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Date Posted: 05:55:32 06/19/09 Fri
Author: Karina Mendes Nunes Viana
Subject: Resumo Guerrero e Villamil (2001)

Aluna: Karina Mendes Nunes Viana

Resumo do texto Análises de Metáforas no ensino de língua estrangeira como segunda língua: uma perspectiva sociocultural (Maria Guerrero e Olga Villamil, 2001).

Nos estudos em Linguística Aplicada, as metáforas desempenham um relevante papel na teoria da aprendizagem de língua estrangeira como segunda língua. Das características mais importantes das metáforas as que têm maior reconhecimento científico são: a existência de metáforas na profissão de professor de língua estrangeira; o reflexo eficaz do contexto de ensino de línguas por meio das metáforas e a utilização de metáforas como meio de promover a reflexão desses profissionais. Embora, haja algumas pesquisas a respeito das metáforas mais recorrentes no contexto de ensino de língua estrangeira, ainda faltam referências teóricas consistentes sobre como esses professores constroem metáforas ao longo de suas experiências docentes. Os autores defendem que a teoria sociocultural de Vygotsky por tratar o cognitivo e o social como áreas indissociáveis possa oferecer um quadro consistente a respeito do processo de construção das metáforas dos docentes. Para Vygotsky há uma relação dialógica entre o cognitivo e o social e isso permite que o contexto social seja reproduzido pela mente e vice-versa. O mesmo acontece em relação às definições metafóricas. Segundo Lantoff (2000), a metáfora é um conceito criado culturalmente e com organização linguistica. As metáforas podem ser caracterizadas de diferentes maneiras. As convencionais seriam formas cristalizadas da linguagem resultado de acontecimentos sociais, históricos e culturais. Como ferramentas semióticas funcionam como mediadoras da significação e orientação comportamental. Como conceito coloca a metáfora como modelo cultural.
Para Bakhtin, há múltiplas vozes na voz de cada ser humano. A apropriação de metáforas não significa simplesmente que é possível copiar as metáforas de outra sociedade e colocá-las em uso. Cada pessoa é afetada por um processo diferente de internalização das metáforas como resultado de uma reconstrução pessoal no processo. Para as pessoas há sempre um elemento subjetivo de reconstrução pessoal no processo de internalização das metáforas. O mesmo acontece com os professores no exercício de sua profissão. Em relação aos professores de línguas, as metáforas estão presentes em todo o processo de aquisição de uma segunda e revelam-se quando esses professores as colocam em uso quer intencionalmente ou não. A pesquisa das autoras Maria Guerrero e Olga Villamil a respeito das Metáforas de Professores de L2/LE pretende investigar até que ponto esses professores apropriam-se de metáforas para construir suas próprias crenças. Esse estudo constata que os professores usam as metáforas de acordo com os modelos culturais já existentes em seu meio social o que confirma a idéia de que as metáforas são construídas e constroem a partir das interações sociais. Para as autoras, os discursos profissionais desses professores são formados por intermédio das fontes bibliográficas, discursos de mestres durante a formação e ainda pela linguagem metafórica dos livros didáticos. Essa apropriação além de transmitida deve ser reconstruída de forma que as metáforas além de refletirem os modelos dos quais foram apropriadas possam ser mescladas com experiências pessoais e diferentes paradigmas. Assim, além dos modelos sócio-culturais, as metáforas podem vir a refletir as experiências individuais dos professores de L2/LE. O principal papel das metáforas pode ser ressignificar o próprio professor para ele mesmo. Esse estudo revelou que a apropriação e a transformação das metáforas pelos professores de L2/LE é um processo complexo no qual as metáforas não permanecem intocáveis, mas passam por variações retratando as múltiplas vozes que há na voz de cada indivíduo. As pesquisadoras recomendam o uso de metáforas como ferramenta de auto-reflexão entre professores de L2/LE. Conforme as autoras é de grande valia que professores em formação e em serviço conheçam o importante papel das metáforas na construção dos seus sistemas de crenças e como as metáforas podem influenciar em suas ações.

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