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Date Posted: 17:52:26 06/15/09 Mon
Author: Monique Leite
Subject: Resumo do texto Kramsch

Universidade de Brasília
Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução
Disciplina: Tópicos Especiais de Lingüística Aplicada ao Ensino de Línguas
Professora Dra. Mariney Pereira Conceição
Aluna: Monique Leite Araújo

Resumo do texto: Metaphor and Subjective contruction of Beliefs (autora: Claire Kramsch)

Na sua reflexão inicial, Kramsch afirma que a tradição psicológica discursiva vê a linguagem não como algo que reflete a realidade, mas como algo que a constrói.
O constucionismo social, baseado no trabalho clássico de John Austin (1962) e dos sociologistas Peter Berger e Thomas Luckman (1966), considera que língua não representa somente a realidade, mas esta tem que ser examinada de forma que o seu significado construa a realidade social.
Lingüistas como Ferguson e Heath (1981) ou Lightbourn e Spada (1999) tem desenhado no conhecimento de suas comunidades para listar os mitos, idéias ou noções folclóricas que as pessoas têm sobre a aprendizagem de línguas: eles tem então procedido de forma a analisar e mostrar como os erros conceituais podem ser revisados ou corrigidos. Estes estudos tem considerado o produto verbal de crenças e não o processo que os crentes atribuem opniões e pontos de vista deles ou dos outros.
Fala-se hoje sobre os espaços de crenças ou contextualmente espaços mentais variáveis criados pela articulação lingüística de opiniões e pontos de vista (Hanks, 2000). Construcionistas sociais como Shoter (1993) adicionam uma perspectiva relativista para esse foco no discurso, enfatizando a semiótica, a lingüística e a relatividade discursiva de crenças articuladas.
Pode-se argumentar, por exemplo, que a declaração de aprendizes que acreditam que “aprender uma língua é como viajar por novos lugares” trata-se de uma crença não articulada porque para tomá-la dessa forma é preciso transformá-la. Já que, como um espaço cognitivo, a metáfora não é limitada por uma explícita figura de estilo.
De acordo com Gibbs, (1998, 1999) pesquisadores podem extrair metáforas de professores e aprendizes e examinar como eles constroem metaforicamente suas experiências através da metáfora processual. Já outra forma de coletar dados é pelo processamento metafórico, onde os pesquisadores podem processar metaforicamente o discurso diário de aprendizes e professores quando, por exemplo, examinam, através de uma análise estilística crítica, como o texto encena sua mensagem nos aspectos gramatical, lexical e discursivo. O processamento metafórico é uma forma de ler textos e explicitar (trazendo do fundo para a frente) modelos cognitivos da realidade chamados também de espaços mentais ou esquemas mentais que subjazem o que o texto diz. "
O texto de Kramsch traz alguns conceitos de formulação metafórica de crenças em relação ao pensamento:
1. Atribuição de crença criada por crença. Pôr objetividade nas palavras para formular uma crença.
2. A atribuição de crença não ocorre no isolamento. Evoca uma potencial constelação de crenças relatadas para um outro.
3. Crenças e suas atribuições são produzidas num contexto de grupos sociais e de relacionamentos.
4. Crentes são também atribuições de crenças de outras pessoas. Por exemplo, a conclusão de um pensamento.
5. Pessoas produzem e atribuem crenças pelo menos como um background social de expressão, desenvolvimento e aprovação tácita de uma crença.

Nas seções subseqüentes a autora descreve duas abordagens diferentes para estudar a forma como os aprendizes constroem suas crenças através da metáfora. Primeiro, ilustra a forma como os pesquisadores podem processar as metáforas explícitas generalizadas por aprendizes para conceitualizar suas experiências de aprender língua, a segunda ilustra a forma como podemos processar os testemunhos biográficos dos aprendizes metaforicamente.
Na primeira abordagem, a de metáfora processual, foi distribuído um questionário para 953 aprendizes de 14 línguas diferentes na Universidade Berkeley. A proposta era que eles relatassem como construíam discursivamente a experiência de aprender uma língua, que domínio semântico eles tinham para isso e como eles articulavam suas crenças em relação a uma variação de língua estrangeira e nos níveis de variação de proficiência. Logo foi dada uma frase como pontapé inicial do questionamento: “Como você poderia descrever sua experiência de aprender essa língua? Escolha uma frase, uma expressão ou uma metáfora que melhor capture sua experiência para falar e escrever nessa língua estrangeira”. Porém foram dados os seguintes modelos para que começassem a responder esse questionário:
1. Aprender uma língua é como...
2. Falar essa língua é como...
3. Escrever nessa língua é como...
Os estudantes geraram 1496 metáforas diferentes. A pesquisadora classificou essas metáforas de acordo com a sua própria interpretação das construções, baseando-se em construções parecidas e em palavras- chave com o mesmo suporte semântico.
Segundo Lakoff e Steen nós podemos analisar uma metáfora sob três aspectos:conceitual, gramatical ou discursivo.
No processamento metafórico é pedido aos estudantes que narrem o que para eles é aprender uma língua, sem mencionar metáforas ao aprendiz e ao surgir as metáforas naturalmente, no texto, estas então, são processadas (analisadas) pelo pesquisador.
Porém nesta forma construtivista-discursiva de pensar a pesquisa sobre crenças, o pesquisador não fica imune às contingências contextuais tanto da metáfora processual quanto do processamento metafórico. Da mesma forma que os participantes, o pesquisador também sofre a influência de seus próprios interesses quanto aos aspectos nos quais deve focar sua atenção.
Tais pesquisas são muito recentes e por isso devemos tomar cuidado com a influência das contingências contextuais e com a influência dos próprios interesses, que podem direcionar a atenção do pesquisador apenas para os aspectos que atendem a seus interesses.
Por isso é importante, dentro do processamento da pesquisa, ter outro pesquisador para poder compartilhar a interpretação das metáforas além de mostrar os resultados dessas interpretações para os próprios informantes para verificar se a interpretação dos dados está adequada.

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