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Subject: ll Reflexões do Comandante Fidel Castro


Author:
Fidel castro Ruz
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Date Posted: 19/03/08 16:16:51
In reply to: Fidel Castro Ruz 's message, "Reflexões do Comandante Fidel Castro" on 19/03/08 16:14:56



REFLEXÕES DE FIDEL
Sede de sangue (II)

• PROMETI continuar hoje as reflexões, utilizando notícias textuais e acrescentando os comentários pertinentes.

"NOVA IORQUE, 13 março (ANSA) – A ausência da Argentina no itinerário da nova viagem da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, à América do Sul é outro sinal de que Washington está mal-humorado com as autoridades de Buenos Aires, estimou hoje o The New York Times.

"O jornal destaca que Rice visita nesta semana o Brasil e o Chile, mas ‘está notavelmente ausente do seu itinerário’ a Argentina, onde Cristina Fernández de Kirchner, esposa do ex-presidente Néstor Kirchner, ‘tornou-se a primeira presidenta eleita do país’.

"A omissão sublinha a decepção de Washington com o novo governo Kirchner, que continuou estreitando seu laços com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e ‘acusando os Estados Unidos de terem motivações políticas’ no caso dos US$80 mil introduzidos ilegalmente no país por funcionários venezuelanos.

"O The New York Times qualifica esse dinheiro como ‘uma suspeita de ser uma contribuição secreta da Venezuela para a campanha de Kirchner’."

"BRASÍLIA, 13 de março (EFE) – A secretária de Estado estadunidense, Condoleezza Rice, manifestou hoje sua esperança de que os países vizinhos da Colômbia cumpram o compromisso de impedir que a guerrilha das FARC use seus territórios ‘para continuar matando inocentes’.

"‘Estamos muito preocupados com a situação regional (na América do Sul)’, disse Rice numa entrevista coletiva concedida por ela hoje, em Brasília, junto ao ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

"‘Os países não podem ser ameaçados nem dentro nem fora. E devemos evitar que os terroristas continuem matando inocentes’, afirmou a chefe da política externa estadunidense, após as entrevistas separadas com Amorim e com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva."

"BRASÍLIA, 13 de março (ANSA) – […] A funcionária disse que o governo estadunidense tem boas relações com líderes de esquerda, como o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidenta chilena, Michelle Bachelet.

"Depois da entrevista coletiva, Rice e o chanceler Celso Amorim almoçaram no Palácio do Itamaraty."

"BRASÍLIA, 13 de março (AP) – […] Rice fez estas declarações um dia depois que o presidente George W. Bush dissera que a crise recente entre a Colômbia e o Equador era ‘o passo mais recente num padrão perturbador de conduta provocadora do regime de Caracas’.

"Washington está endurecendo sua retórica contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao passo que elogia seus aliados sul-americanos por combaterem o terrorismo com firmeza."

No Brasil, tratando do tema da futura composição do Conselho de Segurança, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, explicou com clareza que os Estados Unidos não se vão opor à entrada do Brasil nesse Conselho, mas advertiu que seu apoio estava comprometido com o Japão, seu aliado estratégico e econômico.

"SANTIAGO, 13 de março (AFP) – A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, realizará na sexta-feira uma breve visita ao Chile, onde se avistará com a presidenta Michelle Bachelet para fortalecer os laços bilaterais e rever à situação regional.

"Rice chegará a Santiago na sexta-feira, à tarde, proveniente do Brasil, aonde chegou nesta quinta-feira. Na capital chilena, a chefe da diplomacia estadunidense estará ao redor de seis horas, visto que retornará a Washington nessa mesma sexta-feira, antes de partir para Moscou."

De acordo com essa mesma agência, o embaixador estadunidense em Santiago, Paul Simons, declarou:

"O fato de ela vir ao Chile na metade de uma agenda muito agitada, demonstra a importância que ela dá às conversas com seu colega, o chanceler Foxley, e com a presidenta, sobre nossa agenda positiva."

"O Brasil e o Chile ‘são países amigos e parceiros regionais estratégicos dos Estados Unidos’, acrescentou o diplomata em entrevista coletiva.

"Rice falará com as autoridades chilenas sobre o estado das relações bilaterais, mas também sobre a situação regional, após a grave crise surgida pela incursão militar colombiana em território equatoriano, que terminou com a morte do segundo homem da guerrilha das FARC, Raúl Reyes.

"‘Vão falar da situação regional’, adiantou Simons.

"Em Santiago, Rice dirá também avante, com seu colega chileno, ao chamado ‘Plano Chile-Califórnia para o século 21’, um convênio que pretende aproveitar as semelhanças em matéria geográfica, climática e produtiva entre o país sul-americano e esse estado norte-americano.

"O convênio é inédito e surgiu após uma conversa pessoal entre Foxley e Rice, segundo confiou o embaixador Simons, sem adiantar mais detalhes."

É indiscutível que o embaixador dos Estados Unidos no Chile, como é costume, deu com a língua nos dentes, falando de um plano que ainda o governo chileno nem sequer tem tornado público, nem consta que se tenha tomado uma decisão sobre o que parece um sonho das Mil e uma noites.

Na internet também aparecem numerosas informações sobre a turnê da secretária de Estado norte-americana. Em 13 de março chegaram as seguintes manchetes:

BBC Mundo – Londres, Grã-bretanha. "Rice: Fronteiras, não esconderijos."

Terra - portal de notícias, Espanha. "Rice ratifica no Brasil o compromisso dos Estados Unidos com a Colômbia e contra as FARC."

Alarde – diário do Brasil. "Os Estados Unidos defendem plano de segurança para América do Sul."

