada num vale de agitações, em que conseguir um tempo pode ser muito mais difícil do que qualquer outa coisa, consegui contruir uma poesia com tanta maturidade como ela conseguiu? Como não se perder em meio a tantos problemas do mundo hodierno? Ou como não se perder pelo próprio desejo de acompanhar um paraguimátismo quase que absoluto que atormenta os jovens escritores? Em que a idéia de viver estar intimamente ligada a idéia de produzir, produzir ainda que o que se produz não seja essêncialmente algo de qualidade.
É nesse sentido que o abismo da poesia nos desafia a uma reflexão, pois, "exprimir poesia" como diria Massaud Moisés exige muito mais do que tempo e paciência. Mas exige a capacidade de quietude que é muito além de um simples silêncio interior. E ainda, como se trata de uma arte também exige técnica. Elementos necessários para o fazer poético.
Todavia, Hilda Hilst parece possuída por esses elementos poéticos, o que faz do seu "eu lírico" um grande mestre na neste ofícil. Assim, superando o relativismo conteporâneo o eu poético salta em direção a poesia perfeita, usando como escadas as metáforas, as figuras de linguagens e, etc.
É interessante ressaltar o poder crítico e ao mesmo tempo criatívo do eu poético que não se intimidando perante os gigantes da crítica literária e nem mesmo, os que vêem a poesia apenas como mais uma forma de expressão da linguagem ela desafia as chamadas regras socias, transformando sua poesia numa "chama" ardente em prol da daquela mulher que parece ter sida esquecida no tempo... Com isso, o eu lírico constrói uma poesia madura, sábia, perigosa para os mais espertos, o que nos leva a pensar que a voz que fala nos poemas é de alguém que sabe o que quer. Que se conhece e conhece o outro para quem escreve. Que não é se não alguém forte e consciente de seus desejos.
Entretanto, comunicar o "eu profundo" é deixar que o amor exale o seu mais doce "aroma" e assim, perfumar o espaço onde habitamos e acreditamos ser o lugar de estabelecermos relações, construir experiências, vivenciar o amor. Seguindo uma dicção que de certa forma parece um realismo romântico o eu poético se debruça sobre os cantares de Saloão e ao escrever seus próprios versos assemelhar-se a Gonçalves Dias no poema Jatir. Nesse poema, a india que espera por Jatir pergunta: "porque tardas tarda Jatir? Não escuta a voz do meu amor que em vão te chamas? Porque não ouve?" e por último, parencendo desenganada depois de uma "noite" que nesse caso pode representar apenas um tempo que não sabemos ao certo o quanto durou, Responde para si mesma: "que a brisa da manhã sacuda as folhas".
O eu poético em Hilda também chama por um amado. Tenta convecê-lo a amar. Às vezes, até parece querer ensinar ao seu amado as liçõoes do amor. Mas também é vencida pelo tempo. Cansada de conduzir o olhar de seu amado ela faz um chamamento: "vem, olha-te para mim; deseja-me..." Mas o seu amado parece maduro demais para amá-la.
O importante de tudo isso, é a forma como o eu poético constrói o seus versos que na verdade segui praticamente o mesmo rítimo dos cantare de Salomão, com verso brancos, curtos, carregados de imagens e um elemento muito próprio do seu fazer poético a levesa. Que para Italo Calvino essa, estar associada com objetividade, clareza, coerência, etc.
Assim, concluimos dizendo que Hilda Hilst constrói o seu fazer poético com o coração, sem se deixar levar pela pressa, inimiga dos sábios.

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