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Date Posted: 18:54:05 05/17/09 Sun
Author: Margarete Nogueira
Subject: Resumo - Madeira (2005) -

Em seu estudo, Madeira investigou as crenças que professores de Língua Portuguesa possuem sobre o ensino da gramática: para que ela serve e como ela é abordada pelos professores. Madeira inicia o artigo fazendo uma distinção entre crenças (conhecimento implícito) e conhecimento (resultado da pesquisa científica) , e afirma que, no campo da LA, elas têm grande influência no fazer do professor e no processo de aquisição de conhecimento pelo aprendiz. Madeira cita Nespor(1987)que, por sua vez, relaciona as tarefas escolhidas pelo professor com as crenças que ele possue.
O autor mostra que somente expor os professores a novos princípios teóricos não é suficiente para que eles mudem sua prática, já que têm crenças arraigadas. Essas crenças estão presente na nada recente e polêmica discussão sobre o ensino da gramática da língua portuguesa. Entretanto, em meio ao debate, uma crença é consensual e tem sido bastante questionada: a de que aprender uma língua significa aprender regras e termos técnicos.
A partir de meados do século XX inicia-se um questionamento em relação ao ensino da língua portuguesa que, até então, trabalhava somente a gramática normativa sem reconhecer outras variedades linguísticas. Percebeu-se que a gramática normativa não dava conta do real uso da língua. E, a partir dessa constatação, surgiram outras concepções e acepções de gramática (Travaglia,2002):
1. Normativa: lida com a norma culta da língua dando mais importância à língua escrita. Considera erro tudo o que estiver fora dela. 2. Descritiva: conjunto de regras baseado no uso da língua. Explica as línguas a partir da maneira como são faladas. Trata os erros de maneira distinta, usando um critério social para a correção (Possenti,1996). A gramática funcional está relacionada à gramática descritiva e avança a discussão para os campos da sociolinguística e da pragmática. 3.Internalizada: conjunto de regras que um falante domina. Leva em consideração o conhecimento inato que o ser humano possui da língua.
Mattos e Silva (2002) vê as gramáticas não como "diferentes entre si, mas como diferentes recortes do fenômeno linguístico". Madeira resenha vários autores (Possenti, 1996; Mattos e Silva, 2002 e 1996; Travaglia, 2002 e Moura Neves, 1994) e seus estudos referentes ao ensino da Língua Portuguesa. Em seguida, Madeira descreve sua pesquisa cujo tema são as crenças dos professores sobre o significado da gramática e para que serve ensiná-la.
Os sujeitos da pesquisa foram 32 professores de Língua Portuguesa da rede pública do estado de São Paulo. Os instrumentos usados foram questionários (escala Likert) e entrevistas semi-estruturadas, que complementaram os questionários. Os questionários foram respondidos por todos os participantes, mas somente 18 foram entrevistados.
Os resultados evidenciam a necessidade sentida pela maioria dos professores de se rever as abordagens usadas para se ensinar gramática. Os professores sabem a importância de os alunos serem expostos à norma culta da língua, mas questionam a maneira como isso tem sido feito. Os mesmos professores não deixam claro em suas respostas a importância de discutir variedades linguísticas em sala de aula. Madeira afirma que, apesar de nem todos os profesores estarem bastante envolvidos em estudos linguísticos,a maioria coloca-se disposto a ressignificar suas crenças .

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