| Subject: SERENITY |
Author:
Adro Crow
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Date Posted: 05:11:57 07/13/01 Fri
Ele estava sentado naquela pedra, de olhos fechados, pensava no mundo, pensava nos sonhos. Somente ouvia o vento, que com a sua brisa movimentava o mar. Fazia ondas que arrebentava drasticamente contra as pedras. A agua saltava tão alto, querendo fugir daquelas agressões, que lhe tocavam no corpo durante a sua fuga...Algumas escorriam-lhe na cara como se fossem lágrimas,......E eram, ele também chorava... Não sabia porque... Mas chorava!! Quando estava mal, triste, angustiado e só fugia para aquele penhasco onde a natureza na sua magnitude o acariciava e lhe fazia companhia. de repente uma jovem apareceu ao seu lado. Que imagem......!! O vento batia tão forte nos seus cabelos e no vestido que eles se moviam bruscamente para trás deixando a cara desnuda e o corpo delineado... Seus cabelos negros faziam realçar a sua pele branca como a neve, e o vestido cinzento comprido, de ombros descaídos, mostrava as suas formas femininas. No silencio de um olhar, ele levantou-se e foi ao encontro de tal deusa... Quando chegou ao pé dela, reparou!!... Os lábios!! Os seus lábios estavam fechados, impedidos de se movimentarem, ele querendo sabes a razão de tal desumanidade perguntou-lhe...( esquecendo-se que ela não responderia!) “Porquê? Porquê é que os teus lábios assim?”
O silencio perturbou-o, e logo ele que sempre o procurará, agora não o queria!! Olhando novamente para o mar ouviu um delicada voz dizer... “Ela é minha filha! Reparei que ficaste encantado com a sua beleza!” Ele assustado olhou para todos os lados, quando voltou a olhar para ela viu uma expressão de sorriso. “Quem está a falar comigo? Porque é que os lábios dela estão assim?” Ao que a voz respondeu “Contigo está a falar a Natureza, criei esta mulher para que me pudessem imaginar se eu fosse um sere humano como tu. Os lábios estão serrados por causa de uma historia muito triste!” Ele ficou tão perturbado com tal descoberta que se sentou novamente, gélido agora não conseguia compreender o que se estava a passar, ela por sua vez ajoelhou-se ao pé dele abraçando-o. Comovido com seu gesto correspondeu ao abraço e ao seu ouvido ele sussurrou “O teu nome qual é?” Ela com o dedo escreveu num pouco de areia que havia naquele local... Serenity. O seu nome era Serenity... Serenidade, sim realmente os seus olhos emitiam tal sentimento. Olharam-se durante instantes que lhes pareceram séculos.
De rompante ele levantou-se dirigiu-se a beira o penhasco e perguntou “O que é que lhe aconteceu? Como a posso ajudar?” A voz voltou então para lhe narrar a historia “Serenity um dia amou alguém, alguém nobre e bom que não a amou. Mas ela mesmo sabendo isso disse ao seu eleito que o amava e ele não correspondeu a esse sentimento tão majestoso. Desgostosa desejou que para sempre se cala-se. Eu só realizei o seu desejo e cosi-lhe os lábios com um fio do seu cabelo.” Quando a voz parou Serenity chorava, mas....AH!!! As suas lágrimas quando caiam dos seus olhos transformavam-se em cristais. Ele foi até seu encontro e abraçaram-se, Serenity nunca se tinha sentido assim, tão bem! Desejou falar, e dizer ao rapaz quanto grata lhe estava por aquelas carícias. E o seu nome, ela também queria saber o nome daquele homem! Quando o abraço se tornou mais distante os seus lábios quase se tocaram... Serenity fugiu com a cara, talvez por vergonha, talvez por timidez... Mas ele pegou-lhe na cara aproximou-se dela e beijou-a, mesmo que o beijo não pudesse ser correspondido. Era como beijar um corpo sem vida....Mas.....o que acontecera? Os lábios de Serenity soltaram-se de tais mortíferas amarras......a razão para tal acontecer!....O Amor que eles desenvolveram! Envoltos naquele laço deixaram os seus corpos caírem do precipício.
A espuma das ondas consumiu os seus corpos e o mar eternizou aquele momento!!
Adro
18-Out-00
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