El Observador – jornal da Venezuela. "Rice insiste em que os Estados Unidos estudarão informações sobre supostos vínculos da Venezuela com as FARC."

Ansalatina – agência italiana de notícias. "Rice propõe ação comum contra as FARC."

BBC Mundo – Londres, Grã-Bretanha. "Rice visita os sócios ‘estratégicos’".

El Nuevo Diario – jornal de Nicarágua. "Estados Unidos endurece retórica contra Chávez na tournée de Rice."

AFP – agência francesa de notícias. "Rice visitará o Chile para fortalecer los aços e falar sobre a situação regional."

EFE – agência espanhola de notícias. "Rice ratifica no Brasil compromisso dos Estados Unidos com a Colômbia e contra as FARC."

AFP – agência francesa de notícias. "Rice: Os Estados Unidos examinam laços entre Chávez e as FARC e agirá em consequência disso."

La Prensa – diário da Argentina. "As fronteiras não podem servir de covil, advertiram os Estados Unidos."

Em 14 de março, O Estado de São Paulo, site de notícias do Brasil, transmite sucessivamente três artigos intitulados: "Intromissão inoportuna", "Rice discute sobre turismo africano na Bahia" e "Amorim e ‘Condi’ cometem erros".

O Globo on Line – Site digital da cadeia TV do Brasil. "Condoleezza: fronteira não é ‘esconderijo’".

El Mercurio – jornal do Chile. "Rice, que chega hoje ao país, conversará com o governo chileno a respeito de um pedido para enviar forças de paz a Kosovo."

Crónica Digital – site de notícias do Chile. "Política: Cacetes e cenouras: a agenda de Condoleezza Rice no Chile."

A própria Condoleezza Rice teria que responder a algumas perguntas: Quantos norte-americanos perderam a vida como consequência de bombas enviadas por Cuba? Nalguma ocasião quebrou um só tijolo de seu país por causa de um artefato explosivo procedente do nosso? Por que somos incluídos na grotesca lista de países terroristas, com a que se ameaça acrescentar arbitrariamente a Venezuela? Quem usou o terrorismo contra nossa pátria para destruir aviões em pleno voo, provocar sabotagens, invasões mercenárias e ameaças de bombardeios e guerras, bloqueio econômico e ações que têm costado milhares de vidas e centenas de bilhões de dólares? Quem vai acreditar em você e em Bush? Por que é que se empenham em provocar guerras fratricidas entre os povos da América Latina?

No Iraque morreu mais de um milhão de pessoas. Quantos mortos oferecem os Estados Unidos à América Latina, uma região de mais de 500 milhões de habitantes, para defender sua democracia e seu império?

O fato real é que Bush e seu grupo ficam mais presos pelos erros da política externa que o próprio Nixon quando renunciou em 1972. A sangrenta guerra do Iraque e o repúdio da população dos Estados Unidos a ela, o preço em vidas humanas, o número elevadíssimo de feridos e mutilados em cada falecido na aventura bélica, revelam uma situação cheia de contradições: a deteriorada imagem dos Estados Unidos e a impossibilidade de renunciar às guerras de conquista pelas matérias-primas, o dólar e o preço do ouro, a desvalorização da moeda e a inflação, o consumismo e a incapacidade de se auto abastecerem de bens de consumo, a produção de etanol e a escassez mundial de alimentos, os métodos fascistas e a demagogia democrática, as práticas de tortura e os cárceres secretos e os direitos humanos; a maior poluição ambiental do país e o direito da espécie à sobrevivência; os benefícios da ciência para a saúde e o uso da mesma para liquidar ou invalidar em massa os seres humanos; o roubo de cérebros e o subdesenvolvimento dos países pobres, o preço do petróleo e o esbanjamento cada vez maior de energia; as eleições de novembro e o número crescente de latinos que morrem na fronteira.

A lista seria interminável. É, na essência, uma contradição entre a vida e a morte.

Hoje, domingo, 16 de março, se podem ler os cabogramas redigidos ontem à noite, pelos correspondentes em Havana sobre o material publicado hoje no jornal Juventud Rebelde, recebido antecipadamente por eles no dia anterior.

Chama a atenção que nenhuma das agências capitalistas de notícias publicou uma só palavra do que foi escrito sobre o ex-guerrilheiro Pedro Pablo Montoya, que assassinou um chefe duma frente das FARC e lhe cortou uma mão para cobrar uma recompensa de US$2,6 milhões, legalizada por um procurador da Colômbia. Possivelmente era um agente infiltrado pelos ianques. O assunto tem provocado um forte debate por suas implicações éticas.

Condoleezza vai para Moscou, Bush anuncia uma viagem à Ucrânia e a Bucareste nos primeiros dias de abril, e finalizará o percurso na Croácia, país vizinho da Sérvia, à qual o imperialismo arrancou a vital província de Kosovo, sede de sua cultura e fonte de imprescindíveis recursos materiais que foram a base de seu desenvolvimento.

McCain acaba de chegar ao Iraque por oitava ocasião para dar apoio total à guerra de Bush, e com ela, aos US$3 trilhões que tem custado, aos quais se acrescentam milhões de vítimas entre desalojados e mortos, ao preço dos mortos e mutilados norte-americanos já mencionados.

O quê pode esperar o mundo de semelhante política?

Os chefes e funcionários imperiais trabalham com afinco, ameaçando todos com sua brutal força, mas o império é insustentável e não desiste. Tem sede de sangue. É preciso denunciá-lo tenazmente!

Fidel Castro Ruz
16 de março de 2008
18h15


- Sede de sangue (I)
- REFLEXÕES DO FIDEL

